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Nova Lei do Licenciamento Ambiental promete destravar investimentos e muda rotina do agro
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A Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025) entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2026, após o período legal de adaptação (vacatio legis), trazendo uma das mudanças regulatórias mais relevantes dos últimos anos para a produção rural. A nova legislação cria regras nacionais para o licenciamento ambiental, padroniza etapas e estabelece prazos para análise dos processos — um ponto historicamente apontado pelo setor produtivo como gargalo para a expansão de atividades agropecuárias e agroindustriais.
Na prática, a lei não reduz exigências ambientais, mas altera a forma como elas serão aplicadas. O objetivo central é dar previsibilidade. Até agora, um mesmo projeto rural podia levar meses em um estado e anos em outro, dependendo da interpretação dos órgãos licenciadores. Com a padronização mínima, empreendimentos como irrigação, armazenagem, barragens de uso agrícola, confinamentos, granjas, agroindústrias e abertura de novas áreas consolidadas passam a ter maior clareza sobre prazo, documentação e enquadramento.
Isan Rezende
Segundo especialistas jurídicos, a principal mudança é a criação de modalidades de licenças mais adequadas ao nível de impacto da atividade. A Licença por Adesão e Compromisso (LAC) permitirá o licenciamento por autodeclaração técnica em atividades de baixo ou médio impacto ambiental. Já a Licença de Operação Corretiva (LOC) possibilita regularizar empreendimentos que já funcionam sem licença, desde que atendam às exigências técnicas.
Para o produtor, porém, a simplificação vem acompanhada de responsabilidade. A autodeclaração passa a ter peso legal — inconsistências podem gerar sanções administrativas, civis e até criminais.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, avalia que a lei muda o ambiente de investimento no campo.
“Durante anos o produtor não tinha medo da regra ambiental, tinha medo da incerteza. O problema nunca foi cumprir a lei, foi não saber qual lei seria aplicada, quanto tempo levaria e se o projeto ficaria parado indefinidamente. Quando há previsibilidade, o produtor investe”, afirmou.
Rezende explica que a nova legislação deve impactar principalmente infraestrutura dentro das propriedades.
“O Brasil ainda perde produtividade por falta de armazenagem, irrigação e estruturas de manejo. Muitos projetos estavam travados no licenciamento. Com prazos definidos e enquadramentos mais claros, veremos ampliação de silos, pivôs, confinamentos e agroindústrias. Isso não significa menos proteção ambiental — significa planejamento”, disse.
O dirigente também destaca que a LAC exigirá profissionalização técnica.
“A autodeclaração não é uma liberação automática. Ela aumenta a responsabilidade do produtor e do engenheiro agrônomo. Quem fizer projeto mal feito vai responder por isso. A nova lei valoriza assistência técnica qualificada e tende a reduzir a informalidade ambiental no campo”, completou.
Outro ponto relevante é a autonomia regional. Estados e municípios poderão definir quais atividades são de baixo ou médio impacto ambiental e qual licença será exigida, respeitando as regras gerais nacionais. Isso é considerado importante porque o Brasil possui realidades produtivas muito diferentes entre biomas.
As novas regras passam a valer imediatamente para processos futuros e também para licenciamentos em andamento, que deverão se adequar ao novo modelo.
O que muda, na prática, para o agro
Para o produtor rural, a lei traz efeitos concretos:
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redução da imprevisibilidade para novos investimentos;
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maior acesso a financiamento, já que bancos exigem licenças ambientais;
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regularização de estruturas existentes;
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avanço de projetos de irrigação e armazenagem;
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mais responsabilidade técnica e documental.
O impacto maior não deve ser imediato na produção, mas no planejamento. A tendência é que 2026 e 2027 sejam anos de retomada de investimentos estruturais no campo. Em outras palavras: a lei não aumenta a safra de uma vez, mas cria as condições para que ela cresça nos próximos ciclos.
Fonte: Pensar Agro
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Shopping Simental movimenta R$ 800 mil, amplia presença da raça e reforça confiança na genética a pasto
Shopping Simental confirma aquecimento do mercado e liquidez da raça
O 3º Shopping Simental Brasileiro registrou faturamento de aproximadamente R$ 800 mil, com a comercialização de 55 animais entre matrizes e reprodutores. O resultado reforça o momento positivo da raça no país, impulsionado pela busca por eficiência produtiva na pecuária a pasto.
De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Simental e Simbrasil, o evento apresentou alta liquidez e forte participação de compradores recorrentes, evidenciando a confiança do mercado na genética Simental.
Comercialização alcança seis estados e amplia base de criadores
O remate contou com 31 compradores distribuídos em seis estados brasileiros: São Paulo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Bahia, ampliando a presença da raça em diferentes regiões produtivas.
O destaque do leilão foi o lote 57, Amaralina do Mamado, adquirida por R$ 25,6 mil pela Saexi Agropecuária. O animal já havia sido reconhecido em exposição virtual realizada anteriormente, reforçando o valor genético ofertado no evento.
Recompra de clientes reforça confiança na genética a campo
Segundo o presidente da ABCRSS, Mário Coelho Aguiar Neto, a recompra por parte de clientes tradicionais foi um dos principais indicativos do sucesso do evento.
A fidelização dos compradores demonstra a satisfação com o desempenho dos reprodutores no campo, especialmente em sistemas produtivos que priorizam eficiência, adaptação e ganho de produtividade a pasto.
Genética Simental ganha espaço em sistemas de corte e leite
O avanço da raça está diretamente ligado à sua versatilidade, sendo utilizada tanto em sistemas de corte quanto de leite. A genética Simental tem se destacado pelo potencial de ganho produtivo e pela capacidade de adaptação a diferentes condições de manejo.
O momento favorável reflete a crescente adoção de tecnologias genéticas no campo, com foco em resultados consistentes e maior rentabilidade para o produtor rural.
Nova diretoria da ABCRSS foca expansão e fortalecimento da raça
O evento também marca o início da gestão da nova diretoria da ABCRSS, liderada pelo zootecnista Mauro Coelho Aguiar Neto, eleito em março de 2026.
Entre os principais objetivos estão o fortalecimento da presença da raça no país, o apoio a novos criadores e a ampliação da base de selecionadores, acompanhando o crescimento da demanda pela genética Simental.
A entidade pretende intensificar ações de orientação técnica e relacionamento com produtores, promovendo o uso estratégico da genética como ferramenta para aumento da eficiência produtiva.
Perspectivas positivas para a raça no Brasil
Com resultados consistentes em eventos comerciais e crescente interesse do mercado, o Simental brasileiro consolida sua posição como uma alternativa estratégica para sistemas produtivos mais eficientes.
A combinação entre genética, adaptação e desempenho a campo reforça o papel da raça no avanço da pecuária nacional, especialmente em um cenário que exige maior produtividade e sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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