AGRONEGOCIOS
MPA participa de ação de entrega de 20 toneladas de alimentos a atingidos pelas chuvas no Rio Grande do Sul
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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) esteve presente na ação de entrega de 20,8 toneladas de alimentos produzidos pela agricultura familiar à população atingida pelas fortes chuvas em São Lourenço do Sul, Pelotas e Rio Grande. A atividade, que aconteceu nesta sexta-feira (04), foi coordenada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e contemplou pescadores e pescadoras artesanais.
Entre os itens que serão doados para combater a insegurança alimentar estão arroz, feijão, macarrão, farinha de milho e melado. Os alimentos serão destinados a famílias atendidas pela assistência social, além de pescadores e pescadoras, catadores, papeleiros e ribeirinhos.
De acordo com a superintendente da Pesca e Aquicultura do Rio Grande do Sul, Ana Spinelli, esses eventos climáticos intensos, como as grandes enchentes, impactam diretamente a vida dos pescadores, pois eles se localizam perto das águas.
“Eles não conseguem pescar com os rios cheios, muitos ficam em vulnerabilidade social”, afirma.
Articulação com a Conab
“Nesses últimos anos, a articulação com a CONAB é de parceria. A Conab entrega os alimentos diretamente para os pescadores e seus representantes, sem intermediários. Desde 2023, já entregamos mais de 30 mil cestas básicas para os pescadores, contribuindo para a segurança alimentar para as famílias”, destaca.
Como parte da resposta à crise climática que atinge novamente o Rio Grande do Sul, a Conab, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), destinou 9 mil cestas de alimentos para atendimento emergencial no estado. Desde o dia 21 de junho, 3.452 cestas — cerca de 75 toneladas — já foram distribuídas à população afetada.
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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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