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Mig-PLUS expande atuação e entra no mercado de nutrição para peixes cultivados
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Com 34 anos de atuação no setor de nutrição animal, a Mig-PLUS anuncia sua entrada no mercado de rações para peixes cultivados, um segmento em rápido crescimento no agronegócio brasileiro. A produção está prevista para começar em julho deste ano.
Crescimento expressivo da piscicultura no Brasil
Segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), a produção nacional de peixes de cultivo em 2024 chegou a 968.745 toneladas, um aumento de 9,21% em relação ao ano anterior. A tilápia, principal espécie produzida, registrou crescimento de 14,36%, totalizando 662.230 toneladas. Os estados do Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — juntos produziram 333.815 toneladas, representando alta de 12,7% no período.
Investimentos em infraestrutura em Casca (RS)
Para atender a demanda do novo segmento, a Mig-PLUS investe na construção de um pavilhão exclusivo para a linha Mig-Aqua, voltada à nutrição de peixes. Localizada em Casca, Rio Grande do Sul, a unidade conta com uma linha completa de extrusão, incluindo silos para matérias-primas vegetais e animais, resfriador, secador, moinhos e uma extrusora de alta capacidade capaz de produzir até 10 toneladas por hora.
Linha de produtos funcionais e tecnologia avançada
Além das rações flutuantes, essenciais para o controle do consumo alimentar e manejo eficiente nas fazendas, a Mig-PLUS desenvolverá produtos funcionais que se destacam no mercado. Essas soluções visam aumentar a imunidade dos peixes e melhorar a performance produtiva.
Acompanhamento técnico especializado
A médica veterinária Elaine Longhi, gerente técnica do setor Aqua e especialista em piscicultura, lidera o desenvolvimento da linha Mig-Aqua. Ela destaca que a nutrição atenderá todas as fases da criação, da larva até o peixe para abate, com foco especial nas fases iniciais, até 60 gramas — período crítico para o desafio sanitário. “Em níveis maiores de confinamento, os desafios sanitários aumentam. A nutrição é uma ferramenta chave para fortalecer a imunocompetência dos peixes, oferecendo soluções seguras para o produtor”, afirma Elaine.
Com essa nova etapa, a Mig-PLUS reforça sua presença no agronegócio nacional, diversificando e ampliando suas soluções para diferentes cadeias produtivas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas
A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.
Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.
“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.
“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.
Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.
A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.
O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.
A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.
O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.
As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.
A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.
O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.
Fonte: Pensar Agro



