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Panorama Atual do Mercado de Trigo no Sul do Brasil

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O mercado de trigo no Sul do Brasil segue com negociações restritas, marcado por estoques controlados e preços que refletem desafios da safra 2024. A seguir, confira a situação detalhada por estado:

Estoques e Demanda no Rio Grande do Sul

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul conta atualmente com cerca de 370 mil toneladas de trigo disponíveis. Esse volume, somado aos estoques dos moinhos e a uma moagem mais lenta que o habitual, deve ser suficiente para suprir a demanda do estado até a nova safra, prevista para meados de outubro.

Além disso, o preço do trigo local está cerca de R$ 200 por tonelada acima do trigo importado. Essa diferença não se deve apenas aos custos operacionais, mas também à qualidade inferior do trigo da safra 2024 no estado.

Mercado Disponível e Preços no RS

No mercado disponível, as negociações são feitas de forma limitada e pontual, acompanhando a venda gradual da farinha. No interior do Rio Grande do Sul, o trigo de boa qualidade é oferecido entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada. Já os moinhos demonstram interesse em comprar a preços em torno de R$ 1.300.

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Para o mercado de exportação, os contratos com entrega em dezembro estão cotados próximos a R$ 1.330 por tonelada. Quanto ao preço “na pedra” em Panambi, ele se mantém estável em R$ 70 por saca.

Situação do Trigo em Santa Catarina

Em Santa Catarina, as operações também estão reduzidas, com poucos negócios acontecendo. Compras pontuais de trigo gaúcho são realizadas a R$ 1.380 FOB, acrescidos de frete de R$ 120, elevando o custo CIF para cerca de R$ 1.500. Esse valor tem sido considerado inviável pelos moinhos para suas operações.

No mercado local, os preços “na pedra” permanecem estáveis há seis a oito semanas, variando entre R$ 75 e R$ 80 por saca, dependendo da região.

Condições do Mercado no Paraná

No Paraná, o trigo importado continua sendo negociado a preços um pouco inferiores aos pedidos pelo mercado interno, mesmo com o custo adicional do frete.

Compradores oferecem até R$ 1.500 posto moinho para entregas em julho. Porém, vendedores que não têm pressa para liberar espaço ou liquidez pedem entre R$ 1.650 e R$ 1.700 FOB.

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O trigo argentino é comercializado a cerca de US$ 275 FOB Paranaguá, com variações vinculadas à taxa de câmbio.

No mercado local, o preço “na pedra” recuou 0,30% na última semana, situando-se em média em R$ 79,51 por saca — ainda acima do custo de produção estimado em R$ 73,53, garantindo assim uma margem de lucro média de 8,13% aos produtores paranaenses.

O cenário do trigo no Sul do Brasil apresenta estoques que sustentam a oferta até a nova safra, porém com negociações limitadas e preços que refletem tanto a qualidade da produção local quanto a competição com o trigo importado. Cada estado mantém suas particularidades em relação a preços, fretes e dinâmica comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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