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Mesmo com produção em queda, açúcar recua nos mercados internacionais
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Produção de açúcar recua no Centro-Sul, mas preços não reagem
Apesar da redução na produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil, os contratos futuros da commodity encerraram o dia em baixa nesta segunda-feira (14). Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a produção na segunda quinzena de junho somou 2,84 milhões de toneladas, uma queda de 13% em relação ao mesmo período da safra anterior. No acumulado da temporada até 1º de julho, a retração chega a 14,25%.
Demanda global fraca continua pressionando o mercado
De acordo com João Baggio, diretor-presidente da G7 Agro Consultoria, a principal razão para a manutenção dos preços em patamares baixos é a fraca demanda internacional. Mesmo com lavouras em condições críticas no estado de São Paulo e com baixos índices de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), as boas expectativas de produção na Índia e na Tailândia têm mantido os preços ao redor de 16 centavos de dólar por libra-peso.
Desempenho nas bolsas internacionais
Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto apresentou queda nos principais contratos:
- Outubro/25: recuo de 27 pontos, cotado a 16,30 centavos de dólar por libra-peso;
- Março/26: queda de 25 pontos, negociado a 17,00 centavos de dólar por libra-peso.
Já na ICE Europe, em Londres, os contratos de açúcar branco também registraram desvalorização:
- Agosto/25: queda de US$ 14,90, fechando a US$ 468,80 por tonelada;
- Outubro/25: recuo de US$ 8,80, cotado a US$ 470,40 por tonelada.
Mercado interno: leve alta no açúcar cristal
No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq (USP) apontou alta no valor da saca de 50 quilos de açúcar cristal, que foi negociada a R$ 116,93, avanço de 0,72%.
Etanol hidratado registra leve queda
O Indicador Diário Paulínia mostrou recuo de 0,15% no etanol hidratado, com o produto sendo comercializado pelas usinas a R$ 2.635,00 por metro cúbico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


