AGRONEGOCIOS
Ministro André de Paula abre 32ª edição da Caravana Agro Exportador em Petrolina (PE)
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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), da abertura da 32ª edição da Caravana Agro Exportador. A iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tem como objetivo fortalecer a cultura exportadora, ampliar o potencial do agronegócio brasileiro e conectar produtores e empresas às oportunidades do mercado internacional.
Durante a abertura, o ministro destacou a importância de preparar os produtores rurais para ampliar sua atuação no comércio exterior e aproveitar as oportunidades geradas pela abertura e consolidação de novos mercados.
“Não basta apenas abrir novos mercados. É preciso também garantir que o nosso produtor esteja absolutamente preparado e habilitado para ocupar esses espaços. A Caravana Agro Exportador leva informação, assessoria, apoio e qualificação para fortalecer os nossos produtores para que possam ir à luta, competir, vencer e tirar o melhor proveito possível das oportunidades que surgem para o agro brasileiro”, afirmou André de Paula.
O evento reuniu produtores rurais, cooperativas, agroindústrias, associações e pequenas e médias empresas com potencial exportador. A programação incluiu debates sobre inteligência comercial, requisitos sanitários e regulatórios, certificações, financiamento, agregação de valor e promoção comercial.
Realizada no principal polo exportador de frutas frescas do país, a edição de Petrolina também destacou as oportunidades decorrentes do acordo entre Mercosul e União Europeia, especialmente para a fruticultura brasileira.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, ressaltou o potencial do acordo para ampliar a competitividade dos produtores brasileiros no mercado europeu. Segundo ele, algumas cadeias produtivas, como a da uva, passarão a contar com tarifa zero imediatamente, enquanto outras terão redução gradual ao longo do tempo. “A União Europeia importa cerca de US$ 7 trilhões, sendo US$ 3 trilhões vindos de fora do bloco. Trata-se de um mercado estratégico para o Brasil, e a fruticultura brasileira certamente estará entre as grandes beneficiadas”, destacou.
O ministro André de Paula também ressaltou o protagonismo da região de Petrolina no cenário internacional e os impactos positivos do acordo comercial para o setor. “Produtos como a uva produzida aqui em Petrolina terão ainda mais competitividade. E Petrolina, que já é referência nacional e internacional na exportação de frutas frescas, está ainda mais bem posicionada para crescer”, disse.
O presidente do Conselho de Administração da Embrapa, Guilherme Coelho, enfatizou a importância da conquista da tarifa zero para a exportação de uvas brasileiras à União Europeia. “Essa medida é extremamente importante, porque países como Chile, Peru, África do Sul e Estados Unidos já exportam para a União Europeia sem pagar tarifas. Agora, o Brasil passa a competir em igualdade de condições. Ficamos muito felizes com essa conquista, que representa um marco para a fruticultura brasileira. Esta é uma região que nos empolga, que mostra a força e o potencial do Brasil”, afirmou.
A sustentabilidade também esteve entre os principais temas debatidos durante a Caravana Agro Exportador. O ministro ressaltou que práticas sustentáveis passaram a ser estratégicas para acesso, permanência e ampliação da presença dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.
“A sustentabilidade não é mais diferencial. É condição para crescer e permanecer no mercado internacional”, declarou André de Paula.
A CARAVANA
Criada em 2024, a Caravana Agro Exportador já realizou 32 edições em 15 estados brasileiros, contemplando 11 cadeias produtivas e alcançando mais de 3,5 mil participantes.
A diretora de Promoção do Agronegócio do Mapa, Ângela Peres, destacou que a iniciativa leva o apoio do Ministério diretamente aos produtores rurais, cooperativas, agroindústrias e associações.
“Esta edição em Petrolina abordou temas fundamentais, como sustentabilidade para acesso aos mercados internacionais e estratégias para ampliar e consolidar a presença dos produtos brasileiros no exterior, especialmente diante das oportunidades criadas pelo acordo Mercosul-União Europeia”, afirmou.
A Caravana Agro Exportador recebeu selo de reconhecimento do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), como ação de fortalecimento da cultura exportadora no país.
Informação à imprensa
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AGRONEGOCIOS
Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026
O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.
Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto
No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.
O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.
Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.
Menor produção pode aumentar dependência de importações
A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.
As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.
No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.
No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.
Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais
Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.
Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.
Paraná enfrenta resistência para novas altas
No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.
Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.
O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.
Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.
Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses
Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.
A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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