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MERCOSUL e EFTA concluem negociações de acordo de livre comércio que abrange mercado de 290 milhões de consumidores

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O MERCOSUL anunciou a conclusão definitiva das negociações para um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. O acordo vai integrar um mercado estimado em cerca de 290 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 4,3 trilhões.

Liderança brasileira e objetivos do acordo

Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil buscou um acordo moderno e equilibrado, capaz de abrir novas oportunidades para empresas e cidadãos brasileiros, além de fortalecer a inserção do MERCOSUL na economia global.

Acesso ampliado a mercados agrícolas e industriais

O acordo garante acesso livre para quase 99% do valor exportado dos produtos brasileiros nos setores agrícola e industrial aos mercados da EFTA.

Complementaridade com o Acordo MERCOSUL-União Europeia

Combinado ao acordo já firmado com a União Europeia, o MERCOSUL terá acesso preferencial a quase toda a Europa, ampliando significativamente o alcance comercial do bloco.

Contexto internacional e sinalização ao comércio global

Em meio a um cenário mundial de protecionismo e unilateralismo, o MERCOSUL-EFTA surge como uma forte sinalização em defesa do comércio internacional como motor de crescimento econômico.

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Histórico das negociações e avanços técnicos
  • As negociações tiveram início em 2017.
  • Desde 2024, o Brasil buscou adaptar o texto para garantir espaço para políticas públicas, especialmente em saúde, ciência, tecnologia e investimentos sustentáveis.
  • Foram reforçados compromissos em áreas como propriedade intelectual, compras governamentais, serviços e investimentos.
  • Novas cláusulas focadas em comércio e desenvolvimento sustentável modernizam o acordo.
Dinamismo na agenda comercial extrarregional do MERCOSUL

A conclusão do acordo com a EFTA reforça o ritmo acelerado do MERCOSUL em ampliar seus acordos comerciais extrarregionais.

  • Em 2023, foi assinado o Acordo MERCOSUL-Singapura.
  • Em 2024, houve a conclusão das negociações com a União Europeia.
  • Esses acordos ampliam em 2,5 vezes o comércio brasileiro coberto por tratados, passando de US$ 73,1 bilhões para US$ 184,5 bilhões.
Comércio Brasil-EFTA em números

Em 2024, o Brasil exportou US$ 3,1 bilhões e importou US$ 4,1 bilhões em bens da EFTA. O novo acordo deve impulsionar a diversificação e expansão das relações comerciais entre as duas regiões.

Relevância econômica e investimentos
  • Os países da EFTA estão entre os maiores PIB per capita do mundo.
  • A Suíça é o 11º maior investidor estrangeiro direto no Brasil, com um estoque de investimentos de US$ 30,5 bilhões.
  • A Noruega é o principal doador do Fundo Amazônia, com contribuições próximas a R$ 3,4 bilhões.
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Próximos passos para a assinatura

Os textos finais do acordo estão na fase de revisão legal e a expectativa é que o MERCOSUL e a EFTA assinem o tratado ainda em 2025. A divulgação oficial do conteúdo deve ocorrer em agosto do próximo ano.

Com este acordo, o MERCOSUL reforça sua estratégia de abertura comercial e integração econômica, ampliando mercados e fortalecendo parcerias estratégicas para o desenvolvimento sustentável da região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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