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Nova tecnologia com inteligência artificial agiliza diagnóstico de nematoides na soja
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IBRA Megalab lança tecnologia inovadora para nematoides
O IBRA Megalab, referência nacional em análises agronômicas, anunciou uma nova solução tecnológica para o diagnóstico de nematoides em lavouras de soja. A ferramenta integra métodos tradicionais de análise de solo e raízes com inteligência artificial, oferecendo relatórios mais rápidos, precisos e detalhados sobre a presença dessas pragas.
Em outubro, laboratórios especializados em nematoides serão inaugurados em Sorriso (MT) e Rio Verde (GO), mas a tecnologia estará disponível para produtores de todo o Brasil.
Como funciona a integração entre laboratório e inteligência artificial
O sistema começa com análises microscópicas conduzidas por especialistas, garantindo rigor científico e validação técnica. Em seguida, os resultados são processados por algoritmos de inteligência artificial, capazes de reconhecer padrões, quantificar populações e gerar relatórios detalhados com maior agilidade.
“As análises tradicionais continuam sendo a base da nossa atuação, mas com a IA conseguimos elevar o patamar da informação entregue ao produtor. É a ciência trabalhando junto com a tecnologia para transformar dados em inteligência prática para o campo”, afirma Armando Parducci, diretor do IBRA Megalab.
A combinação permite processar grande volume de amostras rapidamente, mantendo a precisão científica. Com informações robustas em mãos, produtores e engenheiros agrônomos podem tomar decisões estratégicas, como escolha de cultivares resistentes, aplicação localizada de defensivos e definição de práticas de rotação de culturas.
Prejuízos bilionários causados pelos nematoides
Segundo pesquisa de 2021 realizada pela Syngenta, Agroconsult e Sociedade Brasileira de Nematologia, os nematoides são responsáveis por R$ 65 bilhões em perdas em diversos cultivos no Brasil.
Na soja, o impacto é ainda mais significativo, com R$ 27,7 bilhões em prejuízos. Isso equivale a uma safra perdida a cada dez devido à infestação.
Esses vermes microscópicos parasitam as raízes das plantas, prejudicando diretamente o desenvolvimento e a produtividade e, indiretamente, facilitando a entrada de fungos nas lavouras. Por serem invisíveis a olho nu, dependem de análises laboratoriais de solo e raízes para detecção e manejo eficaz.
Tecnologia oferece mapeamento e previsões precisas
O núcleo da inovação se baseia em dois pilares complementares:
- Amostras de solo reais com análise de nematoides, garantindo leitura precisa da realidade de cada região.
- Processamento geoespacial com IA generativa, permitindo criar modelos preditivos para mapear, prever e mitigar os impactos das pragas.
Segundo Parducci, essa abordagem inédita transforma dados laboratoriais em inteligência estratégica, ajudando produtores a reduzir perdas e otimizar a produtividade da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

