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Ministro Fávaro recebe autoridades nigerianas para discutir cooperação agropecuária
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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta segunda-feira (19) os ministros nigerianos da Agricultura e Segurança Alimentar, Abubakar Kyari, e do Desenvolvimento da Pecuária, Idi Mukhtar Maiha, para discutir o fortalecimento das relações bilaterais e a ampliação da cooperação técnica entre os dois países. O encontro, realizado na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), antecede o II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, que ocorre nesta semana no Palácio Itamaraty, em Brasília.
Durante a reunião, foram abordadas oportunidades de cooperação voltadas ao melhoramento genético do rebanho bovino nigeriano, por meio de tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Nigéria, maior economia do continente africano, busca aprimorar sua produção pecuária diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, como secas extremas e enchentes.
Segundo o ministro Fávaro, o estreitamento dos laços com países africanos é uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele destacou que a Embrapa está à disposição para ajudar a Nigéria a aprimorar seu rebanho bovino, por meio da transferência de tecnologias de melhoramento genético. “Temos similaridades de clima e solo que facilitam o intercâmbio de tecnologias. A Embrapa, com sua expertise em pesquisa agropecuária, está à disposição para cooperar com a Nigéria nesse processo”, afirmou.
O ministro da Agricultura nigeriano comentou sobre os desafios agropecuários enfrentados pela Nigéria, que sofre com secas extremas e enchentes, dificultando o plantio e a colheita, além dos impactos das mudanças climáticas. Ele reconheceu o expressivo desenvolvimento da agropecuária brasileira nas últimas três décadas e afirmou que a ampliação da parceria e da cooperação técnica entre os países pode beneficiar a Nigéria, especialmente no enfrentamento da insegurança alimentar.
Já o ministro nigeriano do Desenvolvimento da Pecuária ressaltou o papel estratégico da pecuária no crescimento econômico, geração de empregos e combate à fome. Segundo ele, a visita do presidente da Nigéria ao Brasil despertou grande interesse na experiência brasileira, especialmente no uso do melhoramento genético para aprimorar a qualidade dos rebanhos. “Assim como o Brasil, também temos uma predominância de zebuínos. Queremos seguir esse caminho de progresso com o apoio da Embrapa”, declarou.
O ministro Fávaro compartilhou a experiência brasileira no desenvolvimento do rebanho bovino e lembrou que, há 70 anos, o Brasil importava zebuínos da Índia. Com o avanço do melhoramento genético e da ciência aplicada pela Embrapa, o país passou a exportar para outros países — inclusive de volta para a Índia.
“Há mais ou menos 70 anos, o Brasil fez a primeira importação de material genético de zebuíno. Há 20 anos, quando o presidente Lula assumiu o seu primeiro mandato, ele conseguiu destravar a segunda leva de importação de material genético da Índia, para que a gente pudesse fazer o choque de sangue do rebanho brasileiro. Com esse material genético e a ciência acessada na Embrapa, nós conseguimos, nesses últimos anos, nos tornar exportadores de volta para a Índia do zebuíno melhorado. Quando a Nigéria passar a importar material genético brasileiro, tenham a certeza de que estarão importando o que há de melhor do zebuíno mundial. Tenho convicção de que isso vai representar um salto de qualidade na criação de zebu da Nigéria”, afirmou Fávaro.
Além do gado bovino, o Brasil manifestou interesse em exportar para a Nigéria material genético avícola e carne processada. A delegação nigeriana reforçou o desejo de formalizar a cooperação com a Embrapa para o desenvolvimento de sua pecuária.
Participaram também do encontro o embaixador da Nigéria no Brasil, Christopher John Nonyelum Okeke, o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Marcel Moreira, o coordenador-geral de Promoção de Investimentos Estrangeiros e Cooperação, André Okubo, e o adido agrícola Frederique Abreu.
II Diálogo Brasil-África reúne lideranças para discutir segurança alimentar
O II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural acontece entre os dias 19 e 22 de maio de 2025, em Brasília. A programação inclui visitas técnicas a áreas de produção agrícola de interesse das delegações africanas.
A iniciativa reflete o compromisso da política externa brasileira em fortalecer os vínculos com os países do continente africano, com base na solidariedade, no respeito mútuo e na cooperação para o desenvolvimento sustentável.
Estão previstas as participações de ministros da Agricultura de diversos países africanos, além de representantes de organizações internacionais, bancos multilaterais de desenvolvimento, instituições de pesquisa, entidades da agricultura familiar e do setor privado.
Entre os principais temas em debate estão: produção agropecuária e aquícola, políticas públicas eficazes, inovação tecnológica, valorização da agricultura familiar, sustentabilidade, financiamento e investimentos, além da apresentação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
Informações à imprensa
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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal
A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.
No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.
Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores
O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.
Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.
Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.
Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional
Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.
De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.
Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.
Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais
No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.
As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.
Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.
Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente
O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.
A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.
Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira
Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.
O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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