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Mercado internacional de trigo recua com alívio climático e ampla oferta global

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Pressão de curto prazo domina o mercado global de trigo

O mercado internacional de trigo atravessa um período de pressão no curto prazo, influenciado por fatores fundamentais e técnicos que limitam movimentos de alta nas cotações. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário atual é marcado por uma oferta global elevada e pela redução dos prêmios climáticos, o que mantém um viés baixista nas principais bolsas de negociação.

Oferta elevada e condições climáticas pesam sobre os preços

A recente queda das cotações em Chicago foi impulsionada pela realização de lucros e pelo alívio nas preocupações climáticas. As ondas de frio que atingiram o Hemisfério Norte não causaram danos significativos às lavouras dos Estados Unidos e da região do Mar Negro, e a elevação das temperaturas reforçou a percepção de normalidade produtiva.

Além disso, as boas perspectivas de exportação da Rússia em fevereiro continuam pressionando o mercado, ampliando a disponibilidade global de trigo no curto prazo. Esse cenário técnico reforça uma tendência de estabilidade a queda, limitando movimentos de recuperação mais consistentes.

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Desempenho nas bolsas: Chicago e Europa registram queda

Os contratos futuros do trigo encerraram a semana em queda nas principais bolsas internacionais.

  • Em Chicago, o trigo brando (SRW) para março recuou 1,03%, cotado a US$ 5,29,75 por bushel, enquanto o contrato de maio caiu 0,92%, para US$ 5,39,00.
  • No mercado de Kansas, o trigo duro (HRW) registrou baixa de 1,35%, fechando a US$ 5,31,25 por bushel. Já o trigo HRS de Minneapolis teve leve alta de 0,09%, cotado a US$ 5,70,00.
  • Na Euronext de Paris, o trigo para moagem recuou 1,81%, encerrando a € 190,00 por tonelada.
Ucrânia e Europa perdem fôlego nas exportações

Do lado estrutural, há um componente de sustentação moderada nos preços, com a estimativa de redução de 5% na área plantada de trigo na Ucrânia para a safra 2026/27. Contudo, o impacto dessa mudança tende a ser de longo prazo, sem influência imediata sobre as cotações atuais.

A ausência de avanços em um acordo de paz na guerra da Ucrânia segue dificultando o escoamento das safras da região do Mar Negro. Paralelamente, a desvalorização do dólar frente ao euro mantém a competitividade do trigo norte-americano, enquanto as menores exportações da União Europeia reduzem a pressão competitiva no mercado global.

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Gestão de risco ganha protagonismo no cenário atual

Com a convergência de fatores baixistas e fundamentos técnicos frágeis, o trigo apresenta um comportamento de lateralidade com tendência de baixa. Analistas apontam que, sem um gatilho de alta consistente, o mercado deve manter o foco em estratégias de proteção de margem, hedge e gestão de risco para mitigar volatilidades no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres impulsionam sucessão familiar e transformam a cafeicultura em Minas Gerais

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O Dia Mundial do Café, celebrado neste mês, reforça a importância do Brasil no cenário global como maior produtor e exportador do grão, responsável por cerca de 40% da oferta mundial. Em Minas Gerais, que responde por aproximadamente metade da produção nacional e reúne mais de 460 municípios produtores, a cafeicultura vai além da economia: é cultura, identidade e tradição familiar.

Nesse contexto, cresce a presença feminina na gestão das propriedades rurais, impulsionando processos de sucessão familiar, inovação e sustentabilidade no campo.

Sucessão familiar ganha força com participação feminina no campo

Em Minas Gerais, cerca de 123 mil produtores atuam na cafeicultura, enfrentando a sucessão familiar como um dos principais desafios do setor. Ao mesmo tempo, esse cenário tem se transformado em uma oportunidade de renovação, com a atuação das mulheres ganhando cada vez mais espaço.

Na região das Matas de Minas, reconhecida pela produção sustentável e pela forte presença da agricultura familiar, diversas histórias evidenciam o papel feminino na continuidade e transformação dos negócios rurais.

