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Mercado do milho registra estabilidade e pressão climática nas lavouras, com recuos em Chicago e leves altas na B3

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Situação regional: estabilidade de preços e baixa liquidez

No Sul do Brasil, o mercado do milho segue travado, com pouca liquidez e estabilidade nas cotações. No Rio Grande do Sul, os preços permanecem firmes mesmo diante de uma demanda retraída: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As ofertas de compra variam entre R$ 66,00 e R$ 68,00, mas os vendedores resistem a negociar abaixo das pedidas.

Em Santa Catarina, o mercado está paralisado por divergências de preços. No Planalto Norte, produtores pedem R$ 82,00 por saca, enquanto compradores oferecem até R$ 79,00. Em Campos Novos, o descompasso é ainda maior, com pedidos de até R$ 85,00 frente a ofertas de no máximo R$ 80,00 CIF. A média estadual está em R$ 71,00, com variações regionais que vão de R$ 62,00 em Palma Sola a R$ 77,13 em Chapecó.

No Paraná, apesar do avanço da colheita da segunda safra, as geadas geram preocupação. A colheita alcançou 8% das áreas, contra 3% na semana anterior, segundo o Deral. Do total restante, 54% das lavouras estão em maturação, 43% em frutificação e 3% ainda em floração. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00/saca FOB, com registros pontuais de R$ 80,00, enquanto as ofertas CIF voltadas à indústria de rações estão em R$ 73,00.

Em Mato Grosso do Sul, a lentidão no ritmo da colheita e a fraca demanda pressionam os preços. As últimas cotações indicam queda generalizada: R$ 48,31 em Dourados, R$ 52,00 em Campo Grande, R$ 50,00 em Maracaju, R$ 53,00 em Sidrolândia e R$ 47,52 em Chapadão do Sul. A média estadual é de R$ 50,00 por saca.

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Preços na B3: variações positivas com influência do clima

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros do milho iniciaram a terça-feira (24) em alta, influenciados pelas condições climáticas adversas que afetam as lavouras brasileiras ainda não colhidas. Por volta das 10h35 (horário de Brasília), os principais vencimentos operavam com valorização:

  • Julho/25: R$ 64,07 (+0,49%)
  • Setembro/25: R$ 63,90 (+0,22%)
  • Novembro/25: R$ 67,25 (estável)
  • Janeiro/26: R$ 72,23 (+0,24%)

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de novembro foi o único a registrar leve recuo, enquanto os demais contratos subiram com base nos riscos provocados pela onda de frio e os atrasos na colheita da safrinha.

Mercado físico pressionado pela oferta e pelo câmbio

Apesar das altas na B3, o mercado físico brasileiro permanece pressionado. A Conab estima uma oferta de 101 milhões de toneladas para a segunda safra — 12% acima da anterior —, o que representa a segunda maior colheita da série histórica. Esse volume, somado à desvalorização do dólar e aos desafios logísticos de armazenamento, amplia a pressão sobre os preços internos.

Nas regiões produtoras, os vendedores têm demonstrado maior flexibilidade diante do início da colheita, fator que também contribui para a queda das cotações, conforme aponta levantamento do Cepea.

Mercado internacional: milho recua em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho operavam em baixa na manhã desta terça-feira (24), seguindo a tendência de queda iniciada na segunda-feira. Por volta das 10h29 (horário de Brasília), os vencimentos apresentavam os seguintes valores:

  • Julho/25: US$ 4,17 (-2 pontos)
  • Setembro/25: US$ 4,15 (-2 pontos)
  • Dezembro/25: US$ 4,31 (-2 pontos)
  • Março/25: US$ 4,47 (-1,75 ponto)
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Segundo o portal Farm Futures, a desvalorização do milho em Chicago está relacionada à queda nos preços do petróleo, que ocorreu após relatos de que Israel aceitou uma proposta de cessar-fogo intermediada pelos EUA com o Irã. A notícia reduziu os temores sobre interrupções no fornecimento de energia no Oriente Médio, afetando negativamente os preços das commodities.

Além disso, a perspectiva de melhora nas condições climáticas para as lavouras americanas nas próximas semanas também pressiona os preços para baixo.

