AGRONEGOCIOS
Mercado do café segue instável e mantém foco na colheita brasileira de 2025
AGRONEGOCIOS
As atenções seguem voltadas para a colheita brasileira da safra de 2025, os embarques diários e mensais do grão, além das exportações do Vietnã. A combinação desses fatores, somada às incertezas da economia global, tem influenciado diretamente o comportamento dos preços nas bolsas internacionais.
Oscilações nos contratos futuros do café arábica
Os contratos futuros do café arábica operam com variações expressivas nas primeiras horas do pregão. Por volta das 8h50 (horário de Brasília), os preços estavam da seguinte forma:
- Maio/25: alta de 525 pontos, cotado a 404,20 cents por libra-peso
- Julho/25: queda de 145 pontos, negociado a 386,80 cents/lbp
- Setembro/25: recuo de 140 pontos, a 380,40 cents/lbp
- Dezembro/25: desvalorização de 130 pontos, cotado a 372,15 cents/lbp
Robusta opera com pouca variação
No mesmo horário, os contratos do café robusta mostravam menor movimentação, com variações modestas nos preços:
- Maio/25: estável, cotado a US$ 5.251 por tonelada
- Julho/25: queda de US$ 65, cotado a US$ 5.226/t
- Setembro/25: recuo de US$ 51, a US$ 5.180/t
- Novembro/25: baixa de US$ 46, negociado a US$ 5.118/t
Fatores que influenciam o mercado
De acordo com Marcelo Fraga Moreira, analista da Archer Consulting, o mercado segue atento aos embarques do Brasil e à evolução da colheita da atual safra, além do desempenho das exportações do Vietnã — dois fatores fundamentais para a formação dos preços no curto e médio prazo.
O especialista também destaca que os estoques certificados na ICE permanecem na casa das 800 mil sacas, o equivalente a cerca de quatro dias de exportações brasileiras, o que limita a oferta e ajuda a sustentar os preços.
Volatilidade global amplia incertezas
Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, o cenário econômico internacional continua marcado por forte instabilidade, impactando diretamente as bolsas de valores e os mercados de commodities, como o do café.
“É impossível prever o que acontecerá nas próximas semanas e meses. Teremos de aguardar o desenvolvimento das negociações entre EUA e China, convivendo com muita volatilidade nos mercados mundiais, em meio às rápidas mudanças de opinião do presidente americano”, afirma o documento.
A volatilidade deve permanecer como uma característica marcante do mercado de café nas próximas semanas, com os agentes atentos à evolução da safra brasileira de 2025 e aos desdobramentos geopolíticos globais. As oscilações refletem a sensibilidade do setor diante de um cenário internacional instável e altamente imprevisível.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura



