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Mercado do Milho: Colheita Avança, Negociações Seguem Lentamente e Preços Mantêm Pressão

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A colheita do milho avança em ritmo histórico em diversas regiões brasileiras, porém as negociações permanecem com baixa liquidez e preços sem reação, refletindo cautela dos produtores e compradores diante do cenário atual.

No Paraná, as pedidas para o milho permanecem próximas a R$ 76,00 por saca FOB, podendo chegar a R$ 80,00 em algumas localidades. Já a indústria de rações limita suas ofertas a R$ 73,00 CIF, o que mantém o mercado estagnado e com baixa movimentação.

No Rio Grande do Sul, apesar do avanço da colheita, o mercado local ainda é limitado e dependente do externo. Produtores priorizam vendas para granjas e consumo doméstico, mantendo resistência para negociar maiores volumes. As indicações de compra variam de R$ 65,00 a R$ 68,00 por saca em cidades como Santa Rosa, Ijuí, Não-Me-Toque, Marau, Gaurama e Arroio do Meio. Para agosto, os pedidos estão entre R$ 66,00 e R$ 70,00.

Santa Catarina registra negociações travadas com preços distantes entre oferta e demanda. Em Campos Novos, por exemplo, as pedidas chegam a R$ 85,00, enquanto a indústria não oferece mais que R$ 75,00. No Planalto Norte, o cenário é semelhante, com oferta em R$ 71,00 e pedidos próximos a R$ 80,00, o que dificulta o fechamento de contratos. Com margens apertadas, parte dos produtores já sinaliza redução nos investimentos para a próxima safra.

No Mato Grosso do Sul, a colheita atrasada mantém o mercado sem liquidez. Cotações subiram levemente em Dourados e região, mas o movimento ainda não é suficiente para destravar as negociações. Produtores e compradores permanecem cautelosos, evitando grandes volumes diante das incertezas. Algumas regiões tiveram altas pontuais devido à menor oferta temporária causada pelo atraso da colheita, mas os valores ainda são insuficientes para impulsionar negócios mais intensos.

Análise de preços: momento atual não é favorável para venda do milho

Segundo a TF Agroeconômica, os preços atuais do milho estão entre os menores do ano, refletindo a ausência de fatores que possam impulsionar alta no curto prazo, tanto no mercado interno quanto no internacional. A recomendação para produtores que ainda não comercializaram a safra é evitar vendas neste momento e buscar aprimoramento no uso de mercados futuros para melhorar a lucratividade.

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Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros de milho chegaram a ultrapassar R$ 80,00/saca, mas atualmente giram em torno de R$ 62,00. A consultoria alerta que dominar as estratégias de venda é tão importante quanto a eficiência na produção. Apesar de alguma expectativa de alta para o segundo semestre, os preços dificilmente voltarão ao patamar anterior, principalmente devido à fraqueza das exportações brasileiras e ao abastecimento tranquilo do mercado interno.

Entre os fatores que pressionam os preços para baixo estão:

  • Contratos em Chicago nos menores níveis do ano;
  • Excelente estado das lavouras nos Estados Unidos;
  • Indiferença dos fundos mesmo diante de boas vendas americanas;
  • Tensões comerciais com parceiros como Canadá e México;
  • Exportações brasileiras previstas para cair 22% em 2025;
  • Queda nos preços dos principais consumidores internos de milho (bovinos, frangos e suínos);
  • Dólar mais fraco, reduzindo o apetite exportador.

Diante desse cenário, a TF Agroeconômica reforça que, embora o mercado possa apresentar reação futura, os fundamentos atuais indicam que o produtor deve evitar vendas precipitadas e buscar formação estratégica, aproveitando as janelas de oportunidade que surgirem.

Mercado futuro: movimentação mista entre B3 e Bolsa de Chicago

Nesta segunda-feira (4), o mercado futuro do milho abriu com alta na Bolsa Brasileira (B3), enquanto a Bolsa de Chicago (CBOT) iniciou o dia em queda.

Por volta das 10h07 (horário de Brasília), as principais cotações na B3 estavam entre R$ 67,26 e R$ 75,21 por saca. O contrato setembro/25 era negociado a R$ 67,26, com valorização de 0,45%. Os contratos para novembro/25, janeiro/26 e março/26 também apresentaram altas, ainda que discretas.

Na Bolsa de Chicago, os preços futuros do milho começaram o dia com leves recuos. O vencimento setembro/25 estava cotado a US$ 3,88, apresentando queda de 1 ponto, enquanto outros contratos também registraram desvalorizações. Segundo o site Farm Futures, os indicadores técnicos do milho continuam a se deteriorar, com o mercado atingindo mínimas recentes devido ao clima favorável no Centro-Oeste americano, que deve resultar em uma safra recorde. Chuvas recentes e previsões de tempo quente com possibilidade de precipitações acima do normal colaboram para essa expectativa.

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O mercado aguarda ansiosamente o relatório de produção agrícola do USDA, que será divulgado em 12 de agosto e trará as primeiras estimativas oficiais para milho e soja baseadas em pesquisas de campo e imagens de satélite.

Fechamento da semana passada mostra variação mista nos preços

Na última sexta-feira, os preços do milho tiveram comportamento misto tanto na B3 quanto em Chicago. Na bolsa brasileira, os contratos mais curtos registraram leve recuperação impulsionada pelo atraso da safrinha e pela valorização no mercado físico.

Os contratos para setembro/25 fecharam a R$ 67,05, com alta diária de R$ 0,22 e semanal de R$ 1,41. Novembro/25 encerrou a R$ 69,24, e janeiro/26 a R$ 72,70, ambos com pequenos ganhos. Apesar desse avanço pontual, o saldo semanal do mercado físico foi ligeiramente negativo, com queda de 0,05% no indicador Cepea.

Em Chicago, os contratos fecharam com alta para setembro (+0,44%) e dezembro (+0,36%), mas o acumulado semanal foi negativo, com perda de 2,50% ou 10 cents por bushel, resultado da pressão causada por uma safra americana recorde e pela entrada da colheita brasileira.

A demanda internacional continua aquecida, com destaque para México, Japão, Coreia do Sul, Colômbia e Taiwan, que concentraram mais de 80% das exportações americanas nos primeiros sete meses do ano. No entanto, o excesso de oferta no mercado global e tensões comerciais, como as possíveis mudanças tarifárias no governo Trump, mantêm os preços pressionados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

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Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

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No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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