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Paraguai deve registrar safra recorde de soja e ultrapassar 11,5 milhões de toneladas

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A produção de soja no Paraguai caminha para atingir um recorde histórico na safra 2025/26. Segundo dados revisados por analistas de mercado, a estimativa total pode chegar a 11,53 milhões de toneladas, impulsionada por altas produtividades nas principais regiões produtoras do país.

O volume representa um aumento significativo em relação à projeção anterior, que indicava 9,65 milhões de toneladas. Agora, a safra principal deve alcançar 10,14 milhões de toneladas, enquanto a safrinha pode adicionar mais 1,39 milhão de toneladas ao total nacional.

Chuvas regulares garantem rendimentos acima do esperado

O avanço da colheita em janeiro confirmou as perspectivas otimistas para o ciclo atual. As chuvas bem distribuídas em dezembro favoreceram o desenvolvimento das lavouras, resultando em produtividades acima da média histórica.

De acordo com Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado, o desempenho surpreendeu até os mais otimistas:

“O principal destaque deste início de colheita tem sido o desempenho produtivo acima do esperado, o que nos levou a revisar para cima os rendimentos médios na maior parte dos departamentos produtores”, afirma.

Regiões produtoras registram ganhos expressivos de produtividade

As revisões mais significativas ocorreram nas principais áreas agrícolas da Região Oriental. Em Alto Paraná, o rendimento médio foi ajustado para 3,6 toneladas por hectare, enquanto Canindeyú chegou a 3,5 t/ha.

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Na região Centro-Sul, os departamentos de Caaguazú e Itapúa elevaram suas produtividades para 3,4 t/ha. Também foram observados ajustes positivos em Guairá, Caazapá, San Pedro e Paraguarí, consolidando o cenário de produção recorde nacional.

Colheita avança e comportamento regional chama atenção

Até o final de janeiro, entre 20% e 30% da área total cultivada já havia sido colhida no país. Um dado curioso deste ciclo é que o ritmo está mais acelerado no norte da Região Oriental, algo incomum em anos anteriores.

“Em anos normais, o Sul lidera a colheita, mas, nesta safra, as condições climáticas prolongaram o ciclo vegetativo nessa região”, explica Larissa.

A expectativa é que o pico dos trabalhos ocorra nas duas primeiras semanas de fevereiro, com a conclusão das operações prevista para o final do mês.

Pressão de oferta começa a afetar os preços

Com o aumento da oferta, o mercado interno paraguaio já sente os reflexos da queda nos preços. Embora a comercialização antecipada esteja alinhada com a média dos últimos três anos — cerca de 33,6% da produção já vendida —, os basis sofreram recuo considerável.

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Desde meados de janeiro, as cotações em Assunção caíram de USD -23 por tonelada (em dezembro) para cerca de USD -40 por tonelada.

Esse movimento tende a se intensificar com o avanço da colheita em toda a América do Sul. Na segunda-feira, 2 de fevereiro, a StoneX revisou para cima sua estimativa da safra brasileira, elevando a projeção para 181,6 milhões de toneladas de soja.

“Com os ajustes observados no Paraguai e em outros países da América do Sul, o mercado caminha para um cenário de ampla oferta nos próximos meses, o que deve seguir influenciando as dinâmicas de preços”, conclui a analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa e representantes da Câmara de Comércio dos Estados Unidos discutem temas comerciais do agronegócio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu, nesta terça-feira (28), representantes da Câmara de Comércio dos Estados Unidos e do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos para tratar de oportunidades comerciais entre os dois países. O encontro ocorreu na sede da Pasta, em Brasília (DF).

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, participaram da abertura da reunião.

Entre os temas abordados, estiveram os pontos de interesse agrícola entre os países, o fluxo comercial dos últimos meses e as oportunidades ligadas à ciência e tecnologia, biocombustíveis, entre outros. 

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, destacou o potencial de ampliação da pauta exportadora brasileira e as negociações em curso para abertura de ampliação do acesso ao mercado americano.

Os Estados Unidos se destacam como um dos principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários para o mercado norte-americano, enquanto as importações somaram aproximadamente US$ 1,05 bilhão. Entre os principais itens exportados estão café, carnes, produtos do complexo sucroalcooleiro e cacau.

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CÂMARA DE COMÉRCIO DOS EUA

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber Of Commerce) é considerada a maior organização comercial do mundo, representando os interesses de empresas americanas. Atua como o principal braço de influência em Washington e globalmente, trabalhando para promover políticas públicas que estimulem o crescimento econômico, a livre iniciativa e o comércio internacional.

Já o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Brazil-U.S. Business Council) faz parte da Câmara e é a principal organização empresarial dedicada exclusivamente a fortalecer a parceria econômica entre o Brasil e os EUA.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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