Na sessão anterior, o milho já havia encerrado o dia em baixa significativa: o contrato de julho caiu 2,22%, fechando a US$ 419,25 por bushel, e o de setembro recuou 1,88%, para US$ 417,50 por bushel. A instabilidade geopolítica, o aumento nos custos de frete e petróleo e as incertezas no acesso a mercados consumidores também contribuíram para o desempenho negativo.

Brasil: clima frio e colheita lenta impulsionam B3, mas oferta elevada e câmbio pressionam mercado físico.

  • Regiões produtoras: estabilidade e baixa liquidez no Sul; quedas acentuadas no MS.
  • Chicago: milho recua com queda do petróleo e expectativa de melhora no clima nos EUA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Volatilidade do diesel expõe custos ocultos na logística e pressiona gestão de frotas no Brasil

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A instabilidade no preço do petróleo no mercado internacional e seus reflexos diretos sobre o diesel têm ampliado a pressão sobre empresas de transporte e logística em todo o Brasil. Em um setor altamente dependente do combustível, qualquer variação impacta de forma imediata os custos operacionais e a competitividade das operações.

Diesel pode representar até um terço dos custos do transporte

O diesel é um dos principais componentes da estrutura de custos do transporte rodoviário, podendo responder por cerca de um terço das despesas totais de uma operação. Nesse contexto, oscilações de preço são um desafio constante para gestores logísticos.

No entanto, especialistas destacam que o impacto financeiro vai além da variação do mercado. Muitos operadores ainda enfrentam perdas internas relacionadas à falta de controle no abastecimento, o que amplia o efeito da alta dos preços.

Falhas de registro, abastecimentos fora do padrão, inconsistências de medição e desperdícios operacionais são exemplos de problemas que, apesar de muitas vezes não serem percebidos imediatamente, podem gerar prejuízos significativos ao longo do tempo.

Perdas operacionais podem ser maiores que o impacto do preço

Segundo o especialista em operações logísticas Nelson Margarido, diretor operacional da Korth, momentos de alta no diesel acabam evidenciando fragilidades já existentes nas empresas.

“Quando o diesel sobe, a atenção se volta naturalmente para o preço do combustível. Mas esse também é um momento estratégico para analisar se o consumo está alinhado à operação e se existem perdas que podem ser evitadas com mais controle e rastreabilidade”, afirma.

De acordo com ele, muitas dessas perdas não aparecem de forma clara nos indicadores financeiros tradicionais, o que dificulta a identificação de falhas e a adoção de medidas corretivas.

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Falta de controle manual amplia riscos na operação

Em operações que ainda utilizam processos manuais ou sistemas pouco integrados, pequenas divergências entre o volume abastecido e o consumo esperado podem se acumular ao longo do tempo.

Essa falta de visibilidade compromete a gestão eficiente da frota e dificulta a identificação de padrões de desperdício, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.

Tecnologia ganha espaço na gestão de abastecimento

Diante desse cenário, cresce a adoção de soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento do consumo de combustível e à gestão do abastecimento.

A digitalização dos processos permite o registro e a validação das informações em tempo real, reduzindo erros operacionais e aumentando a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.

Com maior rastreabilidade, empresas conseguem identificar desvios com mais precisão e atuar de forma preventiva na redução de desperdícios.

Combustível passa a ser indicador estratégico da operação

Para especialistas do setor, o combustível deixa de ser apenas uma despesa operacional e passa a ser um indicador estratégico da eficiência da frota.

“O preço do diesel é uma variável externa. Já o controle do abastecimento é um processo interno que pode ser monitorado e aprimorado continuamente. Quanto maior a visibilidade sobre os dados, maior a capacidade de reduzir perdas e aumentar a eficiência”, destaca Margarido.

Eficiência operacional será diferencial competitivo

Em um cenário de custos elevados e margens pressionadas, a eficiência operacional tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos no setor de transporte e logística.

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Empresas que investem em controle, rastreabilidade e análise de dados conseguem transformar informações operacionais em inteligência estratégica, ganhando mais previsibilidade e resistência às oscilações do mercado de combustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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