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Milho ganha fôlego com demanda aquecida e retração de produtores: preços sobem no Brasil e no exterior

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Retração de produtores sustenta preços do milho no Brasil

Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostra que os preços do milho seguem firmes no interior do País. O principal fator de sustentação é a retração dos produtores, que permanecem focados na semeadura da safra verão 2025/26. Nos portos, as cotações também registram avanço, impulsionadas pela valorização do dólar e pela alta no mercado internacional, o que eleva a paridade de exportação.

Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), até o dia 11 de outubro, 31,2% da área total prevista já havia sido semeada, um avanço semanal de 2,1 pontos percentuais e acima da média dos últimos cinco anos (30,7%). A projeção para a produção nacional de milho na safra 2025/26 é de 138,6 milhões de toneladas, volume 1,8% menor em relação ao ciclo anterior.

Baixa liquidez marca o mercado regional

De acordo com a TF Agroeconômica, a liquidez segue reduzida em diversas regiões do País. No Rio Grande do Sul, as negociações permanecem restritas a pequenos consumidores locais, com compras entre R$ 67,00 e R$ 70,00/saca e pedidas em torno de R$ 70,00 a R$ 72,00/saca. O preço futuro no porto para fevereiro de 2026 está em R$ 69,00/saca.

Em Santa Catarina, o cenário é semelhante: produtores pedem até R$ 80,00/saca, mas as indústrias limitam as ofertas a R$ 70,00/saca. No Planalto Norte, os negócios ocorrem entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços significativos.

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No Paraná, mesmo com ampla oferta, o mercado spot permanece parado, com produtores pedindo R$ 75,00/saca e indústrias ofertando R$ 70,00 CIF. Já no Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 48,00 e R$ 52,00/saca, refletindo custos logísticos mais baixos após uma safra histórica que fortaleceu o segmento de bioenergia.

Mercado internacional avança com otimismo comercial

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho iniciaram a semana com altas leves, acompanhando a valorização da soja. O vencimento dezembro/25 foi cotado a US$ 4,22/bushel, enquanto o março/26 fechou a US$ 4,37/bushel. Segundo o portal Successful Farming, o movimento foi motivado pelo otimismo em relação à retomada do comércio entre Estados Unidos e China, após sinalizações positivas de cooperação entre os dois países.

Custos altos reduzem rentabilidade do milho no Brasil

Apesar da recuperação dos preços, a rentabilidade do milho brasileiro segue apertada. Conforme análise da TF Agroeconômica, o custo real de produção, considerando todos os fatores — de insumos a encargos financeiros —, atinge R$ 73,55 por saca, valor superior ao preço de venda em diversas regiões, o que representa prejuízo para o produtor.

Enquanto isso, o mercado internacional permanece pressionado pela colheita recorde dos Estados Unidos, que mantém os preços globais em níveis historicamente baixos. Em contrapartida, a forte demanda interna no Brasil, impulsionada pelas indústrias de carnes e etanol, ajuda a sustentar as cotações domésticas. A retomada das exportações de carne de frango também tem contribuído para o aumento do consumo de milho.

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Mesmo assim, especialistas alertam que carregar o grão após a colheita pode representar risco financeiro. Os preços atuais — R$ 66,00 em Passo Fundo e R$ 51,22 em Londrina — são inferiores ao retorno potencial de vendas antecipadas realizadas em julho, segundo a consultoria.

Chicago e B3 encerram semana em alta

Na B3, os contratos futuros de milho encerraram a semana em alta, impulsionados pela melhora na demanda doméstica e externa. O contrato de novembro/25 fechou a R$ 68,40, enquanto o de janeiro/26 atingiu R$ 71,55 e o de março/26, R$ 72,80. O avanço ocorreu mesmo com a queda de 1,78% do dólar, compensada pelo aumento de 2,30% nas cotações de Chicago.

Na CBOT, o contrato de dezembro fechou em US$ 4,22/bushel e o de março em US$ 4,36/bushel, acumulando alta semanal de 2,30%. Segundo Don Roose, presidente da U.S. Commodities, muitos agricultores norte-americanos têm resistido a vender o grão devido aos baixos preços e à produtividade abaixo do esperado, o que tem reduzido a oferta e sustentado os preços.

Com fundamentos positivos tanto no Brasil quanto no exterior, o mercado de milho mostra sinais de equilíbrio e pode manter a trajetória de valorização no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Combustível marítimo recua com trégua no Golfo Pérsico e alivia custos logísticos globais

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Os preços do combustível marítimo voltaram a registrar queda após semanas de forte volatilidade no mercado internacional, em meio à redução das tensões geopolíticas no Golfo Pérsico. O movimento marca uma correção importante após o pico de preços provocado pelo início do conflito na região.

Segundo dados da AMR Business Intelligence, a escalada começou em 28 de fevereiro de 2026, quando o mercado passou a precificar os riscos da guerra e seus impactos sobre o comércio global e as rotas marítimas estratégicas.

Conflito dispara preços e eleva custos do transporte marítimo

Antes do início das tensões, o combustível marítimo de baixo teor de enxofre era negociado em torno de US$ 580 por tonelada métrica. Com o agravamento do conflito, os preços chegaram a atingir US$ 1.823 no início de abril, refletindo o aumento do risco e da incerteza logística.

O combustível de alto teor de enxofre também acompanhou o movimento de alta, alcançando cerca de US$ 770 por tonelada métrica no fim de março.

Trégua mediada e reversão das cotações

A reversão do movimento ocorreu após o anúncio de uma trégua mediada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo inicial previa uma pausa de duas semanas, posteriormente prorrogada por tempo indeterminado, reduzindo a pressão geopolítica na região.

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Com o arrefecimento das tensões, o mercado reagiu rapidamente, iniciando um processo de correção nos preços e devolvendo parte da valorização acumulada durante o período de conflito.

Cotações recuam, mas permanecem elevadas

Em 27 de abril, os preços já indicavam alívio nos custos logísticos globais:

  • Combustível marítimo de baixo teor de enxofre: US$ 1.116 por tonelada métrica
  • Combustível de alto teor de enxofre: US$ 681 por tonelada métrica

Apesar da queda, os valores ainda permanecem significativamente acima dos níveis registrados antes do início da guerra, evidenciando que o mercado segue sensível a riscos geopolíticos.

Impacto direto no comércio global e no agronegócio

O recuo dos preços representa um alívio parcial para os custos de transporte marítimo, setor essencial para o escoamento global de commodities agrícolas como soja, milho e carnes.

Rotas internacionais seguem monitoradas, já que o Golfo Pérsico é uma das regiões estratégicas para o fluxo energético mundial, influenciando diretamente fretes e cadeias de suprimentos.

Mercado reage a cenário mais estável, mas cautela permanece

A trégua reduziu parte da incerteza e trouxe estabilidade momentânea ao mercado de combustíveis marítimos. No entanto, analistas destacam que o setor ainda opera com cautela, dado o histórico de volatilidade recente.

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O comportamento dos preços reforça a sensibilidade do comércio global a eventos geopolíticos e a importância da estabilidade no Oriente Médio para o equilíbrio dos custos logísticos internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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