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Missão do Mapa à Argélia fortalece cooperação e amplia perspectivas para o comércio agropecuário

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De 26 a 29 de maio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma missão oficial à Argélia com o objetivo de aprofundar a cooperação bilateral e ampliar as exportações brasileiras de produtos agropecuários. A agenda teve como foco principal os segmentos de genética animal e vegetal, fertilizantes e alimentos processados.

A comitiva brasileira foi liderada pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, acompanhado da diretora de Promoção Comercial, Ângela Peres, e da adida agrícola Luciana Pich. A visita incluiu a participação na Feira Internacional SIPSA-FILAHA 2025, principal evento agropecuário do Norte da África, realizado em Argel.

Durante a visita ao pavilhão brasileiro, o ministro argelino da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pesca, Youcef Cherfa, destacou a importância do Brasil como parceiro estratégico e reforçou o interesse em intensificar a cooperação no setor.

No decorrer da missão, o secretário adjunto conduziu reuniões com autoridades locais e representantes de associações exportadoras brasileiras. Os encontros trataram de temas sanitários e zoossanitários e da ampliação da pauta exportadora ao mercado argelino.

A programação também incluiu um seminário empresarial promovido pela ApexBrasil e pelo Ministério das Relações Exteriores. Na abertura, Marcel Moreira destacou o potencial da Argélia como parceiro de longo prazo e defendeu a intensificação da cooperação técnica entre os dois países.

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Ao final da visita, a comitiva reuniu-se com Souad Assaous, diretora-geral de Terras Agrícolas e Investimentos do Ministério da Agricultura da Argélia. Na ocasião, foi manifestada a intenção de celebrar um memorando de entendimento para o desenvolvimento conjunto da agricultura e pecuária. Entre os pontos acordados, está a elaboração de um plano de ação com foco em cooperação técnica, intercâmbio de tecnologias, capacitação e parcerias empresariais.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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