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Mercado do boi gordo registra alta e pressão nas escalas de abate

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O mercado do boi gordo está mostrando sinais de recuperação, com negócios sendo fechados acima das referências médias de preço. A expectativa é de novas altas no curto prazo, já que as escalas de abate não estão em uma situação confortável, de acordo com analistas. Mesmo com a elevação dos preços da arroba, as indústrias não conseguiram ampliar de forma significativa suas escalas de abate, o que pressiona ainda mais os valores.

A semana começou com o preço médio da arroba do boi gordo variando entre as principais regiões produtoras. Em São Paulo, o valor está em torno de R$ 277,92, enquanto em Goiás e Minas Gerais, os preços são de R$ 266,79 e R$ 272,94, respectivamente. No Mato Grosso do Sul, a arroba chega a R$ 279,66, enquanto no Mato Grosso, o valor é mais baixo, em R$ 240,20.

O cenário de demanda aquecida, especialmente impulsionado pelas exportações, contribui para o fortalecimento dos preços no atacado, onde se observam preços firmes. Porém, a carne bovina pode perder competitividade em relação à carne de frango, uma alternativa mais barata que tende a atrair consumidores, especialmente as famílias de menor renda.

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No mercado interno, o quarto traseiro da carne bovina está cotado a R$ 19,90 por quilo, enquanto o quarto dianteiro e a ponta de agulha estão sendo comercializados a R$ 15,15 e R$ 15,00 por quilo, respectivamente. Com a alta contínua nos preços, é provável que os consumidores busquem outras proteínas para aliviar o impacto no orçamento familiar.

Fonte: Pensar Agro

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Boi gordo dispara frente à vaca em 2026 e amplia diferença de preços no mercado paulista

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O mercado pecuário brasileiro registra uma ampliação significativa na diferença de preços entre o boi gordo e a vaca em 2026. Dados recentes do Cepea mostram que, em abril (parcial até o dia 28), o spread entre as categorias no estado de São Paulo chegou a R$ 33,69 por arroba, com vantagem expressiva para os machos.

Diferença atinge maior nível dos últimos anos

Historicamente, o boi gordo já é negociado acima da vaca gorda, devido a fatores como melhor rendimento de carcaça, maior acabamento e maior valor agregado da carne. No entanto, o atual patamar representa um avanço relevante frente aos anos anteriores.

Em abril de 2024, a diferença era de R$ 17,70/@, enquanto em 2025 ficou em R$ 26,30/@ — números significativamente inferiores ao observado neste ano.

Oferta restrita de machos sustenta alta

Segundo os pesquisadores do Cepea, o principal fator por trás desse movimento é a oferta reduzida de bois ao longo de 2026. A menor disponibilidade tem sustentado a valorização mais intensa da arroba dos machos, especialmente diante de uma demanda internacional aquecida pela carne bovina brasileira.

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Esse cenário tem favorecido os produtores que trabalham com animais terminados, pressionando os frigoríficos a pagarem mais para garantir escalas de abate.

Maior oferta de fêmeas limita preços

Por outro lado, o mercado de vacas apresenta dinâmica distinta. A maior disponibilidade de fêmeas — especialmente em ciclos de descarte de matrizes — aumenta a oferta e reduz o poder de barganha dos vendedores.

Além disso, a carne de vaca é mais direcionada ao mercado interno, que apresenta ritmo de consumo mais moderado, o que também contribui para limitar a valorização dos preços.

Arroba do boi sobe mais que a da vaca em 2026

No acumulado desde dezembro de 2025 até abril de 2026, a arroba do boi gordo no mercado paulista registra valorização nominal de 12,65%. Já a vaca gorda apresenta alta mais contida, de 7,5% no mesmo período.

Tendência segue atrelada à oferta e à exportação

A perspectiva para o curto prazo indica manutenção desse diferencial elevado, sustentado pela restrição de oferta de machos e pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina. Enquanto isso, a maior presença de fêmeas no mercado tende a continuar pressionando os preços dessa categoria.

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O comportamento das escalas de abate e o ritmo da demanda doméstica serão determinantes para os próximos movimentos do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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