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Ministro Fávaro participa de entrega de alevinos para famílias da Baixada Cuiabana

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Desenvolvido pela parceria entre Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), o projeto Piscicultura Mais Vida realiza a primeira entrega de alevinos neste sábado (6).

O evento será realizado na Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Embrapa, em Nossa Senhora do Livramento, a partir das 10h com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Lucimar Vendrúsculo e o reitor do IFMT, Julio Cesar dos Santos.

Lançado em março deste ano e desenvolvido nos tanques de piscicultura da Embrapa na Baixada Cuiabana, o projeto Piscicultura Mais Vida prevê o fornecimento gratuito de alevinos para ribeirinhos, quilombolas e indígenas inscritos em programas do Governo Federal que disponham de estrutura e condições para a criação de peixes e, de forma subsidiada, para agricultores familiares.

Trata-se de um centro de formação continuada para criadores de peixes com cursos de instrução e nivelamento, tornando-se um centro de referência na produção de alevinos, atuando na qualificação e quantificação da produção e fornecimento.

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Com aproximadamente 1 milhão de alevinos produzidos, esta primeira entrega contemplará cerca de 40 famílias da agricultura familiar que poderão receber até 1 mil exemplares conforme a sua capacidade de tanque. As demais famílias cadastradas no programa receberão os alevinos ao longo das próximas semanas.

Alimentar

Durante o processo de pesquisas para o desenvolvimento da piscicultura, parte das matrizes que não apresentaram mais valor zootécnico, mas estavam aptas para consumo foi retirada dos tanques seguindo rigorosamente os critérios de bem-estar animal. Ao todo, foram 685 quilos de diferentes espécies de peixes entregues às famílias cadastradas no Projeto Alimentar, iniciativa do Mapa em parceria com a Associação Mato-Grossense Inclusão Social e Agricultura Familiar (Amais), que contempla três hortas urbanas na Baixada Cuiabana com a produção de verduras e hortaliças distribuídas gratuitamente.

No evento de sábado, além da entrega de alevinos, o IFMT realiza uma feira de olericultura e fruticultura e uma bate-papo com o tema “Frutas e Hortaliças: O protagonismo da Agricultura Familiar”.

Serviço

Primeira entrega de alevinos do Projeto Piscicultura Mais Vida
Quando: Sábado, 6 de dezembro
Horário: 10 horas (horário local)
Onde: Umipi da Embrapa – MT 060, Km 08 – Nossa Senhora do Livramento

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Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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