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PECUÁRIA/CEPEA: Mercado de reprodução animal brasileiro se arrefece no 1º tri de 2022

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Cepea, 2/06/2022 – O mercado brasileiro de reprodução animal contabilizou a venda de 4,85 milhões de doses de sêmen ao longo do primeiro trimestre de 2022, queda de 3,4% frente ao mesmo período de 2021 (de 5,02 milhões de doses vendidas). Esse cenário se deve aos estoques de doses acumulados em 2021, quando propriedades nacionais de cria de corte adiantaram as compras de sêmen visando garantir o insumo para a estação de monta – vale lembrar que as vendas no trimestre semestre de 2021 cresceram 50% em comparação ao mesmo período de 2020.

Esses dados são levantados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), desde 2017, e fazem parte do relatório setorial Index Asbia. A Associação representa, segundo estimativas internas, cerca de 94% do share nacional de vendas de sêmen bovino.

De janeiro a março deste ano, 95% das doses de sêmen tiveram como destino o mercado interno, contra 97% no primeiro trimestre de 2021. Observa-se, neste ponto, crescimento na demanda internacional pela genética do Brasil. Segundo dados do Cepea/Asbia, 230 mil doses foram exportadas no primeiro trimestre de 2022, contra 150 mil no mesmo período do ano anterior, forte avanço de 53%. E os envios externos de doses de sêmen de raças leiteiras se destacam, tendo em vista que cresceram expressivos 75% de janeiro a março deste ano frente ao mesmo período de 2021 e representaram 63% do total embarcado pelo Brasil.

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Já no mercado interno, as vendas de doses são divididas entre “Prestação de Serviços”, ou “PS” (que representa o contrato de coleta e industrialização de doses de sêmen de um touro de posse de um produtor rural, que irá utilizar as doses coletadas para a inseminação de seu rebanho próprio), e as “vendidas para cliente final” (doses vendidas pelas empresas de genética para produtores rurais, visando o uso para inseminação das matrizes de seus rebanhos).

No caso das entregas via “PS”, houve avanço de 8% nas vendas de doses no primeiro trimestre de 2022 contra o mesmo período do ano passado. Destaca-se que esta modalidade é muito voltada ao mercado de raças de corte, que, por sua vez, somaram 97% do total de doses entregues.

Já no segmento de vendas para cliente final, que representou 95% do total de doses de sêmen entregues em solo brasileiro, observa-se queda de 7% entre os primeiros trimestres de 2021 e de 2022, passando de 4,34 milhões de doses para 4,05 milhões. A diminuição foi observada nos setores de pecuária de corte (recuo de 6%) e de leite (baixa de 10%).

Do volume vendido no primeiro trimestre deste ano, 73% foram referentes ao mercado de pecuária de corte. Apesar da queda observada nas vendas do primeiro trimestre, observa-se uma busca dos criadores nacionais pela recomposição de seus rebanhos, bem como o melhoramento genético de seus plantéis.

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No segmento de sêmen de leite, que representou 27% das vendas para cliente final no primeiro trimestre de 2022, a redução nas vendas é reflexo do período de alta nos custos de produção para as propriedades de leite nacional. No entanto, esta queda foi mais branda quando os destinos são sistemas de produção mais intensivos, que acabam se tornando dependentes do insumo sêmen. Com isso, há sustentação dessa demanda mesmo em períodos de menor atratividade do setor leiteiro.

SEGUNDO TRIMESTRE – A expectativa de agentes do setor é de recuperação nas vendas de sêmen a partir do segundo trimestre de 2022, fundamentados na alta influência da sazonalidade das estações de monta nacionais nas vendas para o País. Além disso, a aquecida demanda externa pela carne brasileira deve manter firme a busca por sêmen, bem como o crescente interesse pela genética nacional.

Outras informações sobre as pesquisas do Cepea a respeito do mercado de reprodução animal: (19) 3429-8836 ou 8837 e [email protected]

Responsáveis: Thiago Carvalho, Caio Monteiro e Giovanni Penazzi

Os dados públicos podem ser acessados pelo site da Associação, em www.asbia.org.br.

Fonte: CEPEA

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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