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Novo modelo de crédito rural revoluciona acesso ao financiamento para pequenos e médios produtores

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Durante décadas, o acesso ao crédito rural no Brasil, especialmente por pequenos e médios produtores, foi marcado por entraves burocráticos e modelos ineficazes de avaliação de risco. Em um setor onde o tempo e a agilidade são determinantes, a lentidão e a rigidez do sistema tradicional tornaram-se um dos principais obstáculos à expansão da produção. Agora, uma iniciativa pioneira no Paraná inaugura uma nova fase para o crédito rural brasileiro, mais eficiente, justo e adaptado às necessidades do campo.

Um novo caminho: fundo híbrido une capital público e privado

Neste mês de maio, entra em operação no Paraná um fundo de financiamento inovador, baseado no modelo blended finance, que combina recursos públicos e privados. A proposta é oferecer crédito estruturado e viável para produtores rurais, com condições raramente encontradas no mercado tradicional.

O primeiro fundo, já formalizado, soma R$ 400 milhões e será direcionado à cadeia de avicultura da C.Vale, uma das maiores cooperativas agroindustriais do país. A composição do capital é a seguinte:

  • R$ 80 milhões aportados pelo Governo do Estado do Paraná;
  • R$ 160 milhões da própria C.Vale;
  • O restante virá do mercado de capitais.
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Com essa estrutura, será possível oferecer financiamentos com juros em torno de 9% ao ano, prazos de até 10 anos e período de carência — condições extremamente vantajosas para o produtor rural.

Potencial de expansão: até R$ 14 bilhões em crédito no Paraná

Segundo estimativas do governo paranaense, a alavancagem proporcionada pelo capital público poderá destravar até R$ 14 bilhões em crédito agrícola nos próximos anos. E o mais importante: esses recursos serão direcionados a investimentos estruturais, como:

  • Construção de aviários;
  • Modernização de granjas suínas;
  • Implantação de sistemas de irrigação;
  • Aquisição de máquinas agrícolas.
Plataforma digital agiliza o acesso ao crédito

A AgroForte, agfintech especializada em crédito para o agronegócio, será responsável por intermediar a liberação dos financiamentos. Com foco em pequenos e médios produtores, a empresa disponibiliza uma plataforma digital que elimina a necessidade de garantias físicas e acelera o processo de aprovação.

A análise de crédito é feita com base em dados reais da produção, histórico operacional e características da propriedade, garantindo uma avaliação personalizada e ágil.

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Alcance nacional e experiência no setor

A AgroForte já atua no crédito de milhares de produtores integrados a grandes agroindústrias de aves e leite, como:

  • Seara, C.Vale, Jagua Frangos, Vibra, Pluma, Levo e Bello, no setor avícola;
  • Lactalis, Vigor, Cemil, Scala e Cativa, no segmento de leite.

Com o novo fundo paranaense, a atuação da empresa será ampliada, contribuindo para que mais produtores invistam com segurança e previsibilidade.

Uma nova era para o crédito rural

O lançamento do fundo híbrido representa uma transformação no modo como o crédito rural é concedido no Brasil. Como destaca Felipe d’Ávila, CEO da AgroForte e autor do artigo que inspirou a matéria, essa mudança marca o início de uma nova etapa:

“Mais inteligente, mais próximo do produtor e mais alinhado à dinâmica do agronegócio moderno. O Paraná dá o primeiro passo, mas o caminho está aberto para que esse modelo se expanda por todo o país.”

O objetivo é claro: conectar o capital a quem movimenta o agronegócio, com responsabilidade, transparência e compromisso com o dia a dia do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 preocupa setor suinícola e pode elevar custos de produção, alerta presidente da ACCS

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A proposta de substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2 continua gerando debates entre representantes do setor produtivo brasileiro. No agronegócio, especialmente nas cadeias ligadas à produção animal, a medida é vista com preocupação devido à necessidade de operações contínuas ao longo de todo o ano.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, avalia que a alteração poderá gerar impactos significativos nos custos operacionais das empresas, afetando diretamente a competitividade da produção nacional.

Segundo o dirigente, atividades como a suinocultura, que exigem monitoramento permanente dos animais, manejo diário e funcionamento ininterrupto das estruturas produtivas, enfrentariam desafios adicionais para adequar suas equipes ao novo regime de trabalho.

Produção animal exige operação contínua

A preocupação do setor está relacionada à necessidade de manter a mesma capacidade operacional em atividades que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.

Na avaliação da ACCS, a redução da jornada exigiria a contratação de novos trabalhadores para suprir a demanda de horas produtivas, elevando despesas com salários, encargos trabalhistas e gestão de pessoal.

Para os produtores, especialmente os de menor porte, o aumento dos custos poderá representar uma pressão adicional em um cenário já marcado por margens reduzidas e elevada volatilidade dos custos de produção.

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Possível impacto nos preços ao consumidor

De acordo com Losivanio, parte dos custos adicionais gerados pela nova configuração trabalhista tende a ser incorporada ao preço final dos produtos.

O dirigente argumenta que o aumento das despesas operacionais poderá atingir diversos segmentos da economia, incluindo a cadeia de proteínas animais, influenciando os preços pagos pelos consumidores.

A avaliação do setor é que qualquer alteração estrutural no mercado de trabalho precisa considerar os impactos sobre a competitividade das empresas e sobre a sustentabilidade financeira das atividades produtivas.

Mercado de trabalho também está no centro do debate

Outro ponto destacado pelo presidente da ACCS refere-se aos possíveis reflexos da medida sobre o mercado de trabalho.

Segundo ele, embora a redução da jornada possa ampliar o tempo livre dos trabalhadores, eventuais aumentos no custo de vida decorrentes do encarecimento dos produtos poderiam reduzir o poder de compra das famílias.

O dirigente também avalia que empresas poderão buscar novas formas de adequar suas estruturas de custos, o que poderá influenciar futuras contratações e políticas salariais em alguns setores.

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Competitividade internacional preocupa setor produtivo

A ACCS também demonstra preocupação com a competitividade do Brasil diante de países vizinhos que vêm implementando políticas voltadas à atração de investimentos.

Na visão da entidade, fatores como carga tributária, legislação trabalhista, custos operacionais e segurança jurídica influenciam diretamente as decisões empresariais sobre expansão, investimentos e geração de empregos.

Para o setor produtivo, a manutenção de um ambiente competitivo é considerada fundamental para preservar a capacidade de crescimento da indústria e do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Debate sobre jornada segue em pauta

A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho envolve diferentes setores da sociedade e reúne argumentos relacionados à qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade, geração de empregos e competitividade econômica.

No agronegócio, entidades representativas defendem que qualquer alteração nas regras trabalhistas considere as particularidades das atividades rurais e das cadeias de produção animal, que demandam operação contínua e planejamento de longo prazo.

Enquanto o debate avança no cenário político e econômico, produtores, indústrias e trabalhadores acompanham atentamente os possíveis desdobramentos da proposta e seus impactos sobre a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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