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Pesquisa brasileira sobre leite de búfala ganha destaque em revista científica internacional
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Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Zootecnia (IZ), em Nova Odessa (SP), acaba de ser publicado na prestigiada revista científica Molecular Biology Reports, da editora Springer Nature, sediada na Alemanha. A pesquisa investigou a kappa-caseína (CSN3), uma proteína do leite de búfala, e oferece dados inéditos sobre a composição genética do leite bubalino, fortalecendo as bases científicas utilizadas pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) em programas de melhoramento genético no país.
Reconhecimento internacional da pesquisa brasileira
A publicação do trabalho na Molecular Biology Reports, que divulga estudos de diferentes países na área de biologia molecular aplicada, coloca a pesquisa brasileira em evidência no cenário científico global. Segundo o IZ, o reconhecimento representa um passo importante para o avanço da zootecnia de precisão e da genética aplicada à produção leiteira no Brasil.
Análise genética de búfalos em seis regiões paulistas
O estudo analisou 538 amostras de búfalos provenientes de seis regiões do estado de São Paulo, identificando três genótipos da kappa-caseína: AA, AB e BB, com predominância do alelo A. Os resultados mostraram variação genética significativa entre os rebanhos, o que fornece subsídios para aprimorar programas de seleção e cruzamento.
A pesquisa foi conduzida no Laboratório de Genética do Instituto de Zootecnia, que desenvolveu uma metodologia própria baseada em genética molecular para genotipagem dos alelos A e B da kappa-caseína.
Origem do trabalho e colaboração entre pesquisadores
De acordo com o pesquisador Anibal Eugênio Vercesi Filho, do IZ, o estudo teve início a partir de uma dissertação de mestrado e envolveu diversos profissionais da instituição.
“Foi desenvolvida aqui no laboratório uma metodologia para identificar os alelos A e B da kappa-caseína. O trabalho resultou na dissertação da aluna Fernanda Santana e contou com a colaboração dos doutores Rodrigo Gigliotti, Fernanda Moraes, Lívia Castelani e de toda a equipe”, detalha o pesquisador.
Aplicação prática na seleção genética dos rebanhos
Segundo Vercesi Filho, os resultados da pesquisa têm aplicação direta na melhoria dos rebanhos bubalinos, especialmente na produção de queijos, principal destino do leite de búfala no Brasil.
“O alelo B da kappa-caseína está associado a um melhor rendimento na fabricação de queijos. Como o leite de búfala é quase totalmente voltado para o processamento, esse marcador genético é extremamente valioso para os criadores”, explica.
Metodologia inovadora e disponível para os produtores
A técnica desenvolvida pela equipe do IZ amplia as ferramentas de melhoramento genético disponíveis para o setor.
“Trata-se de uma metodologia nova, de alta precisão, que oferece mais um recurso técnico à disposição da ABCB e dos programas de seleção genética da espécie. O reconhecimento internacional da pesquisa demonstra sua relevância científica”, afirma Vercesi Filho.
O pesquisador destaca ainda que o trabalho integra um projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a metodologia já está disponível para os criadores que desejarem realizar a genotipagem de seus animais.
Contribuição para a bubalinocultura nacional
As informações obtidas pelo estudo passam a integrar o banco de dados técnicos da ABCB, contribuindo para aumentar a eficiência produtiva, a qualidade do leite e a rentabilidade da bubalinocultura.
Com isso, o Brasil fortalece sua posição entre os países que investem em inovação científica aplicada à produção animal, especialmente em um segmento de alto valor agregado, como o leite de búfala e seus derivados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA informa encerramento da temporada de pesca do pargo em 2026
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que, conforme o acompanhamento da temporada de pesca do pargo ( Lutjanus purpureus ) em 2026, as capturas da espécie atingiram o patamar de 90% do limite anual estabelecido para a atividade. Com o alcance desse percentual, fica encerrada, a partir de 19/09/2026, a temporada de captura do pargo pelas embarcações autorizadas a operar nas modalidades de permissionamento 1.8, 1.9 e 1.10.
A Portaria Interministerial MPA/MMA nº 66, de 27 de julho de 2026, estabeleceu o limite anual de captura de até 2.750 toneladas de pargo e determinou o encerramento da temporada quando as capturas atingirem 90% desse limite, correspondente a 2.475 toneladas. A limitação de captura é uma forma de contribuir para a recuperação da espécie, que tem grande importância econômica no país e está ameaçada de extinção.
O encerramento decorre do acompanhamento realizado pelo MPA por meio dos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira.
As embarcações autorizadas que estiverem em atividade de pesca no mar na data do encerramento deverão retornar e realizar o desembarque do pargo em até dez dias corridos, contados a partir da data de encerramento da temporada. Após esse prazo, ficam proibidas a captura, a retenção a bordo e o desembarque da espécie.
O encerramento da temporada de captura do pargo não impede a utilização das Autorizações de Pesca Complementares para a captura das demais espécies nelas previstas, desde que observada a legislação aplicável.
Declaração de Estoque
Em razão do encerramento da temporada antes do início do período anual de defeso, a Declaração de Estoque de pargo deverá ser apresentada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em até sete dias corridos após o término do prazo concedido às embarcações para retorno e desembarque.
Entre o término do prazo autorizado para desembarque e 15 de fevereiro de 2027, o transporte, o armazenamento, o processamento e a comercialização de pargo somente poderão ocorrer quando o produto estiver devidamente registrado em Declaração de Estoque apresentada no prazo e nas condições estabelecidas pela legislação.
Espécie ameaçada
O pargo (Lutjanus purpureus) é uma espécie categorizada como “Em Perigo” de extinção na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos, definida pela Portaria MMA 1.667/2026.
A categoria indica que a espécie enfrenta risco muito alto de extinção na natureza, caso medidas de proteção e manejo não sejam intensificadas. Por isso, é necessário um Plano de Recuperação da espécie, que estabelece diretrizes, objetivos e medidas para promover a conservação e recuperação de espécies ameaçadas aquáticas, reconhecendo a possibilidade de uso sustentável da espécie. Entre as medidas de recuperação do Plano está a definição de um limite de captura anual da espécie.
Painel de acompanhamento
O painel disponibilizado pelo MPA apresenta o histórico da produção de pargo registrada entre 2021 e 2026, a partir dos dados obtidos pelos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira. Acesse aqui o Painel de acompanhamento da pesca do pargo.
O Ministério da Pesca e Aquicultura reafirma seu compromisso com a sustentabilidade dos recursos pesqueiros e com a continuidade da atividade pesqueira. As medidas de ordenamento, monitoramento e controle adotadas integram esse compromisso e buscam assegurar o uso sustentável do recurso, contribuindo para a recuperação do estoque da espécie e para a manutenção da atividade pesqueira em bases sustentáveis ao longo do tempo.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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