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Nova temporada da Rota do PMGZ mostra avanços do melhoramento genético em rebanhos do Paraná

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A nova temporada da série Rota do PMGZ, produzida pela ABCZ TV, já está no ar, com foco nos resultados práticos do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) em propriedades do Paraná. Os episódios estão disponíveis no YouTube e Instagram da ABCZ, e revelam como a genética tem impulsionado a produtividade e a qualidade dos rebanhos zebuínos no estado.

Visitas a propriedades de destaque no Paraná

A equipe da ABCZ percorreu cinco propriedades rurais que adotam o PMGZ como ferramenta estratégica para o avanço genético dos seus rebanhos. As gravações foram realizadas nas seguintes fazendas:

  • Fazenda Santa Fé, em Santa Fé, de Ricardo Pulzatto;
  • Fazenda Nova Paranapanema, de Ana Maria Andreetta, em Jardim Olinda;
  • Estância Nossa Senhora das Graças, de Wilson Geraldo Cavina Junior;
  • Fazenda Grupo Costa, de Wilson Costa, em Santa Mariana;
  • Fazenda Cachoeira 2C, de Gabriel Garcia Cid, em Sertanópolis.
Resultados práticos e tradição na pecuária

O gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ, Ricardo Abreu, destacou o objetivo da Rota do PMGZ: “Queremos mostrar, na prática, como os criadores utilizam os serviços da ABCZ na seleção genética. Nesta edição, visitamos desde propriedades tradicionais até criatórios de novos associados, sempre com ótima receptividade”, afirmou.

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A equipe técnica da ABCZ também participou ativamente das visitas, incluindo a analista Carla Martins, o supervisor do PMGZ Eric Costa, os técnicos de registro Célio Heim e Ireno Cassemiro da Costa, além do gerente do Escritório Técnico Regional de Londrina, Endre Flaiban.

Depoimentos dos criadores

Os pecuaristas entrevistados reforçaram a importância do PMGZ no desenvolvimento de seus rebanhos:

Ricardo Pulzatto destacou a filosofia de inovação da família:

“Trabalhamos com integração lavoura-pecuária. A tecnologia, aliada à genética e à nutrição, é essencial para produzir animais de alto desempenho.”

Alexandre Garcia Andreetta elogiou a credibilidade do programa:

“Confiamos muito no PMGZ. Usamos touros jovens com segurança, pois sabemos da qualidade. O programa contribui diretamente para a formação do nosso gado de elite.”

Wilson Costa ressaltou o valor das avaliações frequentes:

“Pesamos nossos animais a cada quatro meses, o que nos permite selecionar com precisão. Isso nos garante que estamos no caminho certo e elimina os animais menos produtivos.”

PMGZ: impacto direto na produção

O presidente da ABCZ e criador Gabriel Garcia Cid, também participante da edição, destacou os dados que comprovam a importância do programa. Segundo ele, o PMGZ representa 19% da receita de serviços da entidade, sendo utilizado por um terço dos associados ativos.

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“Além das avaliações genéticas, temos acesso ao relatório de desempenho, que comprova na prática os dados previstos, como intervalo entre partos, peso à desmama e idade ao primeiro parto”, explicou.

Onde assistir

Todos os episódios da nova temporada da Rota do PMGZ estão disponíveis gratuitamente no canal da ABCZ TV no YouTube e também no perfil oficial da entidade no Instagram: @abcz.pmgz.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA e MMA regulamentam a coleta embarcada de ova de peixe-voador

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicam a Portaria Interministerial MPA/MMA Nº 62, de 03 de Junho de 2026, que estabelece medidas de ordenamento, registro, monitoramento e controle da coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus) no Mar Territorial e na Zona Econômica Exclusiva da Região Nordeste do Brasil.

A norma representa importante avanço no processo de reconhecimento e organização de uma atividade pesqueira tradicional exercida há décadas por comunidades artesanais do litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, que até então não possuía instrumento específico de ordenamento pesqueiro.

Para o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com a valorização da pesca artesanal. “O processo se deu por meio de muita escuta, reforçando a participação social nos processos de gestão pesqueira e a construção de soluções compatíveis com a realidade das comunidades pesqueiras tradicionais”.

A regulamentação cria mecanismos para monitoramento da atividade, controle da frota e rastreabilidade da produção. Isso vai permitir maior capacidade de acompanhamento pelos órgãos gestores. Também vai contribuir para a construção progressiva de informações técnicas sobre a pescaria.

