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Paraná compartilha avanços no combate ao greening com técnicos de SC e RS
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Técnicos, fiscais e agrônomos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul visitaram o Paraná nesta semana para conhecer as ações desenvolvidas pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar – Emater (IDR-Paraná) no combate ao greening, ou HLB (Huanglongbing), considerada a principal doença da citricultura.
As pesquisas paranaenses vêm sendo referência no enfrentamento à doença, com destaque para o uso de soluções biológicas no manejo do vetor transmissor da bactéria causadora do greening.
Controle biológico com Tamarixia radiata
Uma das principais estratégias adotadas é o uso da vespinha Tamarixia radiata, inimiga natural do psilídeo Diaphorina citri, vetor do greening. A Tamarixia é criada nos laboratórios do IDR-Paraná em Londrina e, desde 2016, já foram lançados cerca de 14 milhões de exemplares em pomares domésticos e comerciais, áreas urbanas e regiões com presença da murta – planta ornamental hospedeira do psilídeo.
Essas vespas depositam seus ovos sob as ninfas do psilídeo, eliminando o inseto ainda na fase jovem. Cada vespinha pode eliminar até 500 psilídeos, contribuindo significativamente para a redução da população do vetor e da incidência da doença nos pomares.
Aplicativo facilita liberação e monitoramento das vespas
Para garantir a distribuição eficiente da Tamarixia no campo, foi desenvolvido um aplicativo exclusivo pelos especialistas em TI do IDR-Paraná. A ferramenta é utilizada por técnicos e produtores, permitindo a construção de banco de dados, mapeamento georreferenciado das liberações e acesso a informações educativas sobre o psilídeo e o parasitoide.
“A tecnologia auxilia tanto na tomada de decisões quanto na conscientização dos produtores”, explica Aline Pissinati, coordenadora do laboratório.
Parcerias fortalecem a produção de vespas
O projeto conta com o apoio da iniciativa privada. Atualmente, participam as cooperativas Cocamar e Integrada, além da indústria de sucos Prat’s. O IDR-Paraná produz cerca de 2 milhões de vespinhas por ano, paralelamente à realização de testes de eficiência com produtos químicos usados no controle do psilídeo, a fim de avaliar sua efetividade e evitar o uso de defensivos ineficazes.
Pesquisas com cultivares resistentes ao HLB
O IDR-Paraná também investe em pesquisas genéticas voltadas ao desenvolvimento de cultivares de citros resistentes ao greening. Os estudos começaram em 1998, inicialmente focados no cancro cítrico, mas agora têm como prioridade o HLB.
De acordo com o pesquisador Rui Pereira Leite Júnior, os primeiros resultados são promissores. “As plantas transformadas não são imunes, mas apresentam menor incidência da doença, sem comprometer a qualidade dos frutos”, afirmou. Os testes de campo ocorrem na Estação Experimental de Xambrê.
Greening: ameaça global à citricultura
O avanço do greening preocupa técnicos e produtores em todo o País. O Brasil é líder na produção e exportação de suco de laranja, com 85% do mercado mundial, e a citricultura representa cerca de US$ 6,5 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
O pesquisador Rui Pereira alerta: “Nosso grande esforço é evitar o colapso que ocorreu na Flórida, onde a produção caiu de 300 milhões para apenas 11 milhões de caixas de laranja por ano, com tendência de queda contínua”.
Paraná: destaque nacional na produção de citros
A citricultura é a principal atividade da fruticultura paranaense. Segundo dados do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2023, o Paraná é o terceiro maior produtor nacional, com 29,3 mil hectares cultivados com citros.
- Laranja: 20,8 mil hectares, com produção de 731,6 mil toneladas e VBP de R$ 751,9 milhões
- Tangerina: 7,1 mil hectares, 94,4 mil toneladas, VBP de R$ 177,4 milhões
- Limão: 1,3 mil hectares, 34,7 mil toneladas, VBP de R$ 55,9 milhões
Esses números refletem a importância do setor no Estado e reforçam a necessidade de investimentos constantes em pesquisa e inovação para garantir a sustentabilidade da citricultura paranaense.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA informa encerramento da temporada de pesca do pargo em 2026
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que, conforme o acompanhamento da temporada de pesca do pargo ( Lutjanus purpureus ) em 2026, as capturas da espécie atingiram o patamar de 90% do limite anual estabelecido para a atividade. Com o alcance desse percentual, fica encerrada, a partir de 19/09/2026, a temporada de captura do pargo pelas embarcações autorizadas a operar nas modalidades de permissionamento 1.8, 1.9 e 1.10.
A Portaria Interministerial MPA/MMA nº 66, de 27 de julho de 2026, estabeleceu o limite anual de captura de até 2.750 toneladas de pargo e determinou o encerramento da temporada quando as capturas atingirem 90% desse limite, correspondente a 2.475 toneladas. A limitação de captura é uma forma de contribuir para a recuperação da espécie, que tem grande importância econômica no país e está ameaçada de extinção.
O encerramento decorre do acompanhamento realizado pelo MPA por meio dos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira.
As embarcações autorizadas que estiverem em atividade de pesca no mar na data do encerramento deverão retornar e realizar o desembarque do pargo em até dez dias corridos, contados a partir da data de encerramento da temporada. Após esse prazo, ficam proibidas a captura, a retenção a bordo e o desembarque da espécie.
O encerramento da temporada de captura do pargo não impede a utilização das Autorizações de Pesca Complementares para a captura das demais espécies nelas previstas, desde que observada a legislação aplicável.
Declaração de Estoque
Em razão do encerramento da temporada antes do início do período anual de defeso, a Declaração de Estoque de pargo deverá ser apresentada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em até sete dias corridos após o término do prazo concedido às embarcações para retorno e desembarque.
Entre o término do prazo autorizado para desembarque e 15 de fevereiro de 2027, o transporte, o armazenamento, o processamento e a comercialização de pargo somente poderão ocorrer quando o produto estiver devidamente registrado em Declaração de Estoque apresentada no prazo e nas condições estabelecidas pela legislação.
Espécie ameaçada
O pargo (Lutjanus purpureus) é uma espécie categorizada como “Em Perigo” de extinção na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos, definida pela Portaria MMA 1.667/2026.
A categoria indica que a espécie enfrenta risco muito alto de extinção na natureza, caso medidas de proteção e manejo não sejam intensificadas. Por isso, é necessário um Plano de Recuperação da espécie, que estabelece diretrizes, objetivos e medidas para promover a conservação e recuperação de espécies ameaçadas aquáticas, reconhecendo a possibilidade de uso sustentável da espécie. Entre as medidas de recuperação do Plano está a definição de um limite de captura anual da espécie.
Painel de acompanhamento
O painel disponibilizado pelo MPA apresenta o histórico da produção de pargo registrada entre 2021 e 2026, a partir dos dados obtidos pelos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira. Acesse aqui o Painel de acompanhamento da pesca do pargo.
O Ministério da Pesca e Aquicultura reafirma seu compromisso com a sustentabilidade dos recursos pesqueiros e com a continuidade da atividade pesqueira. As medidas de ordenamento, monitoramento e controle adotadas integram esse compromisso e buscam assegurar o uso sustentável do recurso, contribuindo para a recuperação do estoque da espécie e para a manutenção da atividade pesqueira em bases sustentáveis ao longo do tempo.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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