AGRONEGOCIOS
OVOS/CEPEA: Preços caem no final de agosto, mas média mensal é recorde real
AGRONEGOCIOS
Cepea, 5/08/2022 – O valor dos ovos comerciais recuou no fim de agosto, devido ao típico enfraquecimento da demanda no período. No entanto, as intensas altas registradas nas três primeiras semanas do mês garantiram que a média de agosto ainda sustentasse o patamar recorde real da série histórica do Cepea, iniciada em 2013. Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, a menor oferta de ovos no mercado doméstico – influenciada, entre outros fatores, pelas baixas temperaturas – atrelada ao aumento da procura na primeira quinzena elevaram significativamente os valores do produto em todas as regiões acompanhadas. Em Bastos (SP), o ovo branco tipo extra, para retirar na granja (FOB), foi comercializado a R$ 151,39/caixa com 30 dúzias em agosto, novo recorde real da série do Cepea (deflacionada pelo IPCA de julho/22) e 4,8% acima da média de julho. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Fonte: CEPEA
AGRONEGOCIOS
Conheça a história da marisqueira que transforma tradição em liderança
A mariscagem atravessa gerações da família de Lucila Lopes e está presente em suas lembranças desde a infância, quando acompanhava a rotina da mãe, da avó, do pai pescador e dos irmãos, que também seguiram o caminho da pesca. Depois da escola, era comum encontrar a mãe trabalhando com mariscos, e foi assim que Lucila cresceu, aprendendo uma atividade que se tornou parte de sua história, no Espírito Santo.
A presença das mulheres na pesca, especialmente em atividades que durante muito tempo tiveram pouca visibilidade, tem um grande peso em sua vida. Para Lucila, embora esse reconhecimento esteja avançando, a comercialização ainda é um dos principais desafios. Ter o produto nem sempre significa conseguir vendê-lo; ampliar os espaços de mercado é essencial para que o trabalho das marisqueiras seja cada vez mais conhecido e valorizado.
É nesse cenário que Lucila também exerce seu papel de liderança entre outras mulheres da pesca. Em Itapemirim, no Espírito Santo, participa de uma associação de mulheres da pesca e atua na organização, no beneficiamento e na divulgação dos produtos do grupo. O trabalho vai além da extração do marisco; as mulheres também produzem filés, linguiças de peixe, bolinhos e outras preparações, unindo conhecimento tradicional e novas possibilidades de aproveitamento do pescado.
Seu maior sonho é ver esses produtos ocupando cada vez mais espaços, chegando às prateleiras, às escolas e à comunidade. Para ela, ampliar a comercialização significa também reconhecer o trabalho das mulheres que atuam na extração e no beneficiamento, fortalecendo uma atividade que faz parte da cultura e da identidade de muitas famílias.
A preocupação com o futuro está ligada diretamente aos jovens, pois, em uma comunidade cuja identidade está fortemente ligada à pesca, ela acredita que manter essa tradição viva depende de novas oportunidades e de fazer com que as novas gerações enxerguem valor na atividade.
A trajetória de Lucila é parte de uma história de mulheres que ajudam a manter viva a cultura pesqueira e buscam novos espaços de reconhecimento para seu trabalho. Entre o aprendizado transmitido pela família e o olhar para o futuro, ela segue defendendo que valorizar a mariscagem é também valorizar as mulheres que fazem dela uma forma de viver.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]



