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Mosca-dos-chifres: controle integrado e formulações eficazes são essenciais para reduzir prejuízos bilionários na pecuária

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A mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) é um dos ectoparasitas mais prejudiciais à bovinocultura de corte e leite no Brasil, causando perdas econômicas que ultrapassam R$ 1 bilhão por ano. Esse pequeno inseto hematófago permanece quase todo o tempo no corpo do animal, alimentando-se de sangue, o que afeta diretamente a saúde e a produtividade do rebanho.

Biologia e ciclo de vida acelerado

A fêmea da mosca pode depositar entre 100 e 200 ovos em fezes frescas de bovinos, onde as larvas se desenvolvem rapidamente, em até 7 a 10 dias, até se tornarem moscas adultas. Condições ambientais com umidade relativa acima de 60% e temperaturas médias superiores a 25°C favorecem essa rápida reprodução, especialmente no início e fim dos períodos chuvosos, além dos veranicos.

Impactos econômicos e produtivos

De acordo com estudos da Embrapa, os prejuízos diretos causados pela mosca-dos-chifres, como redução do ganho de peso e da produção de leite, ultrapassam R$ 1 bilhão anualmente no país. Considerando também perdas indiretas, o valor pode superar 2 bilhões de dólares. A irritação causada pelas picadas diminui o tempo de pastejo e o consumo alimentar, além de aumentar o gasto energético dos animais. A mosca também pode transmitir doenças como anaplasmose e possivelmente tripanossomose.

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Soluções inovadoras para controle integrado

Atenta a essa demanda, a Ceva Saúde Animal lançou o Fiproline DUO®, uma formulação avançada para o controle integrado da mosca-dos-chifres e outros ectoparasitas, como carrapatos, bernes, miíases e mosca-dos-estábulos. O produto contém 3% de fipronil, concentração três vezes maior que os tradicionais pour-ons com fipronil 1%, possibilitando tratar até três vezes mais animais com o mesmo volume.

Versatilidade e praticidade no uso

O Fiproline DUO® pode ser aplicado pelas vias pour-on e spot-on. A aplicação spot-on dispensa a necessidade de conduzir os animais ao curral, economizando tempo e mão de obra, além de reduzir riscos. Para pour-on, a dose recomendada é de 1 mL para cada 30 kg de peso vivo, aplicado ao longo da linha superior do dorso. Na via spot-on, a dose é de 1 mL para cada 15 kg, preferencialmente atrás da paleta, na região das costelas.

Embalagens e capacidade de tratamento

Disponível em frascos de 250 mL, 1 litro e galões de 5 litros, o produto permite o tratamento de até 25, 100 e 500 bovinos de 300 kg, respectivamente, via pour-on. O período de carência para abate é de apenas 67 dias, facilitando o planejamento do manejo sanitário nas propriedades.

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Importância do manejo integrado

O uso do Fiproline DUO® deve ser parte de um programa integrado que inclui monitoramento da população de parasitas, manejo adequado das pastagens e práticas que reduzam a carga parasitária no ambiente. Essa abordagem, aliada a soluções tecnológicas, melhora o bem-estar animal, aumenta a produtividade e fortalece a competitividade e sustentabilidade da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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