AGRONEGOCIOS
Oferta abundante e incertezas globais devem pressionar preços da soja em 2026
AGRONEGOCIOS
Cenário global da soja em 2026: abundância e cautela
O ano de 2026 deve ser marcado por uma combinação de alta oferta de soja na América do Sul, redução na produção norte-americana e incertezas geopolíticas que devem influenciar diretamente o comportamento dos preços.
De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário aponta para um ambiente de oferta elevada, prêmios menores e necessidade de maior disciplina financeira por parte dos produtores.
“Mais do que nunca, o resultado do produtor dependerá menos do mercado e mais da qualidade da gestão, do timing de venda e do controle rigoroso dos custos”, destacou Silveira.
Brasil deve enfrentar safra cheia e comercialização mais lenta
Mesmo mantendo forte protagonismo nas exportações globais, o Brasil pode vivenciar em 2026 uma colheita cheia, com estoques de passagem elevados e ritmo mais lento de comercialização.
Silveira explica que esse conjunto de fatores tende a pressionar o produtor para vendas spot entre abril e maio, período em que há maior necessidade de liquidez para quitar compromissos financeiros. Além disso, o ambiente de crédito deve continuar mais restrito, exigindo gestão profissionalizada e controle de custos.
“As dificuldades de financiamento impactam diretamente os níveis de comercialização e exigem do produtor uma gestão ainda mais técnica, com atenção ao uso do capital e às oportunidades de preço na bolsa”, observou o analista.
EUA reduzem área e priorizam o milho
Nos Estados Unidos, a safra 2025/26 foi marcada por alta produtividade, mas com redução da área plantada de soja. A queda nos preços ao longo de 2025 levou o produtor norte-americano a migrar parte das lavouras para o milho, resultando em safra recorde do cereal e produção limitada de soja, estimada em 115,7 milhões de toneladas.
Apesar do volume significativo, as exportações dos EUA permanecem enfraquecidas, em razão das tensões comerciais com a China. Segundo Silveira, essa fragilidade limita o escoamento e adiciona incerteza ao mercado global da oleaginosa.
América do Sul caminha para nova safra recorde
O cenário produtivo segue favorável na América do Sul, especialmente no Brasil e na Argentina.
As estimativas apontam para produção brasileira em torno de 178,7 milhões de toneladas, configurando mais uma safra recorde, mesmo com atrasos iniciais no plantio causados pela irregularidade das chuvas no Nordeste.
Com o retorno das precipitações no Centro-Oeste e no Nordeste, os riscos produtivos foram reduzidos.
Na Argentina, a produção deve alcançar 51,1 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de oferta volumosa.
“Salvo eventos climáticos extremos, a América do Sul caminha para mais um ano de forte oferta, o que naturalmente adiciona pressão ao mercado internacional”, avaliou o consultor.
Preços domésticos tendem à pressão negativa
Com o aumento da produção, a tendência para os preços da soja no mercado interno em 2026 é de pressão negativa, especialmente no primeiro semestre.
Em 2025, mesmo com safra recorde, o Brasil manteve preços firmes devido à guerra comercial, que impulsionou os prêmios de exportação, chegando a US$ 2,00 por bushel nos portos. Esse desempenho garantiu exportações recordes, impulsionadas pela forte demanda chinesa.
No entanto, Silveira alerta para um cenário mais desafiador neste ano.
As margens de esmagamento na China estão apertadas, e o país mantém estoques elevados. Além disso, o acordo comercial entre China e Estados Unidos pode reduzir o espaço das exportações brasileiras.
“Se a China realmente comprar cerca de 25 milhões de toneladas de soja americana por ano, parte da janela de exportação do Brasil pode ser comprometida, especialmente no segundo semestre”, explicou o analista.
Demanda interna e logística
Para 2026, o estoque de passagem mais confortável deve garantir logística mais organizada, mas também pode pressionar os preços durante a colheita.
A demanda interna tende a permanecer forte, com o Brasil devendo esmagar cerca de 59 milhões de toneladas, impulsionado pela expansão do biodiesel B16, que aumenta o consumo de óleo de soja.
Ainda assim, o país precisará exportar ao menos 109 milhões de toneladas para evitar acúmulo de estoques. Caso parte desse volume seja redirecionado aos Estados Unidos, o impacto no mercado doméstico será significativo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Pamplona Alimentos investe R$ 64 milhões em genética suína própria e inovação produtiva em Santa Catarina
A Pamplona Alimentos anunciou a implantação de um projeto estratégico de R$ 64 milhões voltado ao desenvolvimento de genética suína própria. A iniciativa, aprovada pela FINEP, será executada ao longo de três anos nos municípios de Rio do Sul e Pouso Redondo, em Santa Catarina.
O objetivo é fortalecer o programa interno de melhoramento genético da companhia, com impacto direto na produtividade, qualidade da carne e eficiência da cadeia suinícola.
Projeto aposta em tecnologia, ciência e integração produtiva
A iniciativa prevê a estruturação de um modelo integrado de desenvolvimento e difusão genética, conectando pesquisa, validação e aplicação em escala produtiva.
O foco está na criação e multiplicação de material genético de alto desempenho, além do desenvolvimento de novas linhagens maternas, considerando critérios como eficiência alimentar, desempenho zootécnico, habilidade materna, qualidade de carne e bem-estar animal.
Segundo a companhia, o investimento reforça a estratégia de internalização do conhecimento genético e elevação do padrão tecnológico da produção.
Nova granja em Pouso Redondo concentra maior parte dos investimentos
Em Pouso Redondo (SC), será implantada a Granja Ribeirão Vassouras, voltada ao desenvolvimento de novas linhas maternas de suínos. O projeto prevê investimento de R$ 52,8 milhões ao longo de três anos.
A estrutura contará com tecnologias como ambientes climatizados, alimentação de precisão com identificação individual por chip, baias coletivas com maior mobilidade e sistemas avançados de avaliação estatística dos animais.
A unidade também reforça práticas de bem-estar animal já adotadas pela empresa, com foco em eficiência produtiva e evolução contínua do sistema de produção.
Rio do Sul terá unidade de difusão genética e sêmen suíno
Em Rio do Sul (SC), será instalada a Granja Lauro Pamplona, com investimento de R$ 11,2 milhões. A unidade será responsável pela difusão genética e processamento de sêmen suíno de alto índice genético.
O projeto inclui o uso de genômica para análise do DNA dos animais, identificando características desejáveis para cruzamentos e melhoria dos índices produtivos.
A estrutura contará com controle rigoroso de temperatura, umidade e qualidade do ar, além de sistemas de rastreabilidade por identificação eletrônica, garantindo maior precisão na gestão genética e preservação de material de diferentes gerações.
Suinocultura avança com base em inovação e genética de precisão
Com o novo projeto, a Pamplona Alimentos reforça sua estratégia de inovação no setor suinícola, ampliando o uso de tecnologia e ciência aplicada ao campo.
A expectativa é que a iniciativa contribua para ganhos de eficiência produtiva, maior qualidade da carne e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira no mercado interno e externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

