CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Ministro Fávaro participa do Diálogo Ministerial entre Brasil e África nesta quinta-feira (22)

Publicados

AGRONEGOCIOS

Dando continuidade ao II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, será realizado nesta quinta-feira (22) o Diálogo Ministerial no Palácio Itamaraty com abertura programada para a partir das 9h.

Serão realizados painéis sobre sistemas agroalimentares sustentáveis e resilientes, pesquisa, desenvolvimento e inovação, Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza e políticas públicas, e financiamento. Além disso, será realizado uma cerimônia de assinatura de atos entre os dois países.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participará do primeiro painel a partir das 9h40, sobre sistemas agroalimentares sustentáveis e resilientes ao clima e a importância da agricultura familiar – experiências nacionais.

SERVIÇO

Diálogo Ministerial entre Brasil e África
Data: 22 de maio
Horário: 09h (horário de Brasília)
Local: Auditório Wladimir Murtinho, Palácio Itamaraty

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Mercado do açúcar oscila com incertezas sobre exportações indianas e produtividade da cana no Brasil
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos

Publicados

em

A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.

Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.

É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

Leia Também:  Centro-Sul deverá ter safra recorde de cana, estimada em até 42,5 milhões de toneladas

O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.

Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.

Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.

Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.

Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.

Leia Também:  IPPA registra queda em julho, mas acumula alta de 16,4% no ano, aponta Cepea

A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA