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Petrobras retoma projeto de fertilizantes em MS e prevê operação da UFN-III até 2029

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Retomada da UFN-III é aprovada pelo Conselho

A Petrobras informou que seu Conselho de Administração aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), localizada em Três Lagoas (MS). A decisão dá sequência ao comunicado divulgado em outubro de 2024 e está alinhada ao Plano de Negócios 2026-2030 da companhia.

A medida ocorre após uma reavaliação completa do projeto, que confirmou sua aderência estratégica e viabilidade econômica.

Projeto apresenta viabilidade econômica positiva

Segundo a estatal, a análise técnica apontou Valor Presente Líquido (VPL) positivo em todos os cenários avaliados, conforme os critérios internos de aprovação de investimentos.

O investimento estimado para a conclusão da unidade é de aproximadamente US$ 1 bilhão. A previsão é de que a operação comercial tenha início em 2029.

Obras devem ser retomadas em 2026

O processo de aprovação seguiu todas as exigências de governança corporativa e normas internas da companhia.

Com a deliberação final, a Petrobras avançará para a fase de contratação e assinatura de contratos. A expectativa é que as obras sejam retomadas no primeiro semestre de 2026.

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Estratégia inclui retorno ao setor de fertilizantes

A unidade estava com as obras paralisadas desde 2015. Em 2023, a Petrobras decidiu retomar sua atuação no segmento de fertilizantes, com base em estudos de viabilidade técnica e econômica.

O objetivo é ampliar o mercado de gás natural da companhia e contribuir para a redução da dependência do Brasil na importação de fertilizantes.

Capacidade produtiva e localização estratégica

A UFN-III terá capacidade nominal de produção de aproximadamente:

  • 3.600 toneladas por dia de ureia
  • 2.200 toneladas por dia de amônia, sendo 180 toneladas destinadas à comercialização

A unidade está posicionada próxima a importantes regiões consumidoras, com foco no atendimento aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. A localização estratégica favorece a logística e aumenta a segurança no abastecimento.

Projeto aposta em tecnologia e eficiência

O empreendimento incorpora equipamentos modernos e tecnologias de última geração, o que deve garantir maior eficiência operacional e competitividade no mercado nacional de fertilizantes.

Ureia e amônia são essenciais para o agro brasileiro

A amônia é matéria-prima fundamental para os setores de fertilizantes e petroquímico. Já a ureia é o fertilizante nitrogenado mais consumido no Brasil, com demanda anual em torno de 8 milhões de toneladas.

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Esses insumos são amplamente utilizados em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de terem aplicação na pecuária como suplemento alimentar para ruminantes.

Produção nacional deve reduzir dependência externa

A retomada da UFN-III reforça a estratégia de fortalecimento da produção nacional de fertilizantes, contribuindo para reduzir a dependência de importações e garantir maior segurança ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA começam a devolver hoje os bilhões cobrados a mais no “tarifaço” de Trump

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A entrada em vigor, nesta segunda-feira (20), do sistema de reembolso das tarifas impostas durante o governo de Donald Trump, com potencial de devolver até R$ 824,9 bilhões a importadores americanos, recoloca no radar um dos movimentos mais disruptivos do comércio global recente, e que teve efeitos diretos sobre o agronegócio brasileiro.

Embora o ressarcimento seja exclusivo para empresas dos Estados Unidos, o impacto ultrapassa as fronteiras americanas. O tarifaço, aplicado sobretudo na disputa comercial com a China, alterou fluxos globais de comércio e abriu espaço para o Brasil ampliar sua presença em mercados estratégicos, especialmente na soja.

Durante o período de maior tensão comercial, entre 2018 e 2020, Pequim reduziu drasticamente a compra de produtos agrícolas americanos e redirecionou a demanda para outros fornecedores. O principal beneficiado foi o Brasil, que consolidou posição dominante no abastecimento chinês. Em alguns momentos, mais de 80% da soja importada pela China teve origem brasileira, segundo dados de comércio internacional.

Esse movimento sustentou preços e margens no campo, mesmo diante de volatilidade cambial e custos crescentes. Na prática, o tarifaço funcionou como um “prêmio indireto” ao produtor brasileiro, elevando a demanda e garantindo escoamento em larga escala.

Agora, com a devolução dos valores pagos por importadores nos EUA, o cenário muda de natureza. O reembolso — que já soma cerca de R$ 631,1 bilhões processados até o início de abril, abrangendo 56,5 mil empresas — reforça o caixa das companhias americanas e tende a recompor competitividade em cadeias que haviam perdido espaço no mercado global.

