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Mercado do Feijão Registra Queda nos Preços em Meio a Negociações Pontuais

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Negociações pontuais e queda nos preços

O mercado do feijão seguiu com negócios pontuais ao longo da última semana, especialmente para os lotes classificados com notas 9 ou superiores, conforme apontam dados do Cepea. Mesmo com produtores mantendo uma postura firme nas ofertas de grãos de melhor qualidade, os preços continuaram em queda. O movimento se deve à combinação entre uma maior oferta do produto e uma demanda retraída por parte dos compradores.

Avanço da colheita da primeira safra

No campo, os trabalhos de colheita da primeira safra de feijão avançaram significativamente. Até o dia 13 de abril, 79,2% da área cultivada havia sido colhida, de acordo com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse ritmo de colheita contribui para o aumento da disponibilidade do grão no mercado interno.

Estimativas de oferta e demanda

As projeções mais recentes divulgadas pela Conab neste mês indicam uma relativa estabilidade na oferta interna de feijão para o ano de 2025, com uma leve retração de 0,9%. Apesar disso, a produção da primeira safra, atualmente em fase final de colheita, deverá sustentar o abastecimento nacional, uma vez que as expectativas para a segunda e a terceira safras são de volumes menores.

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Aumento na oferta de feijão preto pressiona preços

Dentre as variedades, o destaque fica para o feijão preto, cuja produção deve apresentar o maior crescimento anual, estimado em 20%. Esse aumento significativo contribui para reforçar o cenário de queda nos preços, diante de um mercado já pressionado pela ampla oferta e pela demanda reduzida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos de produção agrícola nos EUA devem atingir novos recordes em 2027 e pressionam rentabilidade do setor

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas dos Estados Unidos deverão alcançar novos patamares históricos na safra de 2027, reforçando a pressão sobre a rentabilidade dos produtores. A projeção é da AMR Business Intelligence, com base nas estimativas mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Embora exista expectativa de alguma redução nos preços de combustíveis e fertilizantes nos próximos ciclos, a tendência é que esse alívio seja insuficiente para conter o avanço das despesas totais das propriedades rurais. O aumento dos custos deverá ser impulsionado principalmente por sementes, defensivos agrícolas, manutenção de equipamentos, mão de obra, maquinário e arrendamento de terras.

Arroz, milho, soja e algodão lideram alta dos custos

As estimativas indicam que o arroz continuará entre as culturas com maior custo de produção, alcançando US$ 1.427 por acre, o equivalente a aproximadamente US$ 3.526 por hectare em 2027.

Na sequência aparecem:

  • Amendoim: US$ 1.248 por acre;
  • Algodão: US$ 1.001 por acre;
  • Milho: US$ 952 por acre.

As projeções também mostram que soja, sorgo e trigo deverão registrar os maiores custos de produção da série histórica, refletindo o aumento contínuo das despesas operacionais nas principais cadeias agrícolas norte-americanas.

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Combustíveis e fertilizantes pressionam a safra de 2026

Na safra de 2026, os maiores reajustes continuam concentrados nos gastos com combustíveis, lubrificantes, eletricidade e fertilizantes.

Segundo a análise, as despesas com energia cresceram até 41% na produção de sorgo e mais de 34% nas lavouras de milho, trigo e arroz. Já os custos com fertilizantes avançaram entre 9% e 13%, influenciados pela volatilidade dos mercados de energia e pelos impactos logísticos provocados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Apesar de pequenas reduções observadas nos preços de sementes e defensivos agrícolas, esses recuos não foram suficientes para compensar o aumento registrado nas demais categorias de custos.

Produtores enfrentam dificuldades para investir na produção

O cenário também evidencia as dificuldades financeiras enfrentadas pelos agricultores norte-americanos. Pesquisa realizada pela American Farm Bureau Federation com mais de 5.700 produtores revelou que cerca de 70% deles não conseguiram adquirir todo o volume de fertilizantes considerado necessário para a safra de 2026.

A limitação no acesso aos insumos essenciais pode comprometer a produtividade das lavouras e ampliar os desafios de rentabilidade em um ambiente de custos elevados e margens cada vez mais estreitas.

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Custos mais que dobraram em duas décadas

A evolução dos custos agrícolas mostra uma escalada consistente desde 2005. De acordo com o levantamento, as despesas de produção mais do que dobraram em diversas culturas ao longo dos últimos 20 anos.

Os maiores aumentos acumulados foram registrados em:

  • Soja: alta de 165%;
  • Milho: aumento de 146%;
  • Trigo: crescimento de 106%;
  • Arroz: avanço de 103%.

Diante desse cenário, cresce a pressão do setor produtivo por medidas de apoio, incluindo a aprovação de uma nova Farm Bill, a manutenção da autorização anual para comercialização da gasolina com etanol E15 e novos programas de assistência aos produtores.

A próxima atualização das estimativas oficiais de custos agrícolas nos Estados Unidos está prevista para novembro e deverá servir como novo indicador para as perspectivas da safra de 2027.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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