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Mercado internacional de açúcar encerra semana com oscilações nos contratos futuros
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Importação do Paquistão sustenta preços no mercado global
A notícia de que o governo do Paquistão pretende importar 250 mil toneladas de açúcar bruto ajudou a sustentar os preços internacionais da commodity. A medida é uma resposta à queda na produção local de cana-de-açúcar e foi destacada pelo portal Barchart como um dos principais fatores de suporte ao mercado.
Dólar mais fraco e aumento de posições vendidas limitam ganhos
Apesar do suporte pontual, o avanço dos preços foi contido pelo aumento das posições vendidas nos mercados futuros, além da desvalorização do dólar frente a outras moedas, o que reduz a competitividade da commodity americana nos mercados externos.
Desempenho nas bolsas internacionais
Nova York (ICE Futures):
Os contratos de açúcar bruto encerraram o dia em alta. O contrato com vencimento em julho/25 subiu 22 pontos, cotado a 16,10 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato para outubro/25 teve valorização de 26 pontos, negociado a 16,57 centavos de dólar por libra-peso.
Londres (ICE Europe):
Os contratos do açúcar branco apresentaram queda. O contrato de agosto/25 recuou US$ 7,30, fechando a US$ 475,10 por tonelada. O vencimento de outubro/25 caiu US$ 1,90, cotado a US$ 467,10 por tonelada.
Mercado interno: queda no preço do açúcar cristal
No mercado brasileiro, o Indicador Cepea/Esalq (USP) apontou queda de 1,58% no preço do açúcar cristal. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 123,02, refletindo o cenário de ajustes no setor mesmo diante do suporte no mercado externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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