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Mercados europeus despencam com escalada da guerra comercial entre EUA e União Europeia
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O principal índice acionário da Europa, o STOXX 600, registrava forte queda nesta quarta-feira (9), refletindo o agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e União Europeia. A entrada em vigor de tarifas recíprocas elevou a apreensão dos investidores quanto aos possíveis impactos econômicos da guerra comercial em curso, pressionando os mercados.
O STOXX 600 recuava 3,23%, aos 471,17 pontos, devolvendo os ganhos obtidos na sessão anterior. O índice agora acumula uma queda de cerca de 15,5% em relação ao seu recorde histórico de fechamento, aproximando-se do patamar de 20% de desvalorização — nível que caracteriza um bear market, ou mercado baixista.
Entre os setores mais afetados, os bancos recuavam 1,4%, com os investidores já precificando a possibilidade de um corte na taxa de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) na próxima semana, como medida para sustentar a economia da zona do euro.
As novas tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, incluem uma taxa de 20% sobre produtos selecionados da União Europeia e passaram a vigorar nesta quarta-feira. Em resposta, o bloco europeu deve votar ainda hoje as contramedidas iniciais.
O setor farmacêutico também sentiu os efeitos do aumento das tensões comerciais. As ações das gigantes Roche, Novartis e Novo Nordisk registravam quedas entre 5,5% e 5,9%, após Trump reafirmar a intenção de aplicar tarifas ainda mais elevadas sobre todas as importações de medicamentos.
As ações do setor de energia recuavam 3,3%, pressionadas pela queda dos preços do petróleo, que atingiram o menor nível dos últimos quatro anos. Já as mineradoras amargavam perdas de 4,3%, com destaque para o impacto sobre a China — maior exportadora de metais do mundo — que foi alvo de uma tarifa de 104% imposta pelos EUA.
Em resposta, o governo chinês prometeu reagir com firmeza. “A China não vai recuar. Isso levará, sim, a uma nova escalada”, avaliou Axel Rudolph, analista técnico sênior do IG Group. Segundo ele, a instabilidade nos mercados pode estar apenas começando: “Não acredito que a volatilidade esteja perto do fim. Podemos estar no início de um grande bear market”.
Confira o desempenho das principais bolsas da Europa nesta quarta-feira:
- Londres (FTSE 100): queda de 2,69%, aos 7.697 pontos
- Frankfurt (DAX): recuo de 3,03%, aos 19.666 pontos
- Paris (CAC-A1540): perda de 2,95%, aos 6.890 pontos
- Milão (FTSE/MIB): queda de 3,04%, aos 32.633 pontos
- Madri (Ibex-35): desvalorização de 2,63%, aos 1.748 pontos
- Lisboa (PSI20): recuo de 2,77%, aos 6.259 pontos
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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