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Ministério da Pesca e Aquicultura realiza a cerimônia da 2ª edição do Prêmio Mulheres das Águas
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No próximo dia 25 de março, o Ministério da Pesca e Aquicultura irá celebrar a premiação da 2ª edição do Prêmio Mulheres das Águas, que homenageia a trajetória de mulheres da pesca e aquicultura brasileiras. O Prêmio reconhece a contribuição dessas mulheres e valoriza seu papel nos setores, homenageando-as com suas histórias de dedicação e promoção da sustentabilidade, respeito aos territórios e justiça social.
A premiação acontecerá em Brasília/DF, às 19h, com o anúncio das 10 ganhadoras em uma cerimônia especial, celebrando suas conquistas e os valores, que impulsionam a pesca e a aquicultura no país. A escolha das histórias que serão homenageadas foi realizada por uma comissão avaliadora formada por mulheres do quadro do MPA. Foram mais de 200 mulheres inscritas nas 10 categorias do Prêmio, contemplando todos os estados brasileiros e o Distrito Federal.
“Ao reconhecer e premiar essas mulheres, reafirmamos nosso compromisso com a equidade de gênero, a sustentabilidade e o fortalecimento do setor pesqueiro e aquícola. Que essas trajetórias sirvam de inspiração para as futuras gerações e que este prêmio se consolide como um símbolo de valorização, respeito e reconhecimento para todas que vivem e trabalham pelas águas do Brasil. Parabéns às homenageadas, que esta conquista seja mais um passo rumo a um futuro mais justo, inclusivo e promissor para as mulheres das águas“, destaca a coordenadora do Prêmio e chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MPA, Adriana Toledo.
Abaixo a lista das categorias e premiadas:
Pesca Artesanal – Águas Marinhas
Vencedora: Conceição Margareth da Silva Julião
Local: Arraial do Cabo/RJ
Pesca Artesanal – Águas Continentais
Vencedora: Maria das Neves dos Santos
Local: Lagoa do Carro/PE
Pesca Industrial/Indústria Do Pescado
Vencedora: Ana Carolina Baptista Freitas Braga
Local: Ribeira/RN
Pesca Amadora e Esportiva
Vencedora: Jaqueline Aparecida dos Santos
Local: Bonito/MS
Aquicultura Marinha
Vencedora: Aparecida Rosa Ayres
Local: Parati /RJ
Aquicultura Continental
Vencedora: Marinalva Ferreira Moura
Local: Palmas/TO
Pesca e Aquicultura De Peixes Ornamentais
Vencedora: Carolina Martins Torres da Silva
Local: Iguarassu/PE
Pesca e Aquicultura em Águas Estuarinas
Vencedora: Viviane Machado Alves
Local: Lagoa dos Patos/RS
Pesquisa
Vencedora: Kátia Cristina de Araujo Silva
Local: Belém/PA
Gestão Pública e Privada
Vencedora: Alzira Miranda de Oliveira
Local: Presidente Figueiredo/AM
SERVIÇO
Prêmio Mulheres das Águas
Imprensa: para realizar o credenciamento, clique aqui
25/03/2025 – 19h
Espaço Alvorada, Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Brasília – DF
Contato:
[email protected]
(61) 3276-5193 / 61 8141-7229
Erika Meneses – Coordenadora da Assessoria de Comunicação MPA
www.gov.br/mpa
@minpescaeaquicultura
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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor
O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.
O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.
Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.
A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.
Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.
Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.
Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.
Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.
Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.
Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.
A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.
Fonte: Pensar Agro
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