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Ministério da Pesca e Aquicultura leiloa o Terminal Pesqueiro Público de Natal (RN)
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Nesta segunda-feira (18/08), foi leiloado o Terminal Pesqueiro Público (TPP) de Natal (RN) na Bolsa de Valores B3, em São Paulo (SP). A cerimônia contou com a participação do ministro em exercício do MPA, Edipo Araujo, com o coordenador-geral de Infraestrutura e Fomento e presidente da Comissão de Licitação dos TPP’s do MPA, Clecius Nerby, e equipe.
Houve a abertura da proposta comercial válida da empresa Turc Operações Marítimas Ltda, que ofertou R$ 21 mil em valor de outorga e ganhou o leilão. A empresa foi a única a seguir todas as regras previstas no edital.
Em sua fala durante a cerimônia, Edipo Araujo ressaltou sobre a importância nacional deste empreendimento. “É uma alegria estar aqui representando o MPA e o ministro André de Paula, que acredita nessa interação da administração pública com a iniciativa privada. Cumprimento os representantes da Turc e os parabenizo por acreditarem nesse projeto. Este é um passo decisivo na história da pesca do Rio Grande do Norte e do Brasil. Este leilão é a materialização de uma visão estratégica do MPA para transformar o potencial em prosperidade. Iniciamos o capítulo de eficiência, do crescimento e desenvolvimento sustentável, esse TPP é um ativo imenso. Estamos falando da criação de uma infraestrutura moderna que garantirá a qualidade e rastreabilidade do pescado, unindo a visão estratégica do estado ao dinamismo do mercado para agregar valor socioeconômico à todos.”
O coordenador-geral de Infraestrutura e Fomento do MPA, Clecius Nerby, também pôde enfatizar sobre a relevância desta concessão. “Esse momento é a concretização de um trabalho técnico e intenso, de muito planejamento e diálogo constante com o setor. O leilão é a prova de que com foco e metodologia, podemos destravar projetos estratégicos para o nosso país. Damos um passo essencial para transformar a robusta estrutura do TPP de Natal em um complexo pesqueiro plenamente operacional e pulsante. Esse momento é transformador para o pescador potiguar, que poderá atracar com segurança, desembarcar o pescado com condições sanitárias ideais e alcançar mercados melhores. Esse processo foi construído sobre pilares de flexibilidade e segurança jurídica. Este é um modelo moderno que alinha o interesse público de fomento à pesca com a necessidade da rentabilidade do investidor privado.”
Os terminais de Aracaju (SE), Santos (SP) e Cananéia (SP) também fazem parte desse grande projeto de modernização. O MPA estende o convite a todos que acreditam no potencial da economia azul brasileira.
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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano
O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.
A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.
De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.
A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.
Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.
O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.
Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.
Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.
Fonte: Pensar Agro



