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Ministro Fávaro encerra visita ao Japão com avanços na cooperação agropecuária
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Encerrando sua visita ao Japão, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quarta-feira (26) do Fórum Econômico Brasil-Japão ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba e de empresários dos dois países.
Entre os acordos assinados entre Brasil e Japão durante a missão, destaca-se a Carta de Intenções entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por parte do Brasil, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MOFA) e o Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca (MAFF) do Japão, com objetivo de reforçar a cooperação na recuperação de pastagens e terras agrícolas degradadas no Brasil.
O presidente Lula destacou que foram assinados cerca de oitenta memorandos de entendimento com o governo japonês, focados em descarbonização e digitalização. “Assinamos dez acordos com o governo japonês. Outros 80 instrumentos de cooperação foram firmados por entidades subnacionais, universidades, institutos de pesquisa e empresas. O fórum empresarial ampliou horizontes para a cooperação com o setor privado e decidimos realizar encontros periódicos a cada dois anos, refletindo o grau de ambição do relacionamento Brasil-Japão”, afirmou Lula.
Para o ministro Fávaro, a modernização da agropecuária brasileira está intrinsecamente ligada à relação com o Japão. “A ascensão e a eficiência da agropecuária nacional têm raízes na parceria com o Japão. Há 50 anos, a colaboração entre a JICA [Agência de Cooperação Internacional do Japão] e a Embrapa impulsionou a pesquisa agropecuária, viabilizando projetos como o Prodecer e a ocupação dos Cerrados, transformando solos antes improdutivos”, afirmou.
Segundo Fávaro, essa parceria contribuiu para que o Brasil se consolidasse como um dos maiores fornecedores de alimentos do mundo. “Isso fez do Brasil um verdadeiro supermercado do mundo, garantindo alimentos saudáveis, com qualidade sanitária e responsabilidade ambiental, além de preços competitivos. Esse modelo assegura estabilidade inflacionária e segurança alimentar para diversos países parceiros,” finalizou o ministro.
Fávaro também ressaltou o papel das relações diplomáticas fortalecidas pelo presidente Lula na ampliação dos laços com o Japão. “Neste seminário, trago uma mensagem de otimismo: podemos e devemos expandir nossas relações comerciais, além de adquirir tecnologias e reforçar parcerias. Assim, ambos os países ganharão em soberania e prosperidade”, declarou.
O Fórum Econômico Brasil-Japão é um encontro bilateral que reúne autoridades e representantes do setor privado para discutir oportunidades de cooperação econômica. Entre os temas de destaque estão comércio, investimentos, inovação tecnológica e transição energética.
Com o encerramento da missão oficial, Brasil e Japão reafirmam o compromisso de fortalecer suas relações e ampliar parcerias estratégicas para o futuro.
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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