Importância na economia

A coleta embarcada de ovas de peixe-voador possui relevante importância socioeconômica para comunidades pesqueiras artesanais da Região Nordeste, especialmente no litoral potiguar. Além da geração de renda direta para pescadores, pescadoras e suas famílias, a atividade movimenta cadeias produtivas relacionadas ao beneficiamento, comercialização e exportação do produto.

O processo de construção da regulamentação teve início após o recebimento, pelo MPA e MMA, de demandas apresentadas pelo próprio setor pesqueiro relacionadas, principalmente, às dificuldades enfrentadas na comercialização e exportação das ovas, em razão da ausência de regras específicas para a atividade. A partir disso, as equipes técnicas do MPA iniciaram processo de diálogo com pescadores e pescadoras artesanais, representantes do setor produtivo, pesquisadores e órgãos ambientais. O processo de escuta teve como objetivo compreender a dinâmica operacional da pescaria, sua cadeia produtiva e os principais desafios relacionados ao ordenamento da atividade.

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Foram realizadas reuniões presenciais com pescadores artesanais no litoral do Rio Grande do Norte, consultas técnicas junto ao setor produtivo e reuniões no âmbito da Rede Pesca Brasil, incluindo discussões no Comitê Permanente de Gestão e do Uso Sustentável dos Recursos Pelágicos Norte e Nordeste (CPG Pelágicos N/NE) e em seu Grupo Técnico-Científico, coordenado pelo pesquisador Dr. Guelson Batista da Silva.

As discussões envolveram ainda equipes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Segundo a coordenadora-geral de Gestão Participativa Costeira e Marinha da SNPA/MPA, Adayse Bossolani, a proposta busca compatibilizar o reconhecimento de uma atividade tradicional já existente com mecanismos de monitoramento e controle da frota e da produção. “A regulamentação busca organizar uma atividade que já ocorre historicamente na região, permitindo ampliar a capacidade de monitoramento, rastreabilidade e acompanhamento da produção, ao mesmo tempo em que reconhece a importância socioeconômica da pescaria para as comunidades artesanais envolvidas”, afirmou.

Principais medidas da regulamentação

A nova portaria estabelece critérios específicos para o exercício da coleta embarcada de ovas de peixe-voador por pescadores profissionais artesanais. Busca estruturar mecanismos iniciais de monitoramento e gestão da atividade.

A norma cria duas modalidades para a coleta embarcada de ovas de peixe-voador:

– 6.13: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para rede de emalhe costeiro de superfície;

– 6.14: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para covos ou manzuás.

A portaria autoriza a atividade exclusivamente para embarcações artesanais devidamente registradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), com arqueação bruta de até 20 AB e regularizadas perante a Autoridade Marítima para a área de navegação compatível com a atividade exercida.

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A coleta deverá ser realizada por meio de atratores biodegradáveis, com recolhimento manual das ovas aderidas aos substratos utilizados durante a pescaria.

A norma também estabelece que o interessado em obter autorização de pesca para as modalidades de permissionamento deverá protocolar requerimento no site do MPA, por meio de peticionamento eletrônico, no prazo de até 15 dias corridos, contados da data de publicação desta Portaria. Acesse aqui o site com o requerimento.

No âmbito do permissionamento, a regulamentação institui modalidades específicas para embarcações que já atuam em pescarias relacionadas ao emalhe costeiro de superfície e ao uso de covos e manzuás, permitindo maior adequação do registro pesqueiro à realidade operacional atualmente observada na atividade.

Como medida inicial de controle e monitoramento da pescaria, a norma estabelece número limitado de autorizações para atuação na atividade, permitindo maior capacidade de acompanhamento da frota, da produção e do esforço pesqueiro pelos órgãos gestores. Ela cria mecanismos de rastreabilidade da produção, incluindo obrigações relacionadas à comercialização e ao registro da entrada do produto nas empresas adquirentes, contribuindo para maior formalização e controle da cadeia produtiva.

A norma prevê ainda o monitoramento contínuo da atividade e revisão das medidas de ordenamento até o final de 2027, a partir dos dados gerados durante o período inicial de implementação da pescaria monitorada.

Com a publicação da portaria, o MPA avança na estruturação de instrumentos voltados ao reconhecimento e à gestão de uma atividade tradicional da pesca artesanal nordestina, ampliando a capacidade de monitoramento da atividade, fortalecendo a rastreabilidade da produção e produzindo informações técnicas para o aperfeiçoamento futuro das medidas de ordenamento pesqueiro.

Confira a portaria na íntegra.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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