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Ministro Fávaro integra comitiva presidencial em missão à Índia e Coreia do Sul

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Entre os dias 18 e 24 de fevereiro, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, integrará a comitiva do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva em missão oficial à Índia e Coreia do Sul.

Em Nova Deli, capital da Índia, Lula será recebido entre os dias 18 e 22 de fevereiro, em retribuição à visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao Brasil, em julho de 2025 durante a Cúpula do BRICS. Esta será a quarta viagem de Lula à Índia, sendo a segunda do atual mandato. A agenda representa novas oportunidades de cooperação bilateral, especialmente em termos econômicos, turísticos, agrícolas, energéticos e sustentáveis.

Nos dois países, estão previstas reuniões bilaterais com autoridades e representantes do setor agropecuário, com o objetivo de aprofundar laços de cooperação e ampliar o acesso dos produtos brasileiros a novos mercados.

PILARES — Um dos acordos firmados entre o Brasil e a Índia durante a visita do primeiro-ministro Modi, no ano passado, é o conjunto de estruturas de relações bilaterais de cinco pilares prioritários para os próximos dez anos. São eles: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança de clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais.

PERSPECTIVAS — Entre os resultados esperados do novo encontro das duas lideranças, está a assinatura da declaração Brasil-Índia sobre parceria digital para o futuro. A visita também oferecerá oportunidades para o reforço político às negociações de ampliação do acordo de comércio Mercosul-Índia, além de oficializar o novo prazo de validade de vistos de negócios e turismo, de cinco para dez anos, entre os países.

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Entre 22 e 24 de fevereiro, Lula cumpre agenda oficial em Seul, na Coreia do Sul, a convite do presidente Lee Jae Myung. Esta será a terceira visita do líder brasileiro ao país, a primeira de Estado. Na ocasião, será adotado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica.

Entre os resultados esperados está o incentivo da retomada de um novo ciclo de investimentos no Brasil, atraindo capital da Coreia em fluxos tecnológicos, agropecuários e de cosméticos.

FÓRUNS — Na Índia, e também na Coreia do Sul, o presidente Lula participa de uma série de fóruns empresariais e encontros voltados ao fortalecimento estratégico com os países asiáticos. Em Nova Deli, o Fórum Empresarial Brasil-Índia contará com a presença de mais de 300 empresas brasileiras. Os painéis tratarão de temas como indústrias e minerais estratégicos críticos, mobilidade e transição energética, setores de saúde e farmacêutico, saúde e segurança ambiental, agricultura familiar e inovação marinha.

Já na capital sul-coreana, Seul, o Fórum Empresarial Brasil-Coreia reunirá 230 empresas brasileiras para oportunidades de diálogos econômicos e comerciais. “O Fórum vai integrar painéis temáticos sobre minerais estratégicos, Inteligência Artificial, agronegócio, indústrias criativas e cosméticos. Entre os setores que vão participar do evento estão a economia criativa, tecnologia, alimentos e bebidas, açúcar e álcool, cosméticos, indústria farmacêutica e aviação”, listou o embaixador Alex Giacomelli da Silva, do Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura, do Ministério das Relações Exteriores.

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FLUXO COMERCIAL — Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Índia alcançou mais de US$ 15 bilhões, sendo US$ 6,9 bilhões relacionados às exportações brasileiras e US$ 8,3 bilhões de importações. Atualmente, a Índia é o 10° destino das exportações do Brasil. Entre os produtos mais exportados estão óleos brutos de petróleo, açúcares e melaços, gorduras e óleos vegetais, e minério de ferro.

Na Coreia do Sul, o comércio bilateral chegou a US$ 10,8 bilhões em 2025. As exportações brasileiras somaram US$ 5,5 bilhões e as importações US$ 5,3 bilhões. O país ocupa o 13° lugar de destino das exportações brasileiras. Óleos brutos de petróleo, minério de ferro, farelos de soja, álcool, e café não torrado são os principais produtos exportados.

Com informações da Secom/Planalto

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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