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Ministro André de Paula participa de reunião do Coagro e reforça parceria com setor produtivo
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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta quarta-feira (29), da primeira reunião ordinária do Conselho Temático da Agroindústria (Coagro) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada na sede da entidade, em Brasília (DF). O encontro reuniu representantes do setor produtivo para debater temas estratégicos voltados ao fortalecimento da agropecuária e da agroindústria nacional.
Na abertura da reunião, o ministro destacou que sua participação teve como objetivo reforçar a aproximação institucional entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Coagro, reconhecendo a relevância do conselho para o desenvolvimento do setor.
André de Paula também ressaltou o compromisso da Pasta com o diálogo permanente e a construção conjunta de soluções, afirmando que o Mapa atuará em parceria com o setor produtivo para dar celeridade às pautas apresentadas. “A escuta ativa e a convergência entre os diferentes segmentos são fundamentais para o avanço de agendas estratégicas”, disse.
O vice-presidente do Coagro, Pedro Nogueira, destacou que o conselho é o mais recente da CNI e foi criado para reunir e representar as demandas da agroindústria brasileira. “Aqui passou a ser o fórum do debate das demandas da agroindústria. É um conselho muito atuante, com a participação de entidades nacionais representativas de todas as atividades agrícolas do Brasil”, afirmou.
Nogueira também enfatizou a integração entre agropecuária e indústria. “Não há nada que é feito hoje na agricultura sem a indústria da agricultura. Não dá mais para fazer essa separação”, destacou.
O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, reforçou a importância da construção de uma agenda conjunta entre governo e setor produtivo, baseada na experiência e no conhecimento dos desafios do agro.
Pautas estratégicas para o setor
Durante a reunião, os conselheiros debateram uma agenda ampla voltada ao fortalecimento do agro nacional. Entre os temas em destaque estiveram políticas públicas para o setor de lácteos, insumos agropecuários, cadeia produtiva do arroz e incentivo à inovação.
Também foram discutidas pautas relacionadas à agroindústria, como o fortalecimento de cadeias produtivas, entre elas proteína animal, açúcar, etanol e biotecnologia, além de desafios regulatórios e ampliação do acesso a mercados internacionais.
Ao final do encontro, foi reforçada a importância da parceria entre governo e setor produtivo, com diálogo constante, apoio institucional e atuação coordenada para enfrentar desafios estruturais, ampliar a competitividade e garantir o crescimento sustentável do setor.
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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano
O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.
A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.
De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.
A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.
Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.
O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.
Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.
Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.
Fonte: Pensar Agro



