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Minduri abre inscrições para Concurso de Produtividade de Milho com foco na sustentabilidade

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Concurso de Milho em Minduri estimula práticas sustentáveis no campo

Termina no dia 31 de janeiro o prazo para os produtores rurais se inscreverem no Concurso Municipal de Produtividade e Sustentabilidade de Milho Antônio Tadeu Silva, em Minduri (MG), no Campo das Vertentes. A competição é promovida pela EMATER‑MG, em parceria com a prefeitura municipal, e visa destacar técnicas produtivas que aliam alta produtividade com conservação ambiental.

Os agricultores interessados devem procurar o escritório local da Emater‑MG para realizar a inscrição e obter mais informações sobre critérios e regulamentos do concurso.

Foco na sustentabilidade: critérios e práticas valorizadas

Esta edição do concurso tem como principal destaque a sustentabilidade. Serão premiados produtores que adotam práticas agronômicas que beneficiam tanto o meio ambiente quanto a produtividade, incluindo:

  • Plantio direto;
  • Rotação de culturas;
  • Práticas de conservação do solo e da água;
  • Outros manejos sustentáveis aprovados pela comissão técnica.

A iniciativa marca a retomada do concurso após 17 anos, reforçando a importância de modelos agrícolas que preservem recursos naturais e aumentem a eficiência produtiva.

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Importância do milho para a economia local e regional

Para a extensionista da Emater‑MG em Minduri, Amanda Figueiredo Guedes, o objetivo do concurso vai além de premiar os maiores rendimentos: “Queremos valorizar o milho como alimento versátil, presente na produção animal e vegetal, na gastronomia e no artesanato”, afirma.

O concurso também busca reforçar o papel econômico do milho na agricultura familiar e no fortalecimento das cadeias produtivas da região.

Critérios de avaliação e premiação garantidos aos vencedores

Os critérios de produtividade foram definidos de forma a equilibrar participação e competitividade:

  • Agricultores familiares serão avaliados com base em uma área de 1 hectare;
  • Agricultores não familiares com 2 hectares de cultivo.

A avaliação técnica das áreas inscritas será feita pela equipe da Emater‑MG, considerando tanto a produtividade quanto as práticas sustentáveis adotadas.

Os três primeiros colocados receberão:

  • Troféus;
  • Certificados de participação e mérito;
  • Produtos agrícolas como prêmios.
Evento especial para divulgação dos resultados em maio

O resultado final será divulgado durante a Feira Agropecuária e Tecnológica de Minduri — Agrotec 2026, prevista para maio deste ano. Além da premiação, a Emater‑MG planeja organizar um dia de campo com as cultivares classificadas, promovendo troca de experiências e incentivando o aprimoramento contínuo da produção local.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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