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PA Summit 2026: maior dia de campo de MT destaca avanço de doenças e pragas na soja com cenário econômico sob influência do Banco Central
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Doenças e pragas em foco no PA Summit 2026 em Mato Grosso
Com a intensificação da pressão de plantas daninhas resistentes e a crescente ocorrência de pragas e doenças foliares nas lavouras de soja em Mato Grosso, a fitossanidade ganha destaque na programação do PA Summit 2026. O evento, considerado o maior dia de campo do estado, acontece neste sábado (31) na Fazenda São Paulo, no distrito de Deciolândia, em Diamantino (MT), reunindo mais de 2,5 mil produtores, técnicos e pesquisadores.
A 13ª edição do PA Summit concentra palestras e demonstrações práticas, voltadas para os principais desafios enfrentados nas culturas de soja, milho e algodão, incluindo resultados de pesquisas aplicáveis ao manejo de pragas e doenças e estratégias de produção para aumentar a produtividade e a rentabilidade das lavouras.
Principais desafios fitossanitários: caruru e tripes em evidência
Entre os alertas técnicos desta edição estão o manejo de plantas daninhas resistentes, como o caruru (Amaranthus spp.), e o avanço silencioso de tripes nas lavouras de soja. Segundo o diretor-presidente do Grupo P.A., Paulo Assunção, espécies como a Amaranthus palmeri se espalham rapidamente devido à alta produção de sementes, resistência a herbicidas e forte competição com a cultura.
“Em áreas com alta infestação, as perdas econômicas podem ser significativas. O produtor precisa atuar no momento certo, com manejo integrado, rotação de culturas e estratégias que já mostram redução expressiva da pressão dessas plantas daninhas”, explica Assunção.
Os tripes, além de causarem danos diretos às folhas e brotos, facilitam a entrada de patógenos e podem transmitir viroses. A variação de respostas aos inseticidas torna o controle mais complexo, exigindo atenção e manejo estratégico.
O objetivo das palestras é levar informação técnica de alto nível para que o produtor avalie o cenário em sua própria fazenda e tome decisões mais assertivas, conectando manejo fitossanitário à rentabilidade agrícola.
Conteúdo técnico e planejamento de mercado no agronegócio
O PA Summit também integra conteúdo técnico com estratégias de comercialização, cenários político-econômicos e tendências do agronegócio. O agrônomo e professor Marcos Araújo, referência nacional em comercialização e gerenciamento de risco de preços, apresentará o Panorama Agrícola da Safra 2025/26, abordando oferta e demanda global, perspectivas para soja, milho e algodão e ferramentas de proteção de preços, como contratos futuros, opções e contratos a termo.
O evento terá ainda a participação do comentarista político e analista econômico Caio Coppolla, que discutirá os impactos dos cenários político-econômicos nacionais e internacionais sobre o agronegócio, auxiliando o produtor a alinhar decisões de mercado e estratégia de vendas da safra.
Atualização econômica: cenário do Banco Central do Brasil para 2026
O Banco Central do Brasil (BCB) mantém a taxa Selic em 15% ao ano, maior nível desde 2006, refletindo cautela diante da evolução da inflação e da economia. O Copom sinalizou que poderá iniciar cortes gradativos na Selic a partir de março, mantendo postura prudente diante do cenário econômico.
A inflação segue abaixo do limite superior da meta de 4,5%, mas a economia ainda enfrenta desafios e sensibilidades a choques internos e externos. Para o agronegócio, a manutenção da Selic alta influencia o custo de crédito, investimentos e consumo, tornando a gestão financeira e o planejamento de vendas ainda mais estratégicos em 2026.
Estrutura e diferenciais do PA Summit 2026
A edição deste ano conta com pavilhão climatizado de cerca de 3,5 mil m², espaço exclusivo para palestras, 50 expositores e área externa para máquinas, veículos e demonstrações de cultivares. Pela manhã, os participantes visitarão áreas demonstrativas de cultivares; à tarde, ocorrerão palestras técnicas e debates focados em estratégias de comercialização.
Como novidade, o evento adotou o ingresso solidário no valor de R$ 80, com arrecadação destinada à APAE e à Assovida, instituições da região oeste de Mato Grosso. O ingresso inclui café da manhã, almoço, kit do participante e certificado para estudantes.
O PA Summit 2026 reforça sua importância como plataforma de tecnologia, informação e planejamento estratégico, ajudando produtores a enfrentar desafios fitossanitários e econômicos com decisões mais seguras e embasadas.
- 📍 Data: 31 de janeiro (sábado), a partir das 7h
- 📍 Local: Fazenda São Paulo – Distrito de Deciolândia, Rod. BR‑364, KM 724 + 15 km à direita – Zona Rural, Diamantino (MT)
- Inscrições em: www.agropa.com.br/eventos
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional
As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.
O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.
Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada
A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.
“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.
Cenário global pode sustentar preços do algodão
No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade
No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.
Uso do algodão avança para além do setor têxtil
Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
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