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PGPAF de março inclui cacau e tomate e amplia bônus para agricultores familiares

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Os novos bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) começam a valer em 10 de março e seguem até 9 de abril, conforme lista divulgada no Diário Oficial da União. O cálculo dos descontos é realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento e permite que agricultores familiares abatam parte das parcelas de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar quando os preços de mercado ficam abaixo do valor de referência.

Entre as novidades do mês, produtores de cacau em quatro estados e agricultores que cultivam tomate em Santa Catarina passam a ter direito ao benefício.

Cacau e tomate entram na lista de bônus do PGPAF

Neste ciclo de março, os agricultores familiares que produzem cacau na Bahia, Espírito Santo, Pará e Rondônia passam a contar com o bônus do programa.

Além disso, o tomate produzido em Santa Catarina também foi incluído entre os produtos que recebem desconto para quitação ou amortização de financiamentos rurais vinculados ao Pronaf.

No total, 20 produtos em diferentes estados brasileiros estão contemplados na nova portaria divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Mudanças na lista de produtos com desconto

A atualização mensal trouxe novas inclusões e mudanças em relação à lista anterior.

Entre as principais alterações:

  • Arroz passa a ter bônus também em Goiás
  • Alho agora contempla produtores do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul
  • Batata passa a receber o benefício também no Distrito Federal e em Santa Catarina
  • Leite foi incluído para produtores da Bahia e Pernambuco
  • Raiz de mandioca entra na lista no Amapá e na Bahia
  • Trigo passa a contar com bônus no Tocantins
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Por outro lado, alguns produtos deixaram de receber o benefício neste ciclo, como:

  • Manga no Rio de Janeiro e em São Paulo
  • Leite em Goiás
  • Feijão no Paraná e em Santa Catarina
  • Banana em Sergipe

Em Pernambuco, deixam de receber bônus castanha-de-caju, feijão-caupi e cana-de-açúcar.

Batata, cebola e feijão-caupi lideram maiores bônus

Os maiores percentuais de desconto registrados neste mês foram:

  • Batata no Paraná: bônus de 59,51%
  • Cebola no Rio Grande do Sul: 58,57%
  • Feijão-caupi no Amapá: 57,9%
  • Outros descontos relevantes incluem:
  • Feijão-caupi em Mato Grosso: 56,43%
  • Castanha-de-caju na Bahia: 55,06%
  • Laranja em Sergipe: 45,7%

Os percentuais são definidos a partir da diferença entre o preço mínimo de garantia e o valor médio de comercialização apurado no mercado.

Outros produtos contemplados no PGPAF

Além das novas inclusões, o programa segue beneficiando produtores de diversos alimentos e matérias-primas em diferentes regiões do país.

Entre eles estão:

  • Alho (GO, MG, SC)
  • Arroz (TO, AL, CE, MA, PI, SE, SP, PR, RS, SC, MT)
  • Banana (CE, PE, ES)
  • Batata (RS)
  • Borracha natural cultivada (BA, ES, SP, PR, MS, MT)
  • Cana-de-açúcar (AL, PB, SE)
  • Castanha-de-caju (AL, PI)
  • Cebola (PR, SC)
  • Erva-mate (SC)
  • Feijão (RS)
  • Feijão-caupi (PA, TO)
  • Laranja (PA, BA)
  • Leite (AL, CE, MA, RN, SE)
  • Manga (BA, DF)
  • Maracujá (MG)
  • Mel de abelha (BA, PB, PI, MG, SP, PR, RS, SC, MS)
  • Milho (BA)
  • Raiz de mandioca (RO, AL, CE, PE, ES, MG, RJ, SP, PR, MS)
  • Sisal (BA)
  • Sorgo (BA)
  • Trigo (MG, SP, PR, RS, SC, DF, GO, MS)
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Como funciona o bônus do PGPAF

O PGPAF garante proteção de renda aos agricultores familiares vinculados ao Pronaf. Sempre que o preço de mercado de determinado produto fica abaixo do preço de garantia, o governo concede um bônus que pode ser utilizado como desconto nas parcelas do financiamento rural.

O cálculo considera principalmente os custos de produção levantados pela Conab, que servem de referência para definir o preço mínimo de cada cultura.

Objetivo do Pronaf para a agricultura familiar

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar tem como finalidade financiar a implantação, ampliação e modernização da produção rural, incluindo estruturas de beneficiamento e agroindústrias em comunidades agrícolas.

A política pública busca fortalecer a renda e a sustentabilidade da agricultura familiar, considerada um dos pilares do abastecimento alimentar no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço da tilápia sobe com oferta restrita e exportações alcançam maior volume de 2026

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A baixa disponibilidade de peixes continuou sustentando os preços da tilápia no mercado brasileiro durante o mês de maio. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a oferta restrita favoreceu novas altas em algumas das principais regiões produtoras acompanhadas pelo instituto.

Apesar da valorização observada em parte do mercado, algumas praças registraram recuo nos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração esteve relacionada ao enfraquecimento da demanda, especialmente pela redução das compras por parte dos frigoríficos, que adotaram uma postura mais cautelosa diante do cenário de consumo.

Oferta deve aumentar gradualmente nos próximos meses

De acordo com o Cepea, a partir de maio os peixes entram em uma fase de maior ganho de peso, fator que tende a ampliar gradualmente a oferta disponível para comercialização.

Esse movimento pode contribuir para um maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre, reduzindo parte da pressão altista observada nos primeiros meses do ano.

Ainda assim, o setor segue atento à evolução dos custos de produção, ao ritmo de consumo no mercado interno e ao desempenho das exportações, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços da proteína.

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Exportações de tilápia atingem maior volume do ano

No comércio exterior, a piscicultura brasileira registrou resultados expressivos em maio. Os embarques de tilápia e produtos derivados alcançaram o maior volume exportado em 2026 e o mais elevado desde junho de 2025.

O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e demonstra a recuperação do fluxo comercial após um período de ajustes provocados por mudanças tarifárias e oscilações na demanda global.

Novas tarifas dos EUA preocupam setor

Apesar do avanço das exportações, o setor acompanha com atenção as recentes decisões do governo dos Estados Unidos relacionadas à política comercial.

Segundo o Cepea, a administração norte-americana anunciou novas tarifas de importação com previsão de entrada em vigor a partir de julho. A medida poderá impactar novamente a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado comprador do produto.

Os Estados Unidos seguem como um dos destinos estratégicos para as exportações brasileiras de pescado, e eventuais barreiras comerciais podem influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Perspectivas para a cadeia aquícola

O cenário para a tilapicultura brasileira combina fundamentos positivos e desafios relevantes. Enquanto a oferta ainda limitada sustenta os preços em diversas regiões e as exportações mostram forte desempenho, o mercado monitora o aumento gradual da produção interna e os possíveis efeitos das novas tarifas norte-americanas.

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A evolução da demanda doméstica, o comportamento dos compradores internacionais e o ambiente comercial global deverão definir os rumos do setor ao longo do segundo semestre de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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