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Morango no Rio Grande do Sul: Plantio e Colheita Avançam Conforme Expectativa
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As lavouras de morango no Rio Grande do Sul apresentam desenvolvimento dentro do esperado para esta época do ano, segundo o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. O clima ameno das últimas semanas tem favorecido o crescimento das plantas e a emissão de flores, sem registros significativos de problemas fitossanitários.
Região de Caxias do Sul: Colheita e Preços Estáveis
Os produtores da região de Caxias do Sul seguem com tratamentos preventivos, especialmente para combater doenças fúngicas. A colheita está em ritmo compatível com o período, e os preços variam conforme o canal de venda: R$ 20,00 a R$ 35,00 por quilo na venda direta ao consumidor, e entre R$ 18,00 e R$ 30,00 nos mercados, intermediários e centrais de abastecimento.
Lajeado (Feliz): Entressafra e Novo Plantio
No município de Feliz, região de Lajeado, o setor está em entressafra. Alguns produtores que cultivam em bancadas ainda mantêm a produção, enquanto outros iniciaram o plantio de mudas importadas da Espanha. Já os que utilizam cultivo em solo aguardam a chegada das mudas para iniciar o plantio até meados de junho. Os preços praticados oscilam entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo.
Pelotas: Desenvolvimento Vegetativo e Colheita de Frutos Menores
Na região de Pelotas, as plantas estão em fase de desenvolvimento vegetativo com boa floração. O clima recente também permitiu a realização de manejos importantes, como a reposição de mudas e a troca de substratos em áreas protegidas. As colheitas são focadas em frutos de menor calibre, destinados principalmente às feiras livres. Os preços variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 em Pelotas, e de R$ 25,00 a R$ 40,00 na cidade de Rio Grande.
Santa Rosa: Reimplantação e Controle Fitossanitário
Em Santa Rosa, a reimplantação das mudas das variedades de dias neutros, como Albion e San Andreas, segue em andamento. Os produtores monitoram o estado sanitário das plantas e aplicam controle contra ácaros e doenças, especialmente a antracnose. A combinação de temperaturas mais baixas e dias ensolarados tem estimulado a retomada da floração.
Santa Maria (São Vicente do Sul): Início do Plantio
Na região de Santa Maria, especificamente no município de São Vicente do Sul, os produtores estão na fase inicial do plantio de morango. A maioria das mudas utilizadas é importada do Chile.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Empresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”
Empresas do agronegócio que utilizaram incentivos fiscais da Lei do Bem em 2025 têm até 31 de agosto para enviar ao governo as informações sobre seus projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A prestação deve ser feita pelo Formulário de Pesquisa e Desenvolvimento, o FormP&D, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O prazo não representa uma nova rodada de inscrições. Trata-se da obrigação de informar os investimentos e benefícios já utilizados no ano-base de 2025. A empresa deve apresentar os projetos desenvolvidos, as dificuldades tecnológicas enfrentadas, os resultados alcançados e os gastos vinculados a cada atividade.
Instituída pela Lei nº 11.196, de 2005, a Lei do Bem permite que empresas tributadas pelo Lucro Real reduzam as bases de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Para utilizar o incentivo, a companhia também precisa ter apurado lucro fiscal e manter regularidade tributária.
A exclusão adicional corresponde, em regra, a 60% dos gastos elegíveis com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação. O percentual pode subir para 70% ou 80%, conforme o aumento do número de pesquisadores contratados. Há ainda uma exclusão adicional de até 20% para projetos que resultem em patente concedida ou cultivar registrado.
Isso não significa que 60% do imposto devido será abatido. Se uma empresa registrar R$ 1 milhão em despesas elegíveis, por exemplo, poderá excluir outros R$ 600 mil da base tributável. Considerando uma alíquota combinada de IRPJ e CSLL de 34%, a economia tributária nominal poderia chegar a aproximadamente R$ 204 mil, desde que exista lucro suficiente para aproveitar integralmente o benefício.
O agronegócio reúne atividades com potencial para enquadramento porque grande parte das tecnologias precisa passar por experimentação antes da adoção comercial. Projetos com fertilizantes, bioinsumos, genética vegetal e animal, máquinas, sensores, automação, inteligência artificial, agricultura de precisão, rastreabilidade e processamento de alimentos podem ser considerados.
Ensaios de laboratório, testes de campo, construção de protótipos, plantas-piloto e desenvolvimento de novas formulações também podem integrar um projeto. O elemento central, entretanto, é a existência de incerteza tecnológica. A empresa precisa demonstrar que buscou resolver um problema técnico cujo resultado não era conhecido no início do trabalho.
A simples compra de uma máquina moderna, a instalação de um programa disponível no mercado ou a atualização rotineira de um produto não caracteriza automaticamente pesquisa e desenvolvimento. Melhorias administrativas, mudanças estéticas e adaptações sem desafio tecnológico também não costumam ser aceitas.
No campo, a comprovação pode exigir atenção adicional. Um projeto pode envolver testes realizados em diferentes propriedades, safras, solos e condições climáticas. Por isso, a empresa deve manter relatórios técnicos, contratos, notas fiscais, registros de ensaios, horas dedicadas pelos pesquisadores e critérios usados para vincular cada despesa ao projeto.
A legislação exige controle analítico dos custos. Gastos com pessoal técnico, materiais utilizados nos experimentos, testes e determinados serviços contratados no Brasil podem ser considerados, desde que atendam às regras. Recursos públicos recebidos na forma não reembolsável não podem integrar a mesma base do incentivo.
O benefício é de utilização automática, sem aprovação prévia do MCTI. Isso não elimina a fiscalização posterior. O ministério analisa as informações técnicas, enquanto a Receita Federal pode verificar a apuração tributária e os documentos que sustentam os valores declarados.
Caso um projeto seja considerado uma melhoria comum, ou as despesas não estejam suficientemente comprovadas, a empresa poderá perder o incentivo e ser obrigada a recolher a diferença de impostos, acrescida de juros e penalidades.
A reforma tributária sobre o consumo não extingue a Lei do Bem. O novo sistema altera tributos incidentes sobre bens e serviços, enquanto o incentivo à inovação atua sobre IRPJ e CSLL. Para agroindústrias, fabricantes de máquinas, empresas de insumos, cooperativas e outras companhias do setor tributadas pelo Lucro Real, o mecanismo permanece como uma alternativa para reduzir o custo de projetos tecnológicos.
Em 2023, último resultado consolidado destacado pelo MCTI, 3.878 empresas utilizaram a Lei do Bem e declararam quase R$ 42 bilhões em investimentos. Para as companhias do agro que aproveitaram o incentivo em 2025, a prioridade agora é revisar os projetos e concluir o FormP&D até 31 de agosto.
SERVIÇO
Prazo: até 31 de agosto de 2026
Onde declarar: FormP&D do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Como acessar: o primeiro acesso deve ser feito pelo representante legal da empresa, mediante identificação na plataforma Gov.br. Depois da validação cadastral, outros usuários podem ser autorizados a preencher o formulário.
Quem deve declarar: empresas que utilizaram os incentivos da Lei do Bem no ano-base de 2025.
Fonte: Pensar Agro



