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Painel do MPA na COP30 destaca a importância das mulheres no debate sobre crise climática
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No centro das discussões da COP 30 sobre gênero e clima, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) promoveu nesta quarta-feira (19) mais um painel com a temática “Mulheres das Águas: Resiliência e Adaptação na Pesca Artesanal e Aquicultura”. O encontro reuniu experiências, propostas e políticas públicas voltadas ao fortalecimento das mulheres que atuam na pesca e na aquicultura, destacando seu papel essencial na resposta às emergências climáticas.
Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, as mulheres representam metade da força de trabalho da pesca e aquicultura no mundo, mas estão entre as mais afetadas pelos impactos da crise climática. “O aquecimento das águas, a salinização dos estuários, a redução dos estoques, as enchentes, as secas e eventos extremos já alteram profundamente o cotidiano de quem vive do mar, dos rios e lagos. Por isso, o Brasil defende uma transição justa, que só é possível quando ouvimos quem cuida das águas todos os dias”, destacou o ministro.
“O MPA percorreu o Brasil realizando sete plenárias regionais e uma plenária nacional, com um propósito central: construir, de forma participativa, o primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal. Escutamos pescadoras, marisqueiras, ribeirinhas, pantaneiras, caiçaras, indígenas e quilombolas. Escutamos seus saberes das águas, que representa conhecimento vivo que orienta o modo de sobreviver, trabalhar, cuidar e preservar”, acrescentou de Paula.
A primeira-dama e enviada especial para as mulheres na COP 30, Janja Lula da Silva, relatou que é preciso ampliar políticas públicas para a saúde das mulheres pescadoras e marisqueiras. “Quando a gente fala de justiça climática, estamos também falando da saúde das mulheres, por isso temos que ter um olhar especial. Justiça climática também é falar de desigualdade e da construção das políticas públicas que podem transformar a vida das mulheres. Proteger a vida das mulheres das águas representa trazer a voz das pescadoras, marisqueiras e mulheres de diferentes territórios que tiram das águas seu sustento”, afirmou.
A secretária de Mulheres da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Costeiros e Marinhos (CONFREM), Gesiani Souza Leite , destacou que as mudanças climáticas impactam a vida das mulheres das águas de forma muito significativa. “Precisamos cada vez mais nos apropriar desse tema, com diálogo, pautando na justiça climática e no papel das mulheres. Por isso, é preciso inserir mais mulheres nas políticas públicas básicas para que diminuam os impactos das mudanças climáticas na vida das marisqueiras e pescadoras”, abordou.
O encontro contou também com a mediação da chefe de gabinete do MPA, Adriana Vilela Toledo, e das palestrantes Maya Takagi, líder do Programa Regional do Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, e Chantal Line Carpentier, representante da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
Mulheres das águas e dos mangues
Esse painel complementou outro diálogo que aconteceu na COP, na última segunda-feira, dia 17, realizado pela Assessoria de Participação Social e Diversidade do MPA, com o tema “Mulheres das Águas: a voz das pescadoras e aquicultoras na ação climática”.
Na ocasião, a representante da coordenação do Movimento das Marisqueiras de Sergipe, Cristiane Vieira Dias dos Santos, apresentou o Protocolo de Consulta das Águas, documento que estabelece procedimentos para garantir o direito à consulta prévia, livre e informada sobre projetos que possam afetar seus territórios. “Eu nasci no mangue. Minha mãe disse uma vez que o cheiro da lama do mangue é o nosso cheiro. Se matam o mangue, nos matam também”, refletiu.
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Insumos agrícolas entram em alerta global com pressão de oferta e custos elevados
O mercado global de ingredientes ativos para defensivos agrícolas entra em uma nova fase, na qual o foco deixa de ser apenas o preço e passa a envolver fatores como disponibilidade de produtos, momento de compra e gestão de riscos. A avaliação é do executivo sênior de agronegócios Sebastian Camba, que destaca uma mudança relevante na dinâmica do setor, com impactos diretos para produtores e distribuidores.
No segmento de herbicidas, os preços seguem em trajetória de alta, impulsionados principalmente pelo aumento dos custos. A valorização do petróleo eleva despesas com energia e logística, enquanto a demanda permanece aquecida, influenciada pelo calendário de plantio na China e pela temporada agrícola internacional.
Além disso, restrições ambientais vêm limitando a produção, levando empresas a reduzir vendas e, em alguns casos, suspender cotações. Muitos fabricantes já operam com pedidos comprometidos até meados ou final de maio, caracterizando um mercado mais controlado, embora não necessariamente mais caro.
Entre os inseticidas, o cenário é ainda mais pressionado. O aumento dos custos de insumos básicos, a oferta restrita e a demanda sazonal resultam em elevações generalizadas nos preços, além de maior pressão sobre prazos de entrega e seletividade na aceitação de novos pedidos. O movimento indica que o setor já entrou em um novo ciclo de preços elevados.
Um exemplo é o clorantraniliprole, que registrou alta de 25% no preço FOB na China em apenas três semanas, evidenciando a intensidade das pressões no mercado.
Já os fungicidas apresentam maior estabilidade em comparação aos demais segmentos, embora com sinais de pressão crescente. Ajustes graduais nos preços das matérias-primas, estoques baixos e pedidos estendidos até maio indicam um mercado menos volátil, porém com fundamentos ainda tensionados.
As negociações também se tornam mais diretas, refletindo um ambiente de maior cautela na cadeia.
Três fatores estruturais explicam o atual cenário de alerta no mercado de insumos agrícolas: os impactos geopolíticos sobre energia e logística, as restrições produtivas na China e a estratégia das fabricantes de priorizar pedidos existentes e controlar preços.
Esse conjunto de elementos resulta em um ambiente com maior controle da oferta e aumento do risco na cadeia de suprimentos, em que a decisão mais estratégica passa a ser o momento da compra, e não apenas o custo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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