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Mercado mantém projeções de inflação e eleva ligeiramente estimativas para o PIB, aponta Focus
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Inflação permanece dentro das expectativas do mercado
O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central, revela que os analistas consultados mantiveram suas projeções para a inflação tanto para este ano quanto para 2026. A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final de 2025 segue em 5,65%, mesmo patamar observado na semana anterior. Para 2026, a previsão permanece em 4,50%.
Esses percentuais ainda se situam acima do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
PIB tem leve alta nas estimativas de crescimento
As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro também foram levemente ajustadas para cima. A expectativa de expansão da economia em 2025 passou de 1,97% para 1,98%. Para 2026, a estimativa subiu de 1,60% para 1,61%.
Expectativas para a Selic permanecem inalteradas
No que diz respeito à política monetária, o mercado manteve suas previsões para a taxa básica de juros, a Selic. A mediana das projeções para 2025 segue em 15,00% pela 14ª semana consecutiva, enquanto a expectativa para 2026 continua em 12,50%. Atualmente, a Selic está fixada em 14,25% ao ano.
Cenário internacional é marcado por tensões entre EUA e China
A divulgação do boletim acontece em meio a uma semana marcada por tensões no cenário internacional, especialmente devido à intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou em 2 de abril a aplicação de uma tarifa mínima de 10% sobre todas as importações, com elevações para países que mantêm desequilíbrios comerciais com os EUA.
Apesar de ter interrompido a aplicação de tarifas “recíprocas” para a maioria dos países na última quarta-feira, Trump manteve a tarifa universal de 10%. Entretanto, as tensões com a China aumentaram após uma série de retaliações mútuas. Os Estados Unidos impuseram uma tarifa total de 145% sobre produtos chineses, e a China respondeu com uma alíquota de 125%.
Indicadores nacionais reforçam leitura sobre a economia
No cenário interno, a semana passada foi marcada pela divulgação de dados econômicos relevantes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA avançou 0,56% em março, após uma alta de 1,31% em fevereiro. Apesar da desaceleração, a inflação acumulada em 12 meses até março foi de 5,48%, acima dos 5,06% registrados no período anterior.
Por sua vez, o Banco Central apontou crescimento acima do esperado na atividade econômica em fevereiro. Impulsionado pelo setor agropecuário, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, teve alta de 0,4% no mês, com ajuste sazonal.
Dólar tem leve recuo nas projeções para 2026
A pesquisa Focus desta semana também manteve a previsão para o dólar ao final de 2025 em R$ 5,90. Para 2026, entretanto, houve uma leve revisão para baixo: de R$ 5,99 para R$ 5,97.
A moeda norte-americana acumula queda de 5% frente ao real em 2025. O movimento reflete uma correção após a valorização acentuada no final do ano passado e a crescente incerteza em torno das políticas tarifárias anunciadas por Donald Trump.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro

