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Missão São Paulo Exporta leva micro e pequenas empresas ao Uruguai e Argentina para ampliar negócios internacionais

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Sebrae-SP, a InvestSP, a São Paulo Negócios e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) anunciaram a realização da 2ª Missão São Paulo Exporta, que ocorrerá entre 24 e 28 de novembro de 2025. O destino será Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina), com o objetivo de ampliar as exportações e fortalecer a presença das micro e pequenas empresas paulistas nos mercados internacionais.

A iniciativa tem foco nos setores de Alimentos & Bebidas e Máquinas & Equipamentos, áreas estratégicas para o comércio exterior paulista.

Uruguai e Argentina são mercados estratégicos para empresas brasileiras

Os dois países foram escolhidos por sua forte integração econômica com o Brasil e pelo potencial de expansão das relações comerciais. A missão pretende estimular a competitividade e aumentar a inserção das empresas paulistas nesses mercados vizinhos, promovendo novas oportunidades de negócios e parcerias.

Programação inclui rodadas de negócios, visitas técnicas e seminários

Durante os cinco dias de atividades, os participantes terão uma imersão completa no ambiente de negócios uruguaio e argentino. A programação contará com:

  • Rodadas de negócios com compradores locais, permitindo a formação de contatos estratégicos e novas parcerias comerciais;
  • Visitas técnicas, que proporcionarão o conhecimento das práticas de mercado e tendências dos dois países;
  • Seminário sobre o ambiente de negócios, abordando aspectos técnicos, culturais e comerciais relevantes para os setores envolvidos.
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Essas ações têm como meta preparar os empresários para negociar com mais eficiência e compreender as especificidades dos mercados latino-americanos.

Capacitação em negociação e cultura de negócios em espanhol

Como parte das ações preparatórias, os participantes terão acesso a um curso de negociação e cultura de negócios em espanhol, voltado para aprimorar a comunicação com compradores internacionais.

Além disso, foi realizado um webinar de aquecimento (“Warm Up”), no qual os organizadores apresentaram o roteiro da viagem e esclareceram dúvidas sobre o evento.

Foco em resultados concretos e expansão internacional

A missão é voltada para micro e pequenas empresas paulistas que atuam nos segmentos de Alimentos & Bebidas ou Máquinas & Equipamentos e que estejam preparadas para iniciar ou expandir suas exportações. As empresas selecionadas devem apresentar produtos com potencial de exportação e alinhados às estratégias de inserção internacional do estado de São Paulo.

Com uma programação robusta e foco em resultados tangíveis, a 2ª Missão São Paulo Exporta reafirma o compromisso das instituições organizadoras em impulsionar o comércio exterior brasileiro e fortalecer o protagonismo das empresas paulistas no mercado global.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Granizo ameaça cafezais em Minas Gerais: especialistas orientam produtores sobre recuperação e prevenção de perdas

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As recentes chuvas acompanhadas de granizo em diversas regiões de Minas Gerais acenderam um sinal de alerta para os produtores de café. O fenômeno climático provocou danos significativos em áreas produtoras, causando desfolhamento, quebra de ramos, lesões nos frutos e comprometimento do potencial produtivo das lavouras.

Os impactos ocorrem em um momento estratégico para a cafeicultura, justamente durante a fase de recuperação das plantas após a colheita, etapa fundamental para a formação da próxima safra.

Sul de Minas e Zona da Mata concentram maior risco de granizo

De acordo com informações meteorológicas, as regiões do Sul de Minas e da Zona da Mata apresentam maior incidência desse tipo de ocorrência devido às características do relevo, que favorecem a formação de tempestades severas.

Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, o comportamento climático registrado neste período foge do padrão esperado para a estação seca.

“Estamos vivendo uma condição atípica para esta época do ano. Ainda existe possibilidade de chuvas acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo em municípios do Sul de Minas e da Zona da Mata nos próximos dias”, explica.

Recuperação dos cafezais exige diagnóstico técnico antes de qualquer intervenção

Diante dos prejuízos causados pelo granizo, especialistas recomendam que os produtores evitem ações imediatas sem uma avaliação técnica detalhada dos danos.

Orientações do Conselho Nacional do Café (CNC) indicam que o primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da lavoura para definir as estratégias de recuperação mais adequadas.

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Nas áreas com danos leves, caracterizados por perda parcial de folhas e pequenos ferimentos nos ramos, a recomendação é manter os tratos culturais normalmente, reforçando a adubação, a nutrição das plantas e o monitoramento fitossanitário.

Já nos cafezais que sofreram danos severos, com quebra significativa de ramos produtivos e comprometimento estrutural das plantas, pode ser necessária a realização de podas seletivas para estimular a brotação e recuperar o potencial produtivo.

Ferimentos aumentam risco de doenças nas lavouras

Outro fator que exige atenção dos cafeicultores é o aumento da vulnerabilidade das plantas a doenças.

Os ferimentos provocados pelo impacto das pedras de gelo facilitam a entrada de fungos e bactérias, elevando o risco de infecções que podem comprometer ainda mais a produtividade da lavoura.

Por isso, técnicos recomendam monitoramento constante e adoção rápida de medidas fitossanitárias sempre que houver identificação de focos de doenças.

El Niño pode aumentar desafios para a cafeicultura brasileira

Além dos prejuízos imediatos provocados pelo granizo, o setor cafeeiro acompanha com atenção a evolução das condições climáticas para o segundo semestre de 2026.

A intensificação do fenômeno El Niño poderá alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do país, trazendo riscos adicionais para a produção agrícola.

No caso da cafeicultura mineira, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem afetar etapas decisivas do ciclo produtivo, como a floração, o desenvolvimento dos frutos e o enchimento dos grãos, com reflexos diretos sobre produtividade e qualidade da bebida.

Planejamento e conservação da água ganham importância nas propriedades rurais

Diante do cenário de maior instabilidade climática, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) orienta os produtores a intensificarem o planejamento da próxima safra.

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Entre as principais recomendações estão:

  • Uso de cobertura vegetal para conservação da umidade do solo;
  • Adoção de práticas de plantio conservacionistas;
  • Escolha de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico;
  • Planejamento eficiente da irrigação;
  • Investimentos em gestão sustentável dos recursos hídricos.

Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, a assistência técnica será fundamental para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção rural.

“Diante das perspectivas relacionadas ao El Niño, nosso trabalho é orientar agricultores e pecuaristas sobre estratégias capazes de minimizar os efeitos do fenômeno climático e preservar a sustentabilidade das atividades agropecuárias”, afirma.

Cafeicultura precisa investir em resiliência climática

Especialistas destacam que a frequência crescente de eventos extremos exige uma mudança de postura no campo, com foco não apenas na recuperação dos danos, mas também na prevenção.

Programas de irrigação sustentável, revitalização de bacias hidrográficas, certificações de boas práticas agrícolas e ferramentas de planejamento territorial estão entre as iniciativas que podem fortalecer a resiliência das propriedades rurais.

Para a cafeicultura mineira, líder nacional na produção de café, a combinação entre assistência técnica, manejo adequado e planejamento climático será cada vez mais decisiva para garantir produtividade, qualidade e competitividade diante dos desafios impostos pelas mudanças no clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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