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Mercado do boi gordo mantém estabilidade em São Paulo enquanto escalas de abate se mantêm
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A última semana do mês começou com movimentação limitada no mercado de boi gordo em São Paulo. A oferta de animais diminuiu, sustentando os preços, que se mantiveram estáveis em comparação diária. As escalas de abate estão, em média, em oito dias, refletindo o ritmo moderado de negociação.
Minas Gerais: oferta restrita e leves ajustes nas cotações
Em Minas Gerais, a oferta de animais segue limitada e o escoamento da carne ocorre de forma lenta, o que restringe os negócios.
- Triângulo Mineiro: as cotações permaneceram inalteradas.
- Região de Belo Horizonte e Norte de Minas: a cotação da novilha teve alta de R$2,00/@, enquanto o preço do boi gordo e da vaca não sofreu alteração.
- Sul de Minas: o valor da vaca subiu R$2,00/@, sem mudanças para as outras categorias.
A arroba do “boi China” registrou valorização de R$3,00.
Atacado da carne com osso: vendas mais fracas
O mercado atacadista de carne com osso apresentou queda nas vendas, reflexo do menor volume de pedidos de reposição por parte do varejo, com avanço do mês.
- A carcaça casada do boi capão subiu 0,5% (R$0,10/kg).
- A carcaça do boi inteiro teve alta de 0,8% (R$0,15/kg).
Entre as fêmeas, não houve alteração nas cotações.
Mercado de carnes alternativas
No setor de carnes alternativas, os preços registraram pequenas quedas:
- Frango médio: queda de 2,0% (R$0,15/kg). Refere-se à ave com peso médio da linhagem para lote misto, com rendimento de carcaça estimado em 74,0%.
- Suíno especial: recuo de 0,8% (R$0,10/kg). Corresponde a animal abatido sem vísceras, patas, rabo e gargantilha.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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