O efeito mais relevante para o Brasil está na possibilidade de reequilíbrio das exportações americanas, especialmente para a China. Com empresas mais capitalizadas e menor pressão financeira, os EUA ganham fôlego para retomar participação em mercados que, nos últimos anos, migraram para fornecedores alternativos.

Além disso, o fim do ciclo de disputa tarifária tende a reduzir distorções de preços observadas no período. Para o produtor brasileiro, isso significa um ambiente potencialmente mais competitivo, com menor “vantagem artificial” gerada pelo conflito comercial.

Outro impacto relevante está nos insumos. Durante o tarifaço, produtos industriais e químicos — incluindo fertilizantes e componentes intermediários — sofreram encarecimento global, pressionando custos de produção no Brasil. Ainda que não haja uma estimativa consolidada do valor adicional pago pelo produtor brasileiro, entidades do setor apontam que a alta generalizada de insumos no período teve, entre seus vetores, a desorganização das cadeias globais provocada pela guerra comercial.

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O alcance do programa de reembolso evidencia a dimensão desse processo. Mais de 330 mil importadores americanos foram afetados pelas tarifas, em cerca de 53 milhões de remessas, segundo registros judiciais — um volume que ajuda a dimensionar o grau de interferência nas cadeias produtivas globais.

Para o agro brasileiro, o saldo do tarifaço foi, em grande medida, positivo no curto prazo, com ganho de mercado e valorização de exportações. A nova fase, porém, aponta para um cenário mais próximo da normalidade competitiva, em que eficiência, logística e custo voltam a ser determinantes centrais.

Na prática, o que entra em vigor agora nos Estados Unidos não é apenas um sistema de devolução de recursos. É o encerramento de um ciclo que redesenhou o comércio agrícola global — e cujo impacto ainda deve reverberar nos próximos anos sobre preços, margens e participação de mercado do Brasil.

A entrada em vigor, nesta segunda-feira (20), do sistema de reembolso das tarifas impostas durante o governo de Donald Trump inicia a devolução de valores pagos a mais por importadores americanos e marca o início de uma nova fase após anos de distorções no comércio global. A estimativa é que os ressarcimentos alcancem até R$ 824,9 bilhões, com cerca de R$ 631,1 bilhões já processados até 9 de abril, abrangendo 56,5 mil empresas.

Embora o mecanismo seja restrito aos Estados Unidos, os efeitos alcançam diretamente o agronegócio brasileiro. O tarifaço, aplicado sobretudo na disputa com a China, redesenhou o fluxo mundial de commodities ao deslocar a demanda chinesa de produtos americanos para outros fornecedores — com o Brasil como principal beneficiado.

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Entre 2018 e 2020, no auge da guerra comercial, a China reduziu compras agrícolas dos EUA e ampliou as aquisições no Brasil. No caso da soja, o país chegou a responder por mais de 80% das importações chinesas, consolidando posição dominante e garantindo escoamento recorde da produção nacional. Esse movimento funcionou, na prática, como um ganho indireto ao produtor brasileiro, ao sustentar preços e ampliar mercado.

A devolução dos valores agora fortalece o caixa das empresas americanas e tende a recompor a competitividade de cadeias produtivas que perderam espaço no período. Com mais liquidez e menor pressão financeira, exportadores dos EUA ganham condições de disputar novamente mercados estratégicos, especialmente na Ásia.

Para o Brasil, o impacto esperado é um ambiente mais competitivo. A normalização das relações comerciais reduz a vantagem circunstancial criada pela guerra tarifária e pode reequilibrar a participação entre fornecedores globais. Isso significa maior pressão sobre preços e margens, exigindo ganho de eficiência e redução de custos no campo.

Outro efeito indireto está nos insumos. O tarifaço contribuiu para encarecer produtos industriais e químicos no mercado internacional, incluindo fertilizantes e componentes essenciais à produção agrícola. Embora não haja uma mensuração consolidada do custo adicional pago pelo produtor brasileiro, a desorganização das cadeias globais no período pressionou os custos de produção.

Ao todo, mais de 330 mil importadores americanos foram afetados pelas tarifas, aplicadas sobre cerca de 53 milhões de remessas de produtos. A magnitude do programa de reembolso evidencia o alcance das medidas e seus efeitos prolongados sobre o comércio internacional.

Na prática, o início das devoluções encerra um ciclo que favoreceu o Brasil no curto prazo, mas que agora abre espaço para uma disputa mais equilibrada nos mercados globais. Para o produtor, o recado é direto: o cenário tende a ficar mais competitivo — e menos dependente de distorções externas.

Fonte: Pensar Agro

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