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ORPLANA divulga valor médio do ATR de junho em R$ 1,2795/kg e cobra retomada de diálogo no CONSECANA-SP
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Valor do ATR de junho é divulgado pela ORPLANA
A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (ORPLANA) informou que o valor médio do quilo do Açúcar Total Recuperável (ATR) referente ao mês de junho de 2025 foi apurado em R$ 1,2795. A entidade ressalta que essa medida foi tomada de forma excepcional, diante da paralisação nas atividades do CONSECANA-SP.
Impasse nas reuniões do CONSECANA-SP
Em nota oficial, a diretoria da ORPLANA afirmou que ainda aguarda a convocação da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária do CONSECANA-SP, instância responsável pela deliberação paritária entre produtores e indústrias do setor sucroenergético paulista. A entidade destacou a importância do funcionamento regular do conselho, que depende da presença ativa de seus membros.
Ausência da UNICA compromete funcionamento do conselho
Segundo o comunicado assinado pelo CEO da ORPLANA, José Guilherme Ambrósio Nogueira, a ausência reiterada da União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) nas convocações formais para reuniões técnicas e decisórias tem inviabilizado o funcionamento do CONSECANA-SP. A falta de consenso tem dificultado o avanço das deliberações sobre os preços praticados no setor.
Apuração independente diante da ausência de consenso
Diante da ausência da UNICA e da impossibilidade de realização das reuniões ordinárias, a ORPLANA decidiu calcular de forma autônoma o valor do ATR. “Entendemos que esse é o valor que remunera condignamente o produtor”, destacou a organização no comunicado.
Composição dos preços
A ORPLANA também esclareceu que os preços do açúcar destinado ao mercado interno (ABMI) incluem impostos, enquanto os valores relacionados ao mercado externo (ABME e AVHP) e ao etanol — tanto anidro quanto hidratado — voltado para os mercados carburante (EAC e EHC), industrial (EAI e EHI) e externo (EAE e EHE) são líquidos.
Referência oficial permanece com valor de maio
Por fim, a entidade reforçou que, até o momento, o único valor oficialmente reconhecido é o divulgado na Circular 01/2025 do CONSECANA-SP, publicada em 20 de maio de 2025. A ORPLANA aguarda que o diálogo com a UNICA seja retomado para que o conselho volte a operar normalmente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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