Sítio Vó Emília mantém tradição de quase 100 anos liderada por mulheres

Em Espera Feliz, o Sítio Vó Emília é um exemplo de sucessão feminina contínua há quase um século. A propriedade é conduzida por mulheres da mesma família ao longo de quatro gerações.

Desde 2023, as irmãs Viviane e Luciane da Silva de Oliveira assumiram a gestão do negócio. A trajetória ganhou novo impulso em 2018, quando decidiram estruturar a produção como projeto de vida, investindo em conhecimento, qualidade e agroecologia.

A marca Sempre-Vivas foi criada como símbolo de identidade e resistência feminina no campo.

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Modernização da produção e certificações agregam valor ao café

Com apoio do Sistema Faemg Senar, por meio de programas de capacitação, gestão e assistência técnica, as produtoras modernizaram a produção, renovaram lavouras, reduziram custos e ampliaram a rentabilidade.

Atualmente, o café produzido pela família possui o selo Certifica Minas e está em processo de certificação para produção sem agrotóxicos junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), ampliando o valor agregado do produto.

Jovens retornam ao campo e fortalecem novas marcas de café

A sucessão familiar também é impulsionada pelas novas gerações.

Em Simonésia, a jovem Camille Moura, de 23 anos, deixou o trabalho em uma loja agropecuária para retornar à propriedade da família. Há seis meses no campo, ela atua na gestão do negócio, com foco na área contábil, contribuindo para o fortalecimento da marca de cafés especiais Arraiá do Sol, criada em 2022.

O objetivo é expandir a presença da marca no mercado de cafés especiais.

Café especial e gestão fortalecem trajetória de nova geração produtora

Em Manhumirim, Ana Carolina Malta representa a quinta geração de uma família tradicional na cafeicultura e neta de um dos primeiros exportadores de café orgânico do Brasil.

Formada em Engenharia de Produção, ela decidiu retornar às origens para assumir a gestão financeira da propriedade e contribuir para a manutenção da atividade familiar. Parte da renda obtida com cafés especiais tem sido usada para quitar dívidas da família e evitar o leilão da propriedade.

Conhecida como Carol, ela relatou que inicialmente não se identificava com a atividade, mas encontrou na capacitação oferecida pelo Sindicato dos Produtores Rurais e pelo Sistema Faemg Senar a oportunidade de se desenvolver no setor.

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A produtora criou a marca Vidas Gerais Café em 2018, após investir em formação técnica e gestão para consolidar sua atuação na cafeicultura.

Organização feminina fortalece cafeicultura nas Matas de Minas e Caparaó

Além da atuação dentro das propriedades, a organização coletiva também tem ampliado a participação feminina no setor.

A cafeicultora Dulcineia Prado, presidente da Associação de Mulheres do Café das Matas de Minas e Caparaó (AMUC), lidera um grupo que reúne produtoras de 14 municípios e mais de 50 associadas.

Segundo ela, a presença feminina na cafeicultura sempre existiu, mas vem ganhando mais visibilidade nos últimos anos, especialmente na produção de cafés de qualidade e na adoção de novas tecnologias.

Associações promovem capacitação, autoestima e fortalecimento do setor

Dulcineia destaca que as associações exercem papel fundamental no fortalecimento das produtoras, funcionando como espaços de troca de experiências, capacitação e apoio.

Além do desenvolvimento técnico, esses ambientes também contribuem para a valorização da autoestima e para a construção de redes de apoio entre as mulheres do campo.

Mulheres têm papel estratégico na sucessão e gestão das propriedades

A presidente da AMUC ressalta ainda a importância do protagonismo feminino na sucessão familiar e na organização das propriedades rurais.

Segundo ela, as mulheres contribuem diretamente para a gestão familiar e para o fortalecimento da propriedade como unidade produtiva estruturada, ajudando a garantir a continuidade da atividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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