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Páscoa 2026 terá aumento de preços e demanda planejamento financeiro das famílias
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Com a chegada da Páscoa, os consumidores brasileiros enfrentam um desafio adicional: o preço do chocolate acumula alta de 24,77% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA. O cenário econômico ainda desafiador deve impactar diretamente o orçamento das famílias em 2026, reforçando a importância de planejamento financeiro e estratégias de consumo consciente.
Inflação e consumo impulsivo aumentam risco de endividamento
Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostram que 35% das pessoas que compraram chocolates na Páscoa de 2025 já estavam endividadas.
Para o planejador financeiro CFP® Jeff, a data movimenta o lado emocional das famílias e pode levar a decisões impulsivas. “Datas como a Páscoa mexem com a necessidade de pertencimento. Queremos ver o sorriso de filhos, netos ou parceiros, e o marketing aproveita isso para fazer esquecermos dos boletos. Movidos pela emoção, muitas vezes deixamos de lado o planejamento financeiro”, alerta.
Segundo levantamento do Sebrae-SP, o gasto médio do consumidor deve ficar em torno de R$ 250. Jeff recomenda definir limites de gastos antes de sair de casa e lembrar que afeto não se mede pelo tamanho da embalagem.
Estratégias para economizar na compra de chocolates
O especialista indica que pesquisar preços e antecipar compras são medidas fundamentais para reduzir custos. Comprar alguns dias antes da Páscoa ajuda a evitar preços mais altos devido à demanda da data.
“Se puder, pague à vista e aproveite descontos. Parcelar no cartão pode ser útil, mas cuidado com excessos. Garanta que o valor caiba no orçamento. Se não tiver dinheiro para comprar à vista, não parcele”, orienta Jeff.
Pesquisa do Sebrae-SP aponta que o PIX deve ser o meio de pagamento preferido por 61% dos consumidores, seguido pelo cartão de crédito, com 47%.
Outra dica é organizar previamente quem receberá presentes e definir um orçamento total. “Liste as pessoas, os presentes e defina o valor máximo a ser gasto. Isso ajuda a proteger o orçamento sem comprometer a comemoração”, explica.
Alternativas mais econômicas aos ovos de Páscoa
Jeff alerta que o consumidor muitas vezes paga mais pela embalagem e marketing do que pelo chocolate em si. Substituir ovos por barras de chocolate, caixas de bombons ou trufas pode reduzir custos sem perder o gesto de carinho.
“Ao comprar o ovo, você paga pelo chocolate, embalagem chamativa, brinquedo e marketing. Pesquise preços e considere opções mais simples, que têm o mesmo chocolate por valor menor”, orienta.
Educação financeira também é parte da Páscoa
A data pode servir para ensinar crianças sobre consumo consciente e limites financeiros. Permitir que elas escolham presentes dentro de um orçamento ensina que o dinheiro é finito e que é preciso fazer escolhas.
Outra sugestão é apostar em experiências em família, como preparar ovos de chocolate juntos ou organizar brincadeiras. “Fazer atividades em família cria memórias afetivas mais duradouras do que brinquedos que perdem a graça em dois dias”, diz Jeff.
Essência da Páscoa está na convivência, não no gasto
Para o planejador financeiro, o principal valor da Páscoa é a convivência e o bem-estar da família. “A verdadeira riqueza da Páscoa é estar junto de quem amamos, com saúde e paz de espírito, inclusive financeira. Não deixe que uma tradição de domingo vire uma restrição no Serasa na segunda-feira”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes
O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.
O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.
A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.
Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.
As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.
A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.
O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.
O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.
Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.
Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.
Fonte: Pensar Agro
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