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Parceria entre CVM e IBDA disponibiliza cartilha sobre como investir em agronegócio

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) lançaram a Cartilha Fiagro. O material, produzido pelo IBDA, fornece informações sobre o Fundo de Investimento do Agronegócio (Fiagro), importante instrumento de captação de recursos para o setor agropecuário.

“Um dos objetivos do convênio com o IBDA é aumentar a divulgação das opções de financiamento da cadeia do agronegócio no mercado de capitais e proporcionar mais educação financeira dos empreendedores rurais. A Cartilha, sem dúvidas, irá auxiliar neste processo, tendo em vista que o manual tem uma linguagem acessível e objetiva, e explica as características do Fiagro, além de fornecer orientações para os investidores interessados em aplicar seus recursos nesse tipo de fundo”, explica Bruno Gomes, Superintendente de Supervisão de Securitização e Agronegócio da CVM.

Na cartilha, são apresentados temas como características do Fiagro, competência da CVM com relação a esse fundo, profissionais regulados atuantes, ativos financeiros adquiridos, tributação e modalidades.

Renato Buranello, Presidente do IBDA, destacou a importância do Fiagro e da disseminação da informação sobre o assunto para o desenvolvimento do mercado de capitais no âmbito do agronegócio.

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“Trata-se de uma alternativa de financiamento privado ao agronegócio que só cresce, pulverizando as oportunidades de investimento no setor. A tendência é que 2023 seja o ano do Fiagro, que se mostra como grande fonte de recursos ao produtor, permitindo acesso a novos produtos de financiamento e uma melhor gestão de risco”.

“O agronegócio precisa dessas novas fontes de financiamento e de pulverização de ativos. Iniciativas como a que o IBDA e a CVM instituíram ao assinar seu convênio visam, justamente, apresentar a um maior número de interessados instrumentos privados de crédito, mostrando como o mercado de capitais pode ser aliado do agronegócio”, acrescentou Buranello.

Mercado de capitais – Em abril, a CVM esteve em Sinop/MT, no âmbito da Norte Show, que é a principal feira do agronegócio da região. Na ocasião, o Presidente da CVM, João Pedro Nascimento, reafirmou o compromisso da Autarquia em estar cada vez mais próxima do segmento.

“O desenvolvimento do Mercado de Capitais promoverá a sua expansão para além dos grandes centros urbanos, com geração de benefícios para todo o país. Cabe à CVM apresentar oportunidades que o segmento oferece à sociedade em geral. É importante que, de um lado, o Agro conheça e se reconheça dentro do mercado de capitais; e, de outro lado, o Mercado de Capitais adote linguagem descomplicada para acomodar o aumento da importância do Agro dentro do nosso segmento. Estamos próximos aos produtores e ao povo do campo, transmitindo informação e esclarecendo dúvidas, pois queremos trazê-los para o Mercado de Capitais”, disse João Pedro Nascimento, Presidente da CVM.

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Fonte: Pensar Agro

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Assistência técnica recupera pastagens e fortalece pequena pecuária

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O acompanhamento técnico gratuito está ajudando 82 pequenos pecuaristas do sudoeste de Mato Grosso a melhorar o manejo do rebanho e aproveitar melhor as áreas já abertas. As propriedades atendidas somam cerca de 31 mil hectares de pastagens, dos quais 5 mil já receberam práticas de intensificação produtiva.

O trabalho está presente em 12 municípios e parte de um diagnóstico de cada propriedade. Técnicos avaliam o solo, o estado das pastagens, a disponibilidade de água, a alimentação do rebanho, o desempenho reprodutivo e a estrutura disponível. Com essas informações, produtor e equipe definem as mudanças prioritárias e os investimentos que cabem no orçamento.

A proposta é produzir mais na mesma área, evitando que o pecuarista precise ampliar a fazenda para aumentar a renda. O caminho pode envolver correção e adubação do solo, divisão de pastos, ajuste da lotação, melhoria da genética, organização da estação de monta e reserva de alimento para a seca.

Essa orientação ganha importância nas pequenas propriedades, onde um investimento feito no momento errado pode comprometer o caixa por vários meses. Em vez de recomendar um pacote igual para todos, o acompanhamento considera o tamanho do rebanho, a capacidade financeira da família e as condições de cada área.

O manejo das pastagens ocupa posição central. Quando o pasto perde capacidade de alimentar os animais, o gado demora mais para ganhar peso, a taxa de lotação diminui e o custo por cabeça aumenta. A recuperação gradual dessas áreas pode elevar a oferta de forragem e reduzir a necessidade de suplementação, sobretudo durante a estiagem.

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A assistência também ajuda o produtor a planejar o uso da água e a alimentação do rebanho ao longo do ano. A definição antecipada de áreas para pastejo, produção de silagem ou formação de reserva reduz o risco de decisões emergenciais na seca, quando os alimentos normalmente ficam mais caros.

Além dos 5 mil hectares com manejo intensificado, as propriedades participantes mantêm mais de 22 mil hectares de vegetação nativa conservada. Os números foram divulgados pelo Programa Produção Sustentável de Bezerros, iniciado em 2019 e atualmente desenvolvido em Mato Grosso e no Pará.

A conservação não aparece separada da atividade econômica. A regularização ambiental, o controle da origem dos animais e a rastreabilidade podem ampliar o acesso dos pecuaristas a crédito e a compradores que exigem comprovação sobre a procedência do gado.

O programa também orienta os produtores na organização de documentos, no planejamento financeiro e na avaliação das linhas de financiamento. O objetivo é evitar que a propriedade aumente a produção sem calcular o custo das mudanças ou assumir dívidas incompatíveis com sua capacidade de pagamento.

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Outra frente é a identificação dos animais desde a fase de cria. A rastreabilidade permite acompanhar o percurso do bezerro e comprovar que ele foi produzido em área regular. Esse controle tornou-se mais relevante com o aumento das exigências ambientais e sanitárias nos mercados compradores de carne bovina.

A iniciativa é conduzida pela Fundação IDH em parceria com a Mars, com atendimento de campo realizado pelo Instituto BioSistêmico (IBS). A orientação produtiva e gerencial é oferecida gratuitamente aos participantes. O programa já alcançou mais de mil pequenos pecuaristas desde sua criação.

Os dados divulgados até agora mostram a extensão atendida e as áreas submetidas a novas práticas, mas não apresentam uma média consolidada do aumento da produtividade ou da renda dos 82 participantes. Esses resultados dependerão do estágio de cada propriedade e do tempo necessário para que as mudanças no solo, nas pastagens e no rebanho apareçam nas contas.

A experiência, no entanto, mostra uma alternativa para melhorar a pecuária de cria sem avançar sobre novas áreas. Ao combinar conhecimento técnico, planejamento e conservação, o pequeno produtor passa a decidir com mais segurança onde investir e como extrair maior retorno da estrutura que já possui.

*Imagem: reprodução/broto.com.br

Fonte: Pensar Agro

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