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Mudança da Coca-Cola para açúcar de cana nos EUA seria cara e prejudicial para agricultores locais
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Proposta de adoçante em bebidas dos EUA reacende debate
Uma possível iniciativa da Coca-Cola e de outras empresas de alimentos e bebidas para substituir o xarope de milho por açúcar de cana como adoçante nos Estados Unidos enfrenta desafios significativos. Além dos custos elevados, a mudança pode prejudicar os agricultores norte-americanos.
O presidente Donald Trump anunciou que a Coca-Cola teria concordado em usar açúcar de cana em suas bebidas nos EUA, após conversas com a empresa. O movimento conta com o apoio da campanha social Make America Healthy Again (MAHA) e do Secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que defendem adoçantes mais naturais.
Situação atual do mercado e oferta da Coca-Cola
Atualmente, a Coca-Cola já comercializa sua bebida adoçada com açúcar de cana em mercados como o México, e algumas versões “mexicanas” são vendidas nos EUA em garrafas de vidro.
Em resposta ao anúncio, a Coca-Cola afirmou que “mais detalhes sobre novas ofertas inovadoras serão divulgados em breve”. A PepsiCo também indicou que consideraria usar açúcar em suas bebidas, caso haja demanda dos consumidores.
Desafios na mudança do adoçante e impacto nos custos
Especialistas alertam que substituir o xarope de milho por açúcar de cana envolveria ajustes profundos nas cadeias de suprimentos das empresas, já que esses adoçantes vêm de fontes distintas, implicando mudanças na rotulagem e aumento nos custos.
Ron Sterk, editor da SOSland Publishing, explica que o xarope de milho é mais barato e amplamente usado na indústria devido a seu custo-benefício, destacando diferenças técnicas na formulação para bebidas e produtos de panificação.
Consequências econômicas para agricultores e indústrias
A Corn Refiners Association (CRA) alerta que eliminar completamente o uso do xarope de milho reduziria o preço do milho em até 34 centavos de dólar por bushel, causando uma perda de US$ 5,1 bilhões em receitas agrícolas.
Essa queda impactaria empregos rurais e geraria consequências econômicas graves para comunidades agrícolas dos EUA.
Produção e mercado dos adoçantes nos EUA
Empresas como Archer-Daniels-Midland (ADM) e Ingredion são grandes produtoras de xarope de milho com alto teor de frutose (HFCS), usando milho do cinturão agrícola do Meio-Oeste para fabricar adoçantes e etanol.
A analista Heather Jones destaca que, se a Coca-Cola migrar totalmente para o açúcar de cana, os custos adicionais podem ultrapassar US$ 1 bilhão, dada a diferença de preço e a provável alta no valor do açúcar.
Impacto na demanda por milho e no comércio de açúcar
Para cada libra de HFCS produzida, são usadas cerca de 2,5 libras de milho, de modo que a redução do uso do xarope afetaria negativamente os agricultores de milho, ao mesmo tempo em que aumentaria a demanda por açúcar de cana.
Como a produção interna de açúcar nos EUA é insuficiente para atender à demanda, as importações, principalmente do Brasil — o maior produtor mundial —, seriam necessárias.
Déficit de açúcar e barreiras comerciais
Os EUA produzem cerca de 3,6 milhões de toneladas de açúcar de cana anualmente, metade na Flórida, estado natal de Trump, enquanto a produção de xarope de milho é quase o dobro.
Porém, as tarifas comerciais impostas pelo governo Trump ao Brasil, como a recente tarifa de 50% sobre importações, dificultam o aumento das importações brasileiras de açúcar para suprir esse déficit, complicando ainda mais o cenário.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP.
Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões.
Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões.
No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%).
CÁLCULO
O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação de preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.
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