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Mercados Globais Abrem Semana em Alta; Bolsas do Brasil e Commodities Agrícolas Acompanham o Ritmo Positivo

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As principais bolsas de valores do mundo abriram a semana em alta nesta segunda-feira (15), refletindo a recuperação dos papéis de tecnologia e a expectativa por uma agenda carregada de indicadores econômicos que podem direcionar as próximas decisões de juros em grandes economias.

Em Wall Street, os contratos futuros dos principais índices operavam em terreno positivo durante a manhã: o Dow Jones subia 0,48%, o S&P 500 avançava 0,48% e o Nasdaq ganhava 0,47%, em movimento de correção após as fortes quedas da última sexta-feira.

O foco dos investidores se volta para dados de inflação, emprego e atividade econômica que devem orientar o Federal Reserve nas próximas decisões de política monetária.

Europa Segue Tendência e Registra Avanços nas Principais Praças

As bolsas europeias também operam em alta, acompanhando o otimismo dos mercados norte-americanos.

O índice Stoxx 600 subia 0,6%, próximo de sua máxima histórica, sustentado pelo avanço dos setores financeiro e de mineração.

Entre os principais índices, o DAX (Alemanha) registrava alta de 0,37%, o FTSE 100 (Reino Unido) subia 0,76%, o CAC 40 (França) avançava 0,92% e o FTSE MIB (Itália) ganhava 0,79%.

Apenas o setor de saúde operava no vermelho, pressionado pela queda das ações da farmacêutica Sanofi.

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Mercados Asiáticos Recuam com Dados Fracos da China

Enquanto o Ocidente mostra otimismo, as bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira em queda, afetadas por novos sinais de desaceleração da economia chinesa.

Indicadores de produção industrial, vendas no varejo e concessão de crédito vieram abaixo do esperado, aumentando as preocupações com o setor imobiliário do país.

O Nikkei do Japão caiu 1,3%, a 50.168 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,34%, e o índice SSE Composite, de Xangai, perdeu 0,55%. Outros mercados da região também registraram baixas, como Seul (-1,84%), Taiwan (-1,17%) e Cingapura (-0,10%).

Brasil: Ibovespa Futuro Segue Tendência Global e Avança

No Brasil, o Ibovespa Futuro acompanha o movimento positivo dos mercados internacionais.

Por volta das 10h, o contrato futuro operava entre 161.500 e 162.900 pontos, refletindo o bom humor externo e a expectativa pelos próximos dados da economia brasileira.

O desempenho do índice é impulsionado principalmente pelas ações de commodities e bancos, setores que tendem a se beneficiar de uma melhora no apetite global por risco.

Investidores locais também monitoram as perspectivas de juros e inflação, fatores que influenciam diretamente o custo de capital e a atratividade da renda variável.

Commodities Agrícolas Mantêm Volatilidade no Mercado Internacional

Soja e Milho

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Nos mercados de commodities, os contratos futuros de soja e milho seguem apresentando volatilidade.

As cotações do milho na Bolsa de Chicago (CME) recuam levemente, enquanto os preços da soja mantêm estabilidade, pressionados pela expectativa de safra recorde no Brasil em 2025, que tende a aumentar a oferta global.

Segundo analistas, o mercado segue atento ao clima nas principais regiões produtoras e às projeções de exportação dos Estados Unidos e do Brasil — dois dos maiores players mundiais no setor.

Trigo

O trigo também mostra movimentos mistos, com ajustes técnicos após quedas recentes. A influência dos estoques globais e as condições climáticas no Hemisfério Norte continuam sendo determinantes para a formação dos preços internacionais.

Panorama Final

Os mercados globais iniciam a semana com sinais de recuperação, impulsionados pelo otimismo em torno de dados econômicos e expectativas de política monetária.

No Brasil, o Ibovespa segue o ritmo positivo, enquanto os mercados de commodities agrícolas refletem ajustes pontuais e permanecem atentos à oferta e demanda mundial.

Apesar do cenário de curto prazo favorável, investidores permanecem cautelosos, aguardando indicadores que poderão definir o tom dos mercados nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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