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Produção de Café no Acre Dispara 115% e Ultrapassa Soja em Valor de Produção

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Acre Registra Avanço Histórico na Produção de Café

A produção de café no Acre teve crescimento de 115,4% em dezembro de 2025, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume saltou de 3.079 toneladas para 6.632 toneladas, resultado das ações do governo estadual voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da cafeicultura.

De acordo com a Agência de Notícias do Acre, o governo atua em diversas frentes — da capacitação técnica de produtores ao fomento direto da produção e comercialização — consolidando o café como um dos produtos agrícolas mais promissores do estado.

Governo do Acre Investe em Fomento e Infraestrutura

Durante encontro realizado em 20 de janeiro, a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) apresentou novas medidas de incentivo ao setor, entre elas o edital de chamamento público que permite que viveiristas vendam diretamente mudas de café e cacau ao governo, um passo considerado “marco histórico para a agricultura acreana”.

A estratégia também envolve ações de promoção e valorização do produto, como o concurso QualiCafé, a participação na Semana Internacional do Café, apoio a rodadas de negócios e concursos nacionais.

Segundo a Seagri, está em andamento um projeto para instalação de unidades de beneficiamento do grão em oito estruturas da Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Estado (Cageacre), além de investimentos em capacitação técnica e melhoria da qualidade do café acreano.

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Café Ultrapassa Soja e Se Consolida como Principal Produto Agrícola

O valor bruto da produção (VBP) do café no Acre alcançou R$ 139,6 milhões em 2025, um aumento de 428% desde 2018, superando o desempenho da soja, que registrou R$ 123 milhões no mesmo período.

Para o governo estadual, o crescimento reflete a consolidação da cafeicultura como fonte de renda, inclusão social e sustentabilidade. A projeção da Seagri é de que, nos próximos dez anos, o VBP do café alcance R$ 532 milhões anuais, com 85% dos recursos permanecendo na economia local.

“O café é hoje uma atividade estratégica para o desenvolvimento sustentável do Acre, gerando renda e fortalecendo a permanência do produtor no campo”, destacou a Seagri.

Sustentabilidade e Turismo Rural Ganham Espaço

Além do impacto econômico, o governo ressalta que o crescimento da cafeicultura está sendo conduzido com preservação ambiental e práticas agroflorestais. Segundo a Seagri, 84% da floresta estadual permanece preservada, e as lavouras vêm sendo integradas a sistemas agroecológicos que favorecem a biodiversidade e os empregos verdes.

Há ainda o planejamento de associar o café acreano ao turismo rural, fortalecendo a marca territorial e agregando valor à produção por meio da indicação geográfica do produto, atualmente em fase de estudo.

Políticas Fiscais Estimulam Competitividade da Cafeicultura

O setor cafeeiro do Acre conta com incentivos fiscais e tributários específicos que aumentam sua competitividade frente a outros estados. O café produzido no Acre foi incluído na cesta básica, com alíquota reduzida de 7%, enquanto produtos de fora são tributados em 19%.

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Há também isenção de impostos sobre kits de irrigação e redução da base de cálculo para equipamentos agrícolas. Além disso, o estado mantém programas como o Copiai I, que permite dedução de até 95% dos saldos devedores do ICMS, e o Copiai II, com crédito presumido de até 85% do imposto devido.

O Programa de Compras Governamentais, criado em 2021, movimentou R$ 166 milhões até 2025, sendo R$ 47 milhões apenas no último ano. No caso do café, os incentivos do Copiai I somaram R$ 31,1 milhões, e as compras públicas de café industrializado visam atender à demanda de órgãos estaduais por meio de editais abertos.

“Ainda há espaço para ampliar a participação das indústrias locais nas compras públicas e fortalecer o processamento interno do produto”, avaliou a Seagri.

Projeções Positivas para os Próximos Anos

As perspectivas da Secretaria de Agricultura apontam para avanços sociais e econômicos significativos até 2035. A expectativa é de que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado suba de 0,559 para 0,680, impulsionado pelo crescimento da agricultura familiar e da agroindústria cafeeira.

Com foco em sustentabilidade, inovação e agregação de valor, o Acre busca consolidar o café como um símbolo do desenvolvimento rural moderno, unindo preservação ambiental, geração de renda e competitividade